ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

6/25/2019

Pesquisa da ESPM revela que 41,3% dos pais discordam que jogos digitais levam ao comportamento agressivo


Da amostra total da pesquisa PGB 2019, os pais, independentemente de jogar games, afirmam que 84% dos seus filhos jogam e 68,2% tem o costume de jogar junto com eles. Quando consideramos apenas os pais que afirmam jogar jogos digitais, esse número sobe para 90,5% dos entrevistados. A pesquisa também revela que 83,2% dos pais gamers jogam com os filhos.

A Pesquisa Game Brasil (PGB) está em sua 6ª edição, trazendo o cenário atual do mercado de games com diversas abordagens dos hábitos de consumo nas principais plataformas de jogos. Realizada pelo Sioux Group, Blend News Research, ESPM, através do Gamelab e Go Gamers, a PGB conta com os esforços conjuntos de profissionais de mercado e do ambiente acadêmico. Além dos dados relacionados ao mercado brasileiro, a nova edição traz informações sobre os gamers da América Latina. Seguindo a mesma metodologia dos anos anteriores, a PGB foi realizada no mês de fevereiro e teve a participação de 5.110 pessoas, entrevistadas no Brasil em 26 estados e no Distrito Federal e no México, Argentina, Chile e Colômbia.

Relação Pais, Filhos e Jogos

A pesquisa notou que o envolvimento que os pais têm com os games é diretamente proporcional à aceitação que possuem com relação ao consumo de jogos digitais de seus filhos. Quando afirmado que "deve-se evitar que as crianças joguem antes de dormir", a maioria dos pais entrevistados concordaram totalmente com a afirmação (48,7%).

Pais hardcore gamers, por sua vez, tiveram uma posição menos discrepante em relação ao assunto (42,3%). “O envolvimento dos pais com jogos digitais faz com que a sua opinião geral sobre o consumo dos jogos seja mais favorável do que daqueles pais que são menos envolvidos. Ao mesmo tempo, esse envolvimento não faz com que os pais tenham uma opinião diferente dos outros, apenas menos incisiva”, revela Matheus Marangoni, professor da ESPM.

Um ponto que voltou à discussão recente foi a violência nos jogos digitais como influência negativa para as crianças e adolescentes. A PGB 2019 notou que os pais são divididos em relação ao tema, mas que a maioria não acredita que os jogos digitais levam ao comportamento agressivo. 41,3% dos pais discordam (totalmente ou parcialmente) que os jogos digitais sejam capazes de promover esse comportamento, enquanto os pais jogadores hardcore tendem a se opor mais à essa afirmação, com 48,5% de discordância. “Isso mostra que os pais ainda estão inseguros com relação ao tema” aponta Matheus. “Muitas pesquisas científicas entendem que os jogos digitais influenciam seus jogadores, mas que a responsabilidade sobre um fenômeno comportamental não pode recair sobre uma única fonte de influência, existindo diversas outras questões contextuais do sujeito que devem ser avaliadas para chegar a alguma conclusão consistente”.

Outro assunto que deixam pais divididos, sejam eles jogadores hardcore ou não, é a influência que os jogos digitais possuem na aprendizagem de seus filhos. Mesmo entre os pais gamers, a opinião é dicotômica: 37,6% discordam (parcialmente ou totalmente) que os jogos possam atrapalhar, enquanto 41,6% concordam (total ou parcialmente). “Nossa hipótese é que os pais observam o comportamento dos seus filhos, que podem direcionar mais esforço aos jogos do que às tarefas da escola. Os jogos digitais provavelmente acabam servindo de escape para crianças e adolescentes, mascarando outros problemas sobre a falta de interesse sobre o conteúdo escolar” complementa o professor.

Sobre a PGB (Pesquisa Game Brasil)
A Pesquisa Game Brasil está em sua 6ª edição, trazendo o cenário atual do mercado de games com diversas abordagens dos hábitos de consumo nas principais plataformas de jogos. A pesquisa evoluiu e conta com uma versão gratuita, com os resultados principais, e uma versão premium, com análises cruzadas e aprofundadas para a geração de insights. Realizada pelo Sioux Group, Blend New Research, ESPM através do Gamelab e Go Gamers.

Sobre o Sioux Group
“Para nós, interação não é só apertar um botão. É criar conexões entre pessoas e marcas, divertir, educar, simplificar tarefas através da tecnologia.”
Fundada em 2001, a Sioux, agência de tecnologia interativa, reposiciona-se criando um grupo de empresas focadas na prestação de serviços e desenvolvimento de produtos próprios. O objetivo do grupo é criar conexões entre pessoas e marcas, divertir, educar e simplificar tarefas através da tecnologia. A operação de empresas independentes garante maior especialização e flexibilidade para novos negócios nos segmentos em que atuam.

Sobre a Blend New Research
A Blend New Research é uma empresa de pesquisa de mercado inovadora, ligada à HSR, que usa a senioridade da equipe de profissionais, aliada às técnicas avançadas de pesquisa, para alavancar os negócios dos clientes. Presidida por Lucas Pestalozzi, a Blend atua firmemente com a customização de projetos, adaptando equipe, recursos e estrutura de acordo com as demandas de cada conta.
A meta é “misturar” o conhecimento de ambos os lados para maximizar as oportunidades de crescimento. Seu diferencial está em fazer uso das tecnologias de ponta, traduzindo-as em plataformas e adicionando inteligência para que efetivamente possam ser aplicáveis. Com essa atuação, tornou-se pioneira no uso de FR para análise de emoções; no desenvolvimento de comunidades online exclusivas; e na integração de mobile research ao CAWI e CATI.

Go Gamers
Projeto liderado pelo Sioux Group em parceria com professores da ESPM, tem como missão difundir o conhecimento do universo dos games por meio de uma abordagem diferenciada, não como forma de entretenimento, mas com um olhar de pessoas que vivenciam os games como negócio e estudam a sua aplicação no cotidiano.
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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