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3/21/2019

Medos e dúvidas que envolvem a cirurgia da catarata


A pedido da Central da Catarata, o médico oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos de São Paulo (HOSP), Jorge Mitre, esclarece as principais dúvidas sobre a cirurgia. O especialista é um dos parceiros do negócio de impacto social que tem o objetivo de oferecer acesso às pessoas de baixa renda à cirurgia de catarata.

São Paulo, Março de 2019- Maior sensibilidade à luz, visão embaçada, sensação de neblina nos olhos, ajuste constante no grau dos óculos e percepção que as cores estão desbotadas – esses são apenas alguns dos sintomas percebidos por pacientes com catarata, doença responsável por 51% dos casos de perda de visão no planeta. Para se ter uma ideia do avanço da doença, a cada cinco segundos, uma pessoa se torna cega no mundo; no Brasil, a estimativa da Sociedade Brasileira de Oftalmologia é que existam sete milhões de pessoas com a doença. Embora o diagnóstico seja relativamente simples, a cura requer cirurgia. É aí que se encontra o principal entrave. Com receio, muitos pacientes – sobretudo os idosos –, adiam o procedimento. Para esclarecer as principais dúvidas dos pacientes, a Central da Catarata entrevistou médico oftalmologista e diretor do Hospital de Olhos de São Paulo (HOSP), Jorge Mitre.

Segundo o médico, postergar a decisão da cirurgia envolve riscos significativos, entre eles o glaucoma. Dr. Mitre explica que a catarata muito madura e envelhecida – ou seja, quando o paciente já tem a doença por um longo período – é mais difícil de ser removida; para quebrar o cristalino, demanda o uso de maior quantidade de energia no aparelho de faco. “Isso gera mais inflamação e mais tempo para recuperar a visão. Um outro problema que ocorre é o desenvolvimento do estrabismo. Quando o paciente já não enxerga em um dos olhos, o outro naturalmente se desvia”, esclarece.

O primeiro passo para o sucesso na cirurgia de correção da opacidade do cristalino é, segundo o oftalmologista, a escolha do local para realização do procedimento e a confiança depositada no médico. Para isso é preciso avaliar se a clínica possui bom nome no mercado – avaliação que pode ser feita verificando a qualidade das cirurgias realizadas – e que tenha um centro cirúrgico adequado, pois caso haja alguma complicação o médico poderá sanar rapidamente.

Além disso, o oftalmologista, ainda em consulta, deve esclarecer, com convicção, todas as dúvidas sobre o procedimento: como será a anestesia, cuidados no pós-operatório, se causa dor, quando voltará a enxergar, entre outros questionamentos. Desmistificando a catarata, o tratamento humanizado aumenta ainda mais a confiança do paciente para realização da cirurgia de catarata. “Quando isso acontece, o paciente chega convicto no dia da cirurgia, pois ele já rompeu todas as barreiras do medo”, conta o especialista.

Um longo trajeto para voltar a enxergar

São 1.967 quilômetros e 32 horas de viagem de Biritinga, interior da Bahia, à cidade de São Paulo. A possibilidade de voltar a enxergar – com segurança e um preço acessível –, motivou Maria das Graças Souza, 65 anos, a enfrentar o longo trajeto para realizar a cirurgia pela Central da Catarata. A aposentada enfrentava dificuldades para costurar e realizar os afazeres domésticos sozinha, mas a perda da visão revelou um problema ainda mais sério. Durante o diagnóstico da catarata, os exames alertaram para alta concentração de glicose no sangue. 

Marlene Souza, filha da aposentada, conta que após a cirurgia, a qualidade de vida da mãe melhorou muito; hoje, ela toma mais cuidado com a alimentação e a saúde – e voltou a costurar sem o uso dos óculos. “Assim que minha mãe saiu da sala de cirurgia, ela já voltou a enxergar.  Parecia uma criança, testando cada olho, enxergando as cores. Todos nós choramos de felicidade ao ver ela enxergando novamente”, relembra emocionada.

Na percepção do dr. Mitre, além da catarata, os pacientes chegam com outras doenças silenciosas. “É impressionante a patologia que os pacientes apresentam e nem sabem. Recebemos diariamente pessoas que estavam muito tempo sem opção para realizar a cirurgia; são pacientes idosos que não têm convênio ou condições de serem operados em uma clínica particular, por conta dos altos custos. Quando vamos examinar, com um diagnóstico mais profundo, percebemos que eles têm problemas muito mais sérios que a catarata, como a retinopatia diabética, degeneração macular ou deslocamento de retina; são doenças que precisam ser solucionados imediatamente. E somente a cirurgia de catarata não vai resolver o problema; a cirurgia, na verdade é o início de um processo amplo de recuperação do estímulo e da oportunidade de ampliar esses cuidados médicos”, revela o oftalmologista.

A catarata é a principal causa de cegueira em pacientes com diabetes no Brasil; eles têm o risco duplicado de desenvolver a doença, quando comparados com a população geral. Nesses pacientes, a catarata aparece mais cedo e evolui mais rápido do que a versão senil da doença – que acomete pessoas idosas. A consulta oftalmológica para os seniores é decisiva para alterar as condições de saúde ocular e reduzir o número de deficientes visuais por causas que poderiam ser evitadas. A dificuldade de enxergar causada pela catarata é considerada um dos primeiros sinais durante o processo de envelhecimento. Contudo os sintomas mais comuns dos pacientes com catarata são muitas vezes negligenciados pelos idosos e pelos familiares.

“No envelhecimento, a sensação que o idoso tem é que tudo está piorando na vida dele. Há redução na mobilidade, dores e já não conseguem mais ler, ver tevê ou realizar as atividades corriqueiras que gostava. Quando realizamos a cirurgia de catarata – e devolvemos a ele a visão –, percebemos de imediato o impacto gerado na vida desse paciente”, afirma o oftalmologista. Nesse contexto, o acesso a informações sobre como vencer o medo e os desafios do atendimento são essenciais para que o problema da catarata não comprometa a qualidade de vida.

Sobre a Central da Catarata
Maior central de agendamento de cirurgia de catarata do país, a Central da Catarata tem o objetivo de garantir acesso das pessoas de baixa renda à cirurgia de catarata. Fundada em 2017 pelo empreendedor Guilherme de Almeida Prado, o negócio social já realizou mais de 500 procedimentos para correção da opacidade do cristalino. A iniciativa conta com três clínicas afiliadas em São Paulo, todas com centros cirúrgicos próprios: Instituto da Visão (IPEPO); Clínica Oftalmológica Guarnieri e Hospital de Olhos de São Paulo (HOSP). O processo de afiliação das clínicas é norteado por três pilares: médicos formados nas melhores universidades; clínicas com mais de 20 anos de experiência; e especializadas em catarata. 
Como negócio de impacto social, a Central da Catarata tem viabilizado cirurgias a preços mais acessíveis e condições facilitadas de pagamento. No pacote estão incluídos os custos com equipe médica, sala cirúrgica, exames oftalmológicos, lente intraocular e consultas pós-operatórias. Esse custo é possível mediante uma estratégia simples: utilizar horários vagos nesses centros de excelência oftalmológica para atender a população de menor renda. Em 2019, a expectativa é chegar à marca de mil procedimentos www.centraldacatarata.com.br

Rosemeire Barbosa- Estúdio Azul

Sobre a autora

Rosemeire Barbosa- Estúdio Azul - Natural e residente na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, formada em Magistério pela E.E.S.G. “Sud Mennucci” com habilitação para exercer a profissão de professora em 1996. Aprovada no Concurso Público de prova e Títulos para provimento de emprego de Professor do Ensino Fundamental em 14 de janeiro de 1999. Em 1 de fevereiro de 2001, foi contratada pela Prefeitura Municipal de Piracicaba, na pasta da Secretaria da Educação com habilitação para alunos do 1º ao 5º ano. Leia Mais sobre a autora...

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