ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

3/27/2019

Os alemães no Brasil


Passei pela Alemanha duas vezes em serviço de reportagem, sempre convidado pelo TV Clube 1860 de Immenstad, na pessoa do meu querido amigo Carlos Borba, um português de sucesso naquela cidade do Sul da Baviera. Naturalmente que, em todas essas viagens, visitei Munique, tendo passado pela cervejaria do Bayern, colosso do futebol alemão. Sempre fui bem recebido em Immenstad, principalmente na derradeira presença em que acompanhei (também ela convidada) a campeoníssima do mundo e olímpica, a maratonista Rosa Mota. Por conseguinte, fiquei motivado por essas viagens, expressamente convidado com a representatividade do meu jornal de então, mais ligado à cultura dos alemães, ficando impressionado com a sua disciplina, maior incidência nas escolas onde os alunos têm um comportamento exemplar, conforme constatei numa das aulas a que assisti, por deferência da diretora de um colégio que, amavelmente, acedeu à minha pretensão, por intermédio do próprio Carlos Borba. Ora, porque a Alemanha já faz parte do meu trajeeto jornalístico, fiz questão em assistir, em Petrópolis (Cidade Imperial), à BauernFest, promovida pela descendência alemã. Na realidade, pelo que verifiquei, os alemães residentes em Petrópolis não esqueceram as suas raízes, com os seus trajes, com a sua forma de desfilar, com a sua contagiante alegria. Fez-me recordar uma das festas em que participei em Immenstad, com muita música e muita cerveja. Os alemães bebiam e eu comia um saboroso salchichão. Levantar um daqueles canecões de cerveja não era para mim. Eu me confesso: nesse sentido, sou mau jogador, melhor dizendo, mau bebedor. 

Voltando ao desfile, fiquei maravilhado, sobretudo por ver tanta criançada sorridente, participando com esfuziante alegria. Foi bonito de ver. Pelos vistos, o futuro da BaurnFest está assegurado. As bandas musicais (dos colégios), o folclore, a dança, tudo isso em perfeita harmonia. De resto, há que acrescentar que foram os alemães os primeiros colonos que chegaram a Petrópolis, situação ocorrida em 29 de Junho de 1845. Viajaram no navio Justine, que se dirigia para Sidney (Austrália), mas que acabou por rumar para o Rio de Janeiro, ao que consta por ter a bordo vários colonos doentes. No final desse mesmo ano (1845), 1921 alemães já estavam em Petrópolis. Mais: 29 de Junho é feriado em Petrópolis para assinalar a chegada desses mesmos alemães.

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