ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

5/18/2011

Casos do ensino



Por: Carlos Alberto Alves
Portal Splish Splash

PORTUGAL - Na sequência da notícia chocante sobre o caso de uma professora que se "passou" numa aula, gostaria de dizer que casos destes acontecem por todo o lado. Um filho de um amigo meu, há muito tempo, confrontou com um caso semelhante a este, só que não teve a sorte de ter uma gravação da aula. É pena, pois só assim é que se consegue alguma coisa, já que a palavra do aluno tem pouco ou nenhum valor.

Realmente, a gravação é impressionante, mas é bom que estas coisas venham a público para que as pessoas fiquem despertas para a triste realidade do nosso ensino.

Quando foi o caso da aluna que agrediu a professora por causa do telemóvel, toda a gente falou mal dos nossos jovens dizia-se que não tinham respeito pelos professores e que a culpa até era dos pais que não os sabiam educar, etc. Pois é, sobra sempre para os pais... Até os professores utilizam esse argumento.

Mas o que aconteceu no caso apontado foi o "reverso da medalha". Afinal quem é que faltou com o respeito e com tudo o resto?!

Ainda bem que estes pais tiveram a coragem de denunciar este episódio à Comunicação Social. Se esta situação não tivesse vindo a público, nada teria sido feito contra a professora e os alunos continuariam a ser vítimas das "barbaridades" e "ameaças" proferidas pela dita docente.

É bom que outros pais sigam este exemplo e que denunciem situações deste género, pois todos nós sabemos que existem e que não são casos isolados.

Convém lembrar que o Conselho Executivo da Escola em questão nada fez, aliás, quem suspendeu a professora e exigiu um inquérito foi o Ministério da Educação.

Por último, mas não menos importante, a professora já veio a público dizer que estava arrependida, mas que pretende processar a aluna por esta ter violado a lei, uma vez que é proibido qualquer tipo de gravação nas salas de aula do nosso país.

É caso para dizer que para "apanhar" um professor em flagrante, só mesmo recorrendo a métodos ilegais. Por vezes, o fim justifica os meios…

BRASIL – Por deferência de uma professora, subdirectora de uma escola estadual, acompanhei um vídeo sobre o actual ensino. Depoimentos de alunos, de professores, situações que, pelo seu conteúdo, merecem a máxima reflexão das entidades superiores. Mas esses superiores não estão para “entrar nessa”. Que se lixem os professores, idem os alunos.

Também tomei conhecimento que um professor, nessa dita escola, molesta alunos e desrespeita os próprios directores, chegando mesmo a entrar nas ameaças. O professor saiu da escola, mas foi só por alguns dias. Voltou depois por via de uma ordem emanada pela secretaria da tutela. E lá continua a fazer das suas... A hierarquia superior tem conhecimento, mas opta por uma confrangedora apatia. Quem acode ao actual ensino, quer em Portugal, quer no Brasil? Claro que no Brasil, pela imensidão do país, são registados mais casos. Óbvio que, quanto maior a nau, maior a tormenta.

Ser professor é difícil nos tempos de hoje. De acordo. Mas o professor, por seu lado, tem que evitar violentos desaguisados com os alunos e respeitar as directrizes da própria escola, mesmo que não esteja de acordo. Nada melhor do que o diálogo para se ultrapassarem situações anómalas. Com violência, não...


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