ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

5/01/2011

Dia da Mãe e Dia da Família





Por: Carlos Alberto Alves
Portal Splish Splash


No mês de Maio, duas datas importantes gostaria de salientar: o dia da Mãe e o dia da Família.


Os tempos que correm não são favoráveis para que estas duas datas tenham um impacto digno de nota. Contudo, não poderei deixar de referir que sem a família e, muito em particular, sem a figura da mãe, talvez muitos de nós não tivéssemos vivido uma infância como deve ser: o momento da vida em que se aprendem os valores e as referências que nos irão guiar até ao último suspiro.

Não é piroso, nem retrógrada falar de família. Eu diria mesmo que é inovador defender a família.

O que fazemos depende, em primeiro lugar, daquilo em que acreditamos. O que somos depende do que temos dentro de nós e não do cargo que ocupamos, ou da marca do carro estacionado à nossa porta, ou pelo número de viagens que fazemos ao longo do ano. Estas são coisas que, em si mesmas, não têm qualquer mal. O uso que fazemos delas é que pode ser motivado por razões que não se prendem com o que somos, mas com o que queremos que os outros pensem de nós. Não será possível que algumas vezes nos enchamos de coisas e mais coisas, para abafar a voz silenciosa do vazio que temos cá dentro, por falta de referências e critério? Será este o legado que, um dia, gostaríamos de passar aos nossos filhos? Não será preferível que nos recordem pela nossa coragem, sinceridade, justiça, etc, esses valores que se adquirem no seio familiar?

Qualquer um de nós gostaria de ficar na História. Alguns conseguem-no de forma honesta, outros de formas mais obscuras. O cenário à nossa volta não é o melhor: divórcios, violência doméstica q.b., etc. Mas, ao mesmo tempo, tantos casos de sucesso existem por aí, por vezes mesmo ao nosso lado, e parece que nem se dá por eles, por serem tão discretos e naturais. As coisas boas não são as que gritam aos quatro ventos para que olhem para elas. As pessoas que se comportam de forma menos íntegra, habitualmente esforçam-se para que o seu comportamento seja bem aceite. Fazem-no com grande alarido, de modo a que muitos as aplaudam e as imitem e, dessa forma, não estejam sós.

As pessoas íntegras, sem qualquer esforço, ficam guardadas na nossa memória ao longo de uma vida inteira. Valem pelo que são, e não pelas excentricidades que cometem. Delas falamos com enorme respeito. São essas as pessoas que deixam o legado mis importante de todos: deixam a sua riqueza interior.

Nota final – Queria aqui fazer uma referência à mãe de Roberto Carlos, Lady Laura, falecida recentemente. Foi uma mãe sempre presente e soube compreender que o King não estava virado para a medicina. Ainda bem. Médicos há muitos (bons e maus) e cantores como ele, só conheço um. Ele próprio, o Rei Roberto Carlos.

Nesta hora, recordaria aqui esta mensagem do Padre Marcelo Rossi:

Senhor
Eu sei que me conheces e sabes dos meus problemas.
Eu sei que me acompanhas mesmo quando eu me perco.
Eu sei que quando tudo me falta o Senhor está comigo.
Eu sei que Tu me deste uma mãe, Maria.
A Tua mãe é a minha mãe.
Maria, na simplicidade de sua presença, nunca esteve ausente. Nos momentos em que a angústia atormentava aas celebrações da vida, ela soube reconhecer e interceder.
Por isso eu peço, ó Mãe, intercede por mim.
Quando alguma coisa faltar, intercede por mim.
Quando eu me perder, intercede por mim.
Quando o vinho acabar, intercede por mim.
Quando eu pecar, intercede por mim.
Quando eu deixar de amar, intercede por mim
Senhor amado, obrigado pela mãe que nos destes.
É mais uma prova de Teu imenso amor.
Cuida de nós.
Amém

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