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1 de setembro de 2018

"PROCÓPIO - UM EXERCÍCIO SOBRE O FUTURO "- Com Kadu Garcia e Paulo Giannini, estreia dia 06/09, na Arena do Sesc Copacabana

Atores - Paulo Giannini e  Kadu Garcia -Crédito Foto: Ricardo Borges

"PROCÓPIO - UM EXERCÍCIO SOBRE O FUTURO "- Texto de Carla Faour e diereção de Dani Barros - Com Kadu Garcia e Paulo Giannini, estreia dia 6, na Arena do Sesc Copacabana, de quinta a sábado, às 20h30, e domingo às 19h

Nunca foi tão importante falar de arte como nestes tempos. Por isso, é tão oportuno o espetáculo Procópio, idealizado pelos atores/produtores Kadu Garcia e Paulo Giannini, com texto de Carla Faour, também idealizadora desse projeto, e direção de Dani Barros. Procópio estreia no dia 6 de setembro, na Arena do Sesc Copacabana, de quinta a sábado, às 20h30, e domingo às 19h. A temporada vai até o dia 23 de setembro. 

PROCÓPIO

No futuro, os moradores de uma praça são afetados por um “decreto” que muda a vida de todos. Toda e qualquer manifestação artística está proibida. Neste contexto, dois estranhos se encontram no interior de um prédio abandonado. A tensão da convivência forçada e suas opiniões divergentes sobre a ordem estabelecida provocam situações que vão revelando – com humor, poesia e humanidade – as mudanças na vida desses dois homens.

Para onde estamos caminhando? O que é passado? O que foi presente? Em que parte da história estamos? O futuro já chegou?

Procópio propõe um exercício sobre o futuro e uma provocação sobre o nosso tempo e nossa história. Em cena possíveis consequências na vida de dois homens que buscam sobreviver em meio a profunda aridez cultural. No nome do espetáculo, uma homenagem ao ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira, considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro, que, em 62 anos de carreira, interpretou mais de 500 personagens em 427 peças.

Com texto de Carla Faour e direção de Dani Barros, o espetáculo é o segundo projeto dos atores Kadu Garcia e Paulo Giannini, já premiados pelo trabalho anterior, a peça Galápagos.

“Galápagos – texto premiado, escrito a partir de argumento nosso com a autora Renata Mizrahi – estreou em 2014. Em 2015, nós dois começamos a pensar no novo projeto, dando prosseguimento ao nosso compromisso com a dramaturgia brasileira – mais um texto inédito para dois atores. Chamamos a Carla para escrever, acompanhando o fluxo de acontecimentos que atropelavam o Brasil, ouvindo as urgências que nos circundavam. Chegamos a Procópio em 2017. Convidamos a Dani Barros para conduzir nosso destino em direção ao futuro criado pela Carla. E agora, vamos os dois para o palco, mais uma vez, dando voz as nossas inquietações”. 
Kadu Garcia e Paulo Giannini

O texto é da premiadíssima Carla Faour, que constrói alegorias para contar a história: “Quando começamos a nos reunir, tínhamos o desejo de falar sobre o momento que estamos vivendo, sobre o cenário político e cultural. Mas não queríamos apenas reproduzir os noticiários, achamos que seria mais eficaz nos descolarmos da realidade, para que pudéssemos enxergá-la melhor. Poderíamos voltar ao passado, mas preferimos dar um salto no tempo e imaginar um futuro para 2018. Desse desejo nasceu Procópio, nossa ficção futurista, que se passa numa praça imaginária. Procurei falar sobre as dores dos personagens de forma bem-humorada e poética. Procópio é uma provocação pra que a gente ria e reflita sobre um hipotético futuro do nosso presente”.

A direção de Procópio é de Dani Barros, atriz que estreou dirigindo Dançando no escuro, espetáculo baseado no filme do dinamarquês Lars Von Trier e muito bem recebido pela crítica. “Minha direção tem como proposta o foco no trabalho do ator, a partir da sua relação com o texto e com todos os elementos cênicos. Dois personagens num prédio abandonado. Um convite ao exercício de pensar um futuro sem arte. Como diria, Sotigui Kouyaté, um grande mestre das artes cênicas: “o teatro é o lugar onde vamos para esclarecer a visão”. Que Dionísio nos ilumine e ajude a nos livrar da escuridão”, exalta Dani Barros.

Currículos

Carla Faour é um dos expoentes da nova dramaturgia brasileira. Por A arte de escutar, seu primeiro texto original, foi indicada aos principais prêmios do teatro carioca: Shell, APTR e Contigo. O texto foi traduzido para o inglês e montado em Toronto, Canadá. Em 2010, estreia Açaí e dedos, sendo indicada ao Prêmio Contigo de Melhor Autor. Em 2012, estreia Obsessão, e recebe os prêmios APTR e FITA de melhor autor do ano, e é indicada pela segunda vez ao Prêmio SHELL. Obsessão foi traduzida para o espanhol e o francês, e integra a coletânea, Teatro Contemporâneo Brasileiro. Em 2015, escreve com Henrique Tavares, Os intolerantes, que estreia no Teatro I do CCBB. Também é autora de A força do destino e Nenê Bonet, adaptações literárias para o teatro. Desde 2013, é contratada da Rede Globo, onde colaborou como roteirista na novela Além do horizonte, no seriado Tapas e beijos, Malhação – Seu lugar no mundo e no filme Chacrinha, o Velho Guerreiro. Atualmente, desenvolve a série Segunda chamada, prevista para estrear em 2019. Também escreveu as séries, Vai que cola, do Multishow, Amor Veríssimo, do GNT e a adaptação para o cinema da peça O inimigo do povo, de Ibsen.

Dani Barros, diretora: Dirigiu o musical Dançando no escuro, baseado no filme de Lars Von Trier, estreando como diretora. O espetáculo recebeu ótimas críticas, indicações a prêmios, incluindo o prêmio de melhor direção. Como atriz, atuou nas peças Maria do Caritó, dirigido por João Fonseca, e Conchambranças de Quaderna, dirigido por Inez Vianna, ganhando o prêmio APTR de Teatro de Melhor Atriz Coadjuvante pelos dois trabalhos. Por seu papel em Estamira – beira do mun-do, recebeu, como melhor atriz, os prêmios Shell, APCA, APTR, Questão de Crítica e Festival de Teatro do Rio. Atuou no filme O veneno da madrugada, dirigido por Ruy Guerra. Na TV, atuou no programa Minha nada mole vida e nas novelas Pega Pega, Além do tempo, Fina estampa e Império, exibidas pela Rede Globo. Pela novela Império foi indicada com a personagem Lorraine aos prêmios Extra, Contigo e Revista Quem.

Kadu Garcia, ator: Atuou nos espetáculos A paz perpétua; Galápagos; Vianinha conta o último combate do homem comum; Pelo amor de Deus, não fala assim comigo; Inventário; Inumano; Engraçadinha; A farsa da boa preguiça; Vem buscar-me que ainda sou teu; Uma cidadezinha qualquer, entre outros. Foi dirigido por Aderbal Freire-Filho, Amir Haddad, Isabel Cavalcanti, André Paes Leme, Ivan Sugahara, entre outros.  Fundador e integrante do grupo Roda Gigante, onde desenvolve uma pesquisa continuada sobre a linguagem do palhaço. No cinema, integrou o elenco de Montanha russa, filme de Vinicius Reis. Na TV, participou da novela Deus salve o rei e protagonizou um episódio da série Sob pressão, com direção de Andrucha Waddington e Mini Kerti.

Paulo Giannini, ator: Atuou nos espetáculos: Galápagos; A tempestade; Homem de barros; Minh’alma é imortal;  Beijo no asfalto; Otelo; Fogo morto e Engraçadinha, entre outros . Sendo dirigido por Isabel Cavalcanti, Miwa Yanagizawa, Kadu Garcia, Miguel Vellinho, Jeferson Miranda, André Paes Leme, Sidney Cruz, Henrique Tavares, Dudu Sandroni, entre outros. No cinema, participou do documentário sobre Manoel de Barros Só 10 por cento é mentira, obtendo sucesso de público e crítica. Em 2017, integrou o elenco do longa-metragem Copa 181, com direção de Dannon Lacerda. Atuou como diretor de teatro do grupo Nós do Morro, em que dirigiu e coproduziu Barrela, de Plínio Marcos, obtendo sucesso de crítica e público, no Rio de Janeiro e em seis outras cidades do país.

Saravá Cacilda Projetos Culturais - Criada pelos sócios Kadu Garcia e Paulo Giannini, produziu, em 2011, o espetáculo Homem de barros, na IX FLIP, inspirado na obra de Manoel de Barros, dirigido por Miwa Yanagizawa e Kadu Garcia, atuação de Paulo Giannini. O espetáculo circulou por mais de 40 cidades, num total de 13 estados brasileiros, entre 2006 e 2011. Em 2012, a Saravá Cacilda produziu a temporada de Barrela no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, e a participação no Festival XTUDO Cultural Sesi - RJ. Em 2014, produziu a primeira temporada do espetáculo Galápagos, no Teatro III do CCBB-RJ. Em 2015, produziu as apresentações no Circuito Sesc de Artes Cênicas e a participação na programação do Festival Sesc de Inverno. E as temporadas do espetáculo no Teatro da UFF em setembro, outubro e novembro, no teatro Glaucio Gill. Em 2017, produziu a temporada de Galápagos na Sala Municipal Baden Powell, no Rio de Janeiro.

Ficha técnica
Procópio
Autora: Carla Faour
Direção: Dani Barros
Elenco: Kadu Garcia e Paulo Giannini
Cenário: Fernando Mello da Costa
Figurinista: Bruno Perlatto
Iluminação: Renato Machado
Direção musical: Rodrigo Marçal
Designer gráfico: Daniel de Jesus
Direção de produção: Kadu Garcia e Paulo Giannini
Realização: Saravá Cacilda Projetos Culturais

SERVIÇO:
Procópio
Datas: de 6 a 23 de setembro
Horário: de quinta a sábado, às 20h30; domingo, às 19h.
Local: Arena do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ
Ingressos: GRÁTIS (PCG), R$ 7,50 (habilitado Sesc), R$ 15 
(meia-entrada), R$ 30.
Informações: (21) 2547-0156
Bilheteria - Horário de funcionamento:
Segundas - das 9h às 16h;
Terça a sexta - das 9h às 21h;
Sábados - das 13h às 21h;
Domingos - das 13h às 20h.
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 80min
Lotação: 260 lugares
Gênero: Comédia
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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