LightBlog
>

ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

4/20/2015

Discos de Antonio Marcos são relançados e revelam cantor além do romântico



Em comemoração dos 70 anos de Antonio Marcos, a obra do cantor e compositor paulista é revisitada em duas caixas especiais, lançadas no início do mês pelo selo Discobertas. São, no total, oito discos remasterizados: "Antonio Marcos" (1969), "Antonio Marcos" (1970), "08-11-1945" (1971), "Sempre" (1972), "Antonio Marcos" (1973), "Cicatrizes" (1974), "Ele... Antonio Marcos" (1975) e "Felicidade" (1976).

 Surgido na fase final da jovem guarda, e no nascimento da música romântica de Roberto Carlos, Antonio Marcos era um artista que foi além desses rótulos. "Ele tinha personalidade, elegância, inspiração, bons parceiros e era amigo do Roberto, que inclusive gravou músicas do Antonio Marcos. Havia um respeito mútuo", conta o produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes, que resgatou as fitas originais dos álbuns.

 Com produções bem azeitadas, os álbuns revelam que Antonio se aventurou em outros gêneros, como no soul funk do álbum de "08-11-1945". Entre sucessos como "Volta Amor", "Porque Chora a Tarde" e sua versão de "O Homem de Nazareth", estava no controle um artista com poética própria e voz intensa. "

Os primeiros discos eram gravados com menos canais, só depois ele começou a gravar com maestros, com 16 canais. O fato de Roberto ter começado a gravar em Nova York, com grandes arranjadores e orquestras, serviu de estímulo para que seus pares buscassem maior qualidade em seus trabalhos. Houve uma evolução muito grande nas produções. O pessoal começou a se esforçar mais. Quem não tinha bom gosto acabou caindo no brega", explica Fróes.

 O cantor Jerry Adriani, amigo próximo de Antonio, corrobora com a mesma visão. "Antonio Marcos ia fundo nas coisas, se entregava e vivia com intensidade seu momento como se fosse o último... Como cantor ele tinha 'a força'. Antonio Marcos era um grande intérprete, eu diria que uma espécie de Roberto Carlos mais contundente, e a rebeldia de um Jim Morrison", comenta no material de divulgação do lançamento. 

Além das faixas originais, os álbuns são acompanhados de canções bônus de compactos da época –como a rara "Sombras num Quarto de Londres". A fase que mais esteja próxima da jovem guarda aparece na primeira caixa, como em "Depois que Você se Foi", versão em português de "By the Time I Get to Phoenix", sucesso na voz de Glen Campbell. 

 "Ele foi injustamente colado na jovem guarda, mas se teve alguma coisa a mais próxima da jovem guarda são os primeiros singles. Ele é tão pós- jovem guarda quanto 'Carlos, Erasmo' [disco de Erasmo Carlos, lançado em 1971], Raul Seixas, Ronnie Von, tudo que é cultuado hoje em dia", diz. Ex-marido da cantora Vanusa e da atriz Débora Duarte, Antonio Marcos enfrentava o alcoolismo no fim da vida e morreu em 1992.



in-http://musica.uol.com.br

Sem comentários:

Publicar um comentário

ESTIMADO LEITOR: esteja à vontade para partilhar e comentar este post em qualquer rede social, mas não esqueça de comentar aqui no próprio post. O autor agradece,

Topo