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22 de fevereiro de 2018

Especialista desmistifica a Dança do Ventre: "não é uma mera performance sensual", diz



Dança do Ventre eleva o empoderamento feminino

Segundo pesquisadora, a prática não é uma mera performance de sensualidade e sim um momento de pura felicidade e poder de uma mulher que domina seu corpo

Uma expressão artística extremamente feminina, que preserva características milenares e essenciais da natureza da mulher e que ao mesmo tempo se desenvolve de maneira contemporânea, que trabalha os pilares do equilíbrio e poder no caminho da felicidade – essa é a máxima definição da Dança do Ventre – que está totalmente ligada ao empoderamento feminino. 

Talvez, o maior desafio deste milênio seja a busca do equilíbrio homem-mulher, da fantástica harmonia na diferença entre eles na sociedade, tendo como base o respeito e a humanização. “Nesse sentido, as mulheres começam essa nova era numa luta interior, redescobrindo seu próprio alinhamento, sua feminilidade e sua harmonia. Nesta busca elas encontram vários caminhos, e um deles é a dança, que vem ao encontro do início de sua caminhada no desenvolvimento da comunicação em todas as suas formas, exteriorizando suas emoções, seus pensamentos e sentimentos”, diz Shalimar Mattar, pesquisadora de danças do feminino e autora do ‘Livro Círculo Mulher - O Movimento do Feminino ao Longo da Vida’.
Segundo a especialista, que dirige o Estúdio Shalimar Danças em São Paulo - uma das mais conceituadas escolas de dança do ventre do país - o que conhecemos hoje como dança do ventre é o desenvolvimento de uma expressão do feminino, nascida e realizada desde os mais remotos tempos e que, portanto, nos acompanha por sucessivas gerações e atualmente em quase todo o planeta.

“É através dela que muitas mulheres finalmente se conhecem ou se reencontram e não é exagero afirmar que é um dos mais completos recursos no desenvolvimento da autoestima, valorização pessoal e confiança e isso acontece não somente porque a mulher coloca um lindo figurino e dança de forma feminina, mas porque ela efetivamente se torna consciente de quem é e o que busca e não há poder maior do que o autoconhecimento!”, argumenta Shalimar, que é professora, coreógrafa e bailarina de dança do ventre há mais de 25 anos.

Para a especialista, diferente do que muitos ainda pensam, a dança do ventre não é um instrumento que objetiva tornar a mulher mais sedutora, pelo contrário, ela seduz a mulher com a possibilidade de proporcionar todo esse poder. Portanto, é muito importante que o público ao se deparar com uma mulher desenvolvendo a Dança do Ventre, saiba que não se trata de uma mera performance de sensualidade de uma mulher feminina que deseja conquistar.

“O mais provável é que você esteja presenciando um momento de pura felicidade e poder de uma mulher que domina seu corpo, enxerga sua própria alma, sabe dirigir seus pensamentos e entrega seu coração através da exteriorização dos seus sentimentos. E algumas horas depois, quando ela estiver dirigindo uma empresa, coordenando uma casa, educando seus filhos ou mesmo votando leis, esteja certo que ela sabe qual o verdadeiro significado do poder. E quer saber mais? É bem possível que ela tenha 40, 50, 60 anos ou até mais porque para praticar dança do ventre não existe idade”, finaliza Shalimar Mattar.

Para saber mais, clique aqui.
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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