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3/08/2019

Lançamento do Livro "STANISLÁVSKI E O MÉTODO DE ANÁLISE ATIVA" A criação do Diretor e do Ator de NAIR D’AGOSTINI


Centro Latino-Americano de Pesquisa Stanislávski (CLAPS),
convida para o lançamento do livro
STANISLÁVSKI E O MÉTODO
DE ANÁLISE ATIVA:
A criação do Diretor e do Ator
de NAIR D’AGOSTINI
Dia 22 de março, sexta-feira, às 20h,
no Teatro Escola Macunaíma Unidade Butantã

“Em 1978,  plena ditadura militar
consegui chegar a Moscou e fui enviada a Leningrado,
hoje São Petersburgo.  Ao chegar à estação,
fui recebida e conduzida ao LGITMiK –
Instituto Estatal de Teatro, Música e Cinema de Leningrado. 
Fui a primeira brasileira a estudar lá.”

Primeira diretora pedagoga brasileira formada na Rússia a partir do Método de Análise Ativa. Pioneira em transmitir este legado, de forma sistemática, no Brasil, na Universidade Federal de Santa Maria, no curso de Artes Cênicas. A autora do livro Stanislávski e o Método de Análise Ativa: a criação do diretor e do ator faz noite de autógrafos e participa de um bate-papo sobre Stanislávski e a criação do ator e do diretor teatral a partir da metodologia desenvolvida por Stanislávski.

O Teatro Escola Macunaíma e CLAPS- Centro Latino-Americano de Pesquisa Stanislávski, convidam para o lançamento do livro

Stanislávski e o Método de Análise Ativa: A Criação do Diretor e do Ator, de  Nair D’Agostini, dia 22 de março, a partir das 20h, no Teatro Escola Macunaíma - Unidade Butantã

A abordagem do método se dá a partir de fontes primárias, teóricas e práticas, e do seu desenvolvimento por conceituados intelectuais e artistas da cena russa que escreveram sobre esse conhecimento e o aplicaram em suas criações. Nair D’Agostini aborda o método de análise ativa e sua aplicação pelo diretor na leitura do texto; esclarece em que consiste o método; e explicita o processo de conhecimento da obra dramática e os elementos necessários a sua análise através da ação, para em seguida expor as leis da criação cênica, exigência fundamental do “sistema” na formação do ator criativo para a utilização do método das ações físicas.

A obra inclui também a tradução, direta do russo, dos estenogramas das últimas aulas-ensaios ministradas por Stanislávski sobre o novo método das ações físicas no Estúdio de Ópera Dramática durante a análise e criação do papel de Hamlet para a peça homônima de Shakespeare.

3 anos na União Soviética- de 1978 a 1981, e conhecimento direto da escola soviética sobre o “sistema” de Stanislávski

“Esta obra é fruto de meu percurso de estudo em artes cênicas iniciado com minha chegada à União Soviética por ter tido o privilégio de receber uma bolsa de estudo em teatro do Ministério da Cultura da URSS.

Em 30 de setembro de 1978, em plena ditadura militar no Brasil, após muitos percalços consegui chegar a Moscou. Lá, com o primeiro dia de neve, vi-me entre milhares de estudantes estrangeiros. Após uma noite gélida em Moscou, fui enviada pelo Ministério de Educação da URSS à cidade de Leningrado, hoje São Petersburgo. A viagem de trem rumo ao desconhecido e sem a compreensão suficiente da língua russa que me permitisse manter alguma comunicação razoável, a não ser a mimética, anunciava o que estaria por vir. Vivi a contradição entre a alegria de ver meu sonho a tanto tempo alimentado sendo realizado e a insegurança do porvir.

Ao chegar à estação, fui recebida e conduzida ao LGITMiK – Insti tuto Estatal de Teatro, Música e Cinema de Leningrado, denominado

Fui a primeira brasileira a estudar nesse instituto, onde ninguém falava a língua portuguesa. Tive, então, a impressão de pertencer a uma tribo totalmente desconhecida no mundo.

Vencidos os primeiros obstáculos com o idioma e com a adaptação – já́ que o inverno na virada do ano chegou à temperatura de -45°, algo para mim, até então, inimaginável –, passei a assistir as aulas de direção e de atuação. A Instituição definiu que, como aluna de pós-graduação, eu frequentaria os cursos de Maestria do Ator Dramático, de Arkádi Kátzman (1921-1989), e de Direção Dramática, de Gueorgui Tovstonógov (1913-1988).

Estudar com esses dois grandes mestres do teatro soviético pelo período de mais de três anos, ou seja, de outubro de 1978 a dezembro de 1981, permitiu-me acessar um conhecimento direto da escola soviética sobre o “sistema” de Stanislávski, o qual serviu de base e guiou-me a partir de então ao longo do percurso acadêmico e do artístico.”

NAIR D’AGOSTINI É diretora, pedagoga e pesquisadora teatral com doutorado em Literatura e Cultura Russa pela Universidade de São Paulo – USP. É mestre em Filoso­fia  Contemporânea na área de Estética, com pós-graduação no Instituto Estatal de Teatro, Música e Cinema de Leningrado – LGITMIK (1978-1981). Graduou-se em Direção Teatral com licenciatura em Arte Dramática na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Foi professora na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, nos cursos de licenciatura plena em Artes Cênicas e bacharelado em Artes Cênicas – Interpretação e Direção Teatral.

SERVIÇO:
CLAPS convida para o lançamento do livro, com bate-papo com autora STANISLÁVSKI E O MÉTODO DE ANÁLISE ATIVA: A criação do Diretor e do Ator de NAIR D’AGOSTINI
Data: 22 de março, sexta-feira, às 20h,
Local: Teatro Escola Macunaíma Unidade Butantã
Avenida Valdemar Ferreira, 204
Informações (11) 3217.3400

“Nair D’Agostini teve muita sorte: foi a primeira brasileira a estudar a arte dramática na União Soviética, numa das melhores escolas superiores de teatro – o LGITMIK. Um dos seus mestres era Gueorgui Tovstonógov, grande encenador que desenvolveu a tradição das vanguardas russas, principalmente a de Stanislávski. Outro era o célebre pedagogo teatral Arkádi Kátzman, responsável pela formação de várias gerações de atores russos. Foi ali que Nair D’Agostini aprendeu o sistema Stanislávski – a base metodológica de preparação do ator e do diretor teatral – e teve o privilégio de praticar o método da análise ativa ou método de criação do espetáculo por meio dos études, que o próprio Stanislávski considerou a descoberta mais importante dos seus últimos anos de vida. Não foi apenas ela que teve sorte; a classe teatral brasileira também ganhou muito com os conhecimentos – de primeira mão – sobre o sistema Stanislávski que Nair generosamente compartilha com seus discípulos, dentro e fora da academia. Com impressionante dedicação, ela formou dezenas de atores, diretores e pedagogos teatrais, apaixonados pelo sistema e pela análise ativa como um procedimento básico na construção da personagem e na compreensão da própria natureza da ação dramática. Agora o material da sua tese, reelaborado, se torna disponível ao grande público, ajudando a suprimir as várias lacunas que ainda existem no acesso e na compreensão do “último Stanislávski”.
ELENA VÁSSINA Professora titular da FFLCH –USP

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