ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

9 de março de 2011

O respeito pelas mulheres





Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
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Dia Internacional da Mulher e pouco escrevi sobre a mulher em todo o seu âmago. Apenas limitei-me, para ligar o fio à meada no que concerne ao conteúdo da matéria que pretendi desenvolver, a falar de Inês de Castro. Hoje, porém, e porque todos os dias é DIA DA MULHER, o tema é mesmo este: o respeito pelas mulheres.

A discriminação de género é um fenómeno que se manifesta por expressões como esta: vai ser difícil, porque é mulher! Isso só acontece, porque ser uma mulher! Os cientistas sociais designam essa forma de entendimento da realidade, de estereótipos. Construções mentais, que classificam, rotulam e limitam a definição de uma realidade, com base em pressupostos que não se verificam, mas que contém uma carga histórica. “Sempre foi assim”, “não é de esperar outra coisa”, são outras tantas máximas que consolidam os estereótipos e impedem de ver e esperar mais de uma determinada realidade. Afinal, as mulheres estão tão sobrecarregadas com o cuidado aos filhos e com as tarefas domésticas, que não se pode delas esperar uma apetência ou disponibilidade para cargos de chefia e até se compreende que sejam menos assíduas, porque acompanham as crianças ao médico, esclarecem dúvidas com os professores da escola e estão sempre alerta para as necessidades da família. Apetece perguntar-vos. Quando leram este parágrafo anterior, não encontraram nada que “não batesse certo”? Onde está a armadilha deste discurso? A mulher até pode ter um desempenho diferente, liderar um negócio, ser membro de uma associação de voluntários, estar inscrita numa pós-graduação ou acolher um parente idoso em casa. Mas nada disso é feito, em vez de ou em parceria com, mas sempre para além, da casa, dos filhos, das compras e da gestão doméstica. A discriminação que pesa sobre as mulheres, não é apenas aquela que lhes retira oportunidades, que lhes paga menos salário ou que as trata como objetos de satisfação sexual, mas também transparece no discurso habitual de quem assume, como ponto de partida, que a mulher deve carregar todas as dores da sua casa e da sua família e só depois preocupar-se com o mundo fora de portas. Enquanto esta visão perdurar, o que significa dizer, enquanto a família não for um espaço de partilha, onde se aprende o sentido da democracia e do respeito pela individualidade enquanto na família não se promover o desenvolvimento, as competências e os talentos de todos e de cada um, então as mulheres continuarão a ser discriminadas. Não se trata de inverter papéis. As mulheres não negam a felicidade que advém da maternidade, da relação com os filhos ou do gosto com que participam na construção do bem-estar familiar. Mas reconhecem que o domínio da família e da casa deve ser um espaço de cooperação, de interdependência, onde todos se sintam co-responsáveis. Só dessa forma, as mulheres poderão, em parceria com os homens, participar na vida pública, no mundo dos negócios, na assumpção de cargos de chefia, na vida política sem que lhes perguntem, Como é que podes estar aqui! E os teus filhos, com quem os deixaste? No dia em que fizerem a mesma pergunta a um empresário ou a um político, homem, que se reúne ao serão ou tem de viajar, por razões profissionais, então poderemos afirmar que conseguimos combater parte da discriminação que ainda hoje algumas pessoas vivem, por serem mulheres.

NOTA FINAL – Chegou ao meu conhecimento que nesta quarta-feira de cinzas, um grupo de mulheres, algumas minhas amigas e outras conhecidas, estarão presentes num almoço para celebrar esse DIA INTERNACIONAL DA MULHER. Juntas e sem a presença do sexo masculino, a não serem os “garçons” do restaurante e os clientes que por lá passarem. Isto significa que algumas dispensaram os maridos e/ou namorados, dependendo aqui da situação de cada uma. Que sejam felizes e que continuem com esse espírito de celebração. Mulheres, mulheres, mulheres, vocês são a primeira maravilha do mundo. Deus as abençoe e tenham um bom almoço.
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2 comentários:

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  2. Ilustre jornalista, Carlos Alberto,

    Sempre ouvi dizer que: " As mulheres têm os cabelos longos e as idéias curtas"; que " casamento é um buraco onde todo mundo cai, ou seja, que tá cá fora quer cair, quem tá lá dentro quer sair"; e que " o homem quando é solteiro gosta de todas as mulheres, mas quando ele casa, gosta de todas, menos da dele", eheheheheh!!!!"

    " Um outra coisa que sempre ouvi dizer é que atrás de um grande homem sempre tem um grande mulher."

    Dicordo, uma vez que penso que é ao lado de um grande homem que sempre tem uma grande mulher,eheheheh!!!!! Elas são o braço direito do seu companheiro. Estou falando daquelas que ajudam e contribuem para o crescimento do marido em todos os sentidos, pá!

    Sem nenhuma demagogia, mas nunca concordei com nada disso, uma vez que considero a mulher uma agradável companhia no que concerne ao outro lado pra que eu consiga buscar minha total felicidade.

    Como? Tentando promover a todo custa a construção da felicidade dela, carago!

    É bom que daqui pra frente elas tomem realmente as rédeas da democracia, pois que, sendo o limiar das grandes mudanças da humanidade, ninguém melhor e com uma sensibilidade a favor do bem comum, pra promover esta possibilidade e com muita propriedade.

    A era do fogão, acabou! Agora, é a vez delas mostrarem ao mundo o quanto está errado a forma de pensar citada acima, pá!

    Bom! Lá em casa quem manda, sou "ela", ehehehe!!!! E na sua?

    Eu penso que se não fosse por ela, eu não teria o pouco que tenho hoje.

    Tenho por mim, que o mundo vai mudar e muito no comando delas!

    Quanto aos filhos, não se fazem tantos mais como antigamente. É uma questão de bom senso!

    Abraços e Deus ilumine as mulheres!

    9 de Março

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