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11/05/2019

Indie e folk marcam EP confessional de Raquel Campelo

Raquel Campelo por Melina Dourado

Raquel Campelo amplia sonoridade indie folk no EP “Nostalgia”

Artista brasiliense reflete sobre amadurecimento em letras confessionais

Raquel Campelo mira o futuro sem perder de vista as lições do passado. É assim que a cantora e compositora brasiliense entrega seu EP de estreia, “Nostalgia”. Trazendo os singles já revelados “Out of breath” e “Lake Song”, além das inéditas “9486 km” e “Back home”, o trabalho constrói uma delicada sonoridade inspirada pelo indie folk, apresentando uma artista vulnerável em letras altamente pessoais. O álbum já está disponível nas principais plataformas de streaming.

O trabalho solo de Campelo é recente, mas ela vem construindo sua voz como autora e intérprete há anos, já que escreve canções desde a adolescência. Raquel iniciou oficialmente seu projeto autoral em 2017 quando lançou sua primeira música, “Bring it Back to You”, gravada em Los Angeles, onde passou uma temporada de seis meses tendo várias experiências de shows, cantando em cafés, bares, restaurantes. Amadurecendo como pessoa e artista ao mesmo tempo, Raquel Campelo tem em “Nostalgia” mais uma amostra desse crescimento. 

O álbum foi construído usando como base os aprendizados da própria artista nos últimos anos. Seja refletindo sobre as distâncias criadas em nome de correr atrás de um sonho (“9486 km”); a aceitação de que um ciclo chegou ao fim (“Out of breath”); os bons momentos da vida (“Lake song”); ou o crescimento e a identidade pessoal (“Back home”), ela trabalha cada canção como uma trajetória de autoconhecimento.

Assista ao lyric video “Lake Song”: https://youtu.be/AjWyGfzOya4

“Escrever música sempre foi uma forma de colocar para fora sentimentos difíceis de explicar. Foram mais de dois anos trabalhando nesse EP, um turbilhão de emoções que foram e voltaram milhões de vezes. Acho que perdi a conta de quantas vezes me perdi no meu infinito de sentimentos e pensamentos durante a construção de ‘Nostalgia’. Agora, eu fecho um ciclo que, entre trancos e barrancos, valeu a pena cada segundo e cada aprendizado”, reflete Raquel. 

Para dar forma ao trabalho, ela se uniu ao produtor musical Luiz Bragança. Ele também foi responsável pelos teclados e arranjos, com colaborações dos músicos Thales Gonçalves (guitarra), Matheus Costa (bateria) e Felipe Ernani (baixo), de Thiago Dantas, Gabriel Oliveira, Vinicius Martins e da própria artista.

Com “Nostalgia”, Raquel Campelo traz em suas canções letras refletindo as emoções humanas e as conexões entre as pessoas. “Hoje entendo que o meu objetivo principal como artista é fazer com que os ouvintes se identifiquem, não só com a mensagem das minhas músicas, mas com a minha mensagem como pessoa e, assim, conseguir conectar a minha história com a delas. Quero criar algo real que faça o público sentir, se identificar e se conectar com a minha história”, conclui.

Ouça “Nostalgia”: http://smarturl.it/NostalgiaRCampelo

Raquel Campelo - EP Nostalgia.

Ficha técnica:
Composição | Raquel Campelo 
Produção Musical | Luiz Bragança 
Arranjos | Luiz Bragança 
Colaboração nos Arranjos | Raquel Campelo, Thales Gonçalves, Matheus Costa, Felipe Ernani, Thiago Dantas, Gabriel Oliveira, Vinicius Martins. 

GRAVAÇÃO: 
Captação e Mixagem | Fernando Jatobá (Estúdio Jatobeats) 
Masterização | Adriano Pasqua (Artworking) 
Músicos | Guitarra: Thales Gonçalves | Baixo: Felipe Ernani | Bateria: Matheus Costa | Teclados: Luiz Bragança | Violão e Voz: Raquel Campelo 

Faixa-a-faixa, por Raquel Campelo:

Lake song: Voltando um pouco no tempo, lá em 2015... a Lake Song foi a primeira música que escrevi por inteiro. Foi a primeira composição que eu realmente acreditei, depois de tantas outras jogadas no lixo. Por isso, ela carrega um significado tão grande para mim. A melodia leve fala de uma paixão, daquele momento, naquele lugar preferido, que você não quer que acabe nunca. Ela nasceu de forma tão simples e natural... É uma música sobre bons momentos, boas lembranças, impossível não lembrar delas. 

9486 km: A distância entre Brasília - Califórnia. Essa talvez tenha sido a música que eu tive mais facilidade para escrever, porque o sentimento de dor de ir pra longe de quem você ama é muito forte, por isso, é mais fácil de escrever a respeito. Essa música é uma lembrança triste, mas eu não quis passar a ideia de uma música tão melancólica, ela traz uma batida energética e um refrão bem contagiante, mas, ainda sim, fala da falta que faz aquela pessoa por perto. 

Back home: Essa é uma música que eu escrevi sobre mim. Sobre você sentir falta de alguém que você era ou de uma época que não volta mais. É a Raquel do presente escrevendo para a Raquel do passado, dizendo o quanto era bom ser aquela pessoa de antes e que ela vive numa busca constante para voltar a ser quem era. No fundo, eu percebi que mesmo sentindo falta, nós crescemos, amadurecemos, mas nossa essência nunca muda: “maybe she is here, but I just can’t see.” 

Out of breath: É uma das músicas mais melancólicas que já escrevi. É sobre cansar de correr atrás de algo que acabou, sobre se auto sabotar, sobre se doar demais. É ter a certeza de que você tentou de tudo, mas agora só restam memórias. É aceitar o fim e saber que o tempo vai curar. 

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