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ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

2/06/2020

25ª Edição do Escritor do Mês na Biblioteca Camões - Revisitando LOPITO FEIJÓO - 10 e 24/02

Nos dias 10 e 24/02, a partir das 10H00, será revisitada a obra de LOBITO FEIJÓO.


DE ESTAR

Estou farto/ no universo/ do meu quarto
- e parto –
estou tanto/ no universo/ do meu espanto
- e canto-
estou tudo/ no universo/ do meu estudo
- E MUDO…
(J.A.S. Lopito Feijóo K)

O CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS, no quadro do seu desígnio de promoção da leitura e de divulgação de autores de língua portuguesa, criou na sua BIBLIOTECA um Núcleo de Leitura, que revisita autores consagrados de língua portuguesa, através da leitura colectiva de extractos das respectivas obras e biografias. Este Núcleo de Leitura, com momentos interactivos, conta com a participação activa de jovens, sobretudo, estudantes universitários e pré-universitários, utentes da Biblioteca. 

Em dois dias de cada mês, a obra e a biografia do autor escolhido são revisitadas e analisadas.   

Na 25ª Edição/Fevereiro de 2020 do “Escritor do Mês na Biblioteca Camões”, nos dias 10 (2ª feira) e 24 de Fevereiro (2ª feira), a partir das 10H00, será revisitada a obra de LOBITO FEIJÓO, crítico literário e escritor multifacetado. A sessão de dia 10 de Fevereiro contará com a presença do Autor.

J.A. S. LOPITO FEIJÓO K., de seu nome próprio, João André da Silva Feijó nasceu em Malange em 1963. Licenciou-se em Direito na Universidade Agostinho Neto. É Deputado (reformado) da Assembleia Nacional. É poeta e crítico literário. Ensinou Literatura angolana. Foi Membro fundador da Brigada Jovem da Literatura de Luanda e do Colectivo de Trabalhos Literários (OHANDANJI). É membro da União dos Escritores Angolanos, onde foi Secretário para as Relações Internacionais. Actualmente, é Presidente da Sociedade Angolana de Direito de Autor (SADIA) e dirige a Gazeta de Autores, órgão de divulgação da instituição. É um dos Membros fundadores da Academia Angolana de Letras. É Membro da Associação Portuguesa de Poetas.
Foi fundador da ALPAS 21 – Academia de Artes, Letras e Ciências do Estado Brasileiro do Rio Grande do Sul, onde ocupa a cadeira número 1 para estrangeiros.
É membro correspondente da Academia Brasileira de Poesia Casa Raul de Leoni e membro da International Poetry dos EUA e da Maison International de la Poesie, sediada em Bruxelas. O seu nome consta da 10ª edição do International Directory of Distinguished Leadership (2004/2005), do American Biographical Institute, bem como no Dicionário de Autores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (1997).
Tem obras traduzidas para o francês, inglês e italiano e colaboração em publicações em Angola, Portugal, Espanha, Brasil, EUA, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Nigéria e Itália, entre outros países.

Obras publicadas.

Poesia
1987: “Doutrina”
1987: “Me Ditando”
1987: “Rosa Cor-de-Rosa”
1990: “Cartas de Amor” (3ª ed. em, 2013
1997: “Na Idade de Cristo”
2005: “O Brilho do Bronze”
2011: “Marcas da Guerra”
2012 “Lex & Cal Doutrina”
2013: “Andarilho e Doutrinário”
2013: “Auto Grafia”
2014: “Desejos de Aminata”
2015: “Coração Telúrico”
2016: “ReuniVersos Doutrinários”
2017: “A Imprescindível Doutrina Contra”
2019: “Experimentais Poépicos”

Ensaio: crítica literária
1992: Meditando – textos sobre Literatura
1993: Geração da Revolução (c/ Luís Kandjimbo)

Organização e divulgação
1988: “No Caminho doloroso das Coisas”
1995: “África das Palavras” – antologia de Poesia de Amor dos anos 80. 

O que alguns críticos, estudiosos e ensaístas, dos mais diversos países têm dito de LOPITO FEIJÓO.

- “Há que reconhecer em Lopito Feijóo virtudes presentes: Imaginação e Estilo próprios. Com a primeira, ele consegue a harmonia. Com a segunda, obtém o tratamento especial de linguagem”- Luís Romano (escritor/romancista).

- “Não será descabido considerar Lopito Feijóo como a mais irreverente voz da nova geração poética angolana (...) a elaboração mental (semântica e imaginética) parece comandar o ritmo e a disposição gráfica: a sintaxe atropela a gramática e a forma não corresponde à leitura de hábitos melódicos. Assim se surpreende o leitor, apanhado na sua rotina (...) perseverando contra a cadeia da língua, contra a corrente impositiva de uma estética. E assim fez, talvez contribuindo para mudar, desde já, o rumo à história da poesia angolana”- Pires Larangeira (Ensaísta e Professor da Universidade de Coimbra).

- “Lopito Feijóo cumpre as aspirações dos novíssimos, de encontrar a memória colectiva no poema que se acrescenta em cada dia”. (...) é para juntar as pontas da desarmonia do mundo que Lopito Feijóo escreve estes poemas para que os angolanos não esqueçam e o mundo inteiro com eles”- Ana Paula Tavares (Historiadora, Escritora e Poeta).

- “Nome importante da geração 80, a chamada “geração das incertezas” assume a ruptura com os cânones semânticos e estéticos tradicionais, propondo uma estética assente numa linguagem dissonantemente metafórica e no experimentalismo visual. Com um estilo, simultaneamente satírico e irreverente”- David Capelenguela (Escritor e Poeta).

- “Deslumbrante, incrível. Lopito é ele mesmo um poeta de cabeça aos pés. Há muitos anos que mantém uma coerência nos limites da sua personalidade artística e se apresenta tal como é: fala como poeta, veste-se como poeta, deambula e é excêntrico como o foram Pessoa, Cummings, Neruda ou Vinícius de Morais”- João Tala (Médico e Poeta).

- “Lopito Feijóo não é um poeta morno. Crepita e perturba com os seus signos. Mesmo os mais disfarçados, são uma autêntica tentação”- Teixeira de Sousa (Escritor). 

- “Os poemas de Lopito Feijóo dão-me uma ideia de pujança da nova literatura angolana. Fiquei impressionado com a originalidade linguística e com a coesão e densidade temática. Lêem-se como se ouve uma pequena sinfonia”- David Brookshaw (Professor na Universidade de Bristol). 

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