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2 de abril de 2018

Mulheres são as principais vítimas da bursite nos quadris


São Paulo, 21 de março de 2018 – O nome é diferente – bursite trocantérica – mas essa condição pode afetar 15% das mulheres e 8,5% dos homens adultos em qualquer idade, levando à dores incapacitantes na região dos quadris. A bursite nos quadris está ligada aos esforços repetitivos impostos por alguns esportes, como a corrida e o ciclismo, assim como ao encurtamento dos músculos da região lateral do quadril e das coxas.

Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, há outros fatores ligados à bursite trocantérica. “A escoliose, o comprimento desigual de uma das pernas, músculos enfraquecidos, artrite reumatoide e depósitos de cálcio e hiperuricemia (ácido úrico elevado) também são fatores de risco, assim como traumas ou cirurgias na região dos quadris”.

A bursa é uma espécie de saco que contém uma substância gelatinosa. “As bursas estão presentes nas articulações do corpo humano, incluindo os quadris. A principal função é amortecer o impacto entre os ossos e os demais tecidos. A bursite nos quadris acontece quando as bursas trocantéricas, localizadas no trocânter maior (parte superior do fêmur) inflamam”, comenta a especialista.

Dor e inchaço são principais sintomas
A dor e o inchaço são as principais manifestações clínicas da bursite. “A dor da bursite é bem característica. Ela costuma piorar ao subir escadas, levantar-se de uma cadeira, cruzar as pernas, caminhar, depois de ficar longos períodos de pé. À noite, se a pessoa se deitar de lado sob o quadril afetado, a dor pode ser ainda mais intensa”, comenta Walkiria.

Pressão no local pode revelar a bursite
O diagnóstico é feito pelo médico ortopedista, que ao pressionar os quadris no exame físico já poderá suspeitar da bursite. A confirmação é feita por meio de exames de imagem, como o ultrassom e a ressonância magnética.

Alívio da dor é o primeiro passo
O tratamento incialmente, é conservador, ou seja, feito com fisioterapia e medicamentos anti-inflamatórios. As compressas de gelo são recomendadas para reduzir a inflamação. Além disso, o fisioterapeuta usa outros recursos, com o ultrassom, o laser, estimulação elétrica percutânea (TENS), entre outros.

De acordo com Walkiria, depois que o quadro doloroso for controlado e que a inflamação diminuir, é importante restaurar a amplitude de movimento do quadril, assim como fortalecer os músculos dos quadris e da coluna, melhorar a propriocepção, o equilíbrio e a marcha (padrão de caminhada). “Como o encurtamento do quadril é uma das principais causas da bursite, é fundamental fazer um trabalho de alongamento da musculatura lateral dos quadris e das coxas”. Na fase final da reabilitação, a ideia é que o paciente retome suas atividades e não sinta mais dores.

Prevenir é possível
Evite esportes ou atividades que promovam esforços repetitivos, como corridas ou ciclismo. Para praticar estes esportes é preciso um bom condicionamento físico e um fortalecimento muscular da região dos quadris e da coluna
Mantenha o peso adequado para a sua composição corporal
Use calçados adequados, com bom amortecimento. Isso significa que chinelos, sandálias rasteirinhas e sapatilhas devem ser evitados por quem sofre com a bursite nos quadris
Cuide dos níveis de ácido úrico e cálcio
Evite cruzar as pernas ou sentar-se sobre as pernas
Evite também dormir de lado, pelo menos durante as crises
Faça uma atividade de fortalecimento da musculatura da região dos quadris e coxas, assim de alongamento
Alda Jesus

Sobre a autora

Alda Jesus - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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