ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

3/14/2011

Jorge Ferreira – amado pelos açorianos da Diáspora





 
Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
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Para quem não sabe, no arquipélago dos Açores, composto por nove ilhas, divididas por três grupos, Central (5), Oriental (2) e Ocidental (2), sempre existiu uma grande rivalidade entre a Terceira e São Miguel. Aos micaelenses os da Terceira apelidaram de “japoneses” e, para que houvesse empate, os de São Miguel passaram a chamar os terceirenses de “rabos tortos”. Esta uma história que irá perdurar por muitas gerações. Hoje, porém, essa rivalidade não é tão acentuada, até porque se reconhece que São Miguel é a maior ilha dos Açores e sua capital, Ponta Delgada, conhecida por uma “Lisboa em ponto pequeno”.


De Terceira e de São Miguel, partiram para a Diáspora grandes valores da canção regional, muitos deles ainda hoje no activo. De São Miguel, uma figura que se impôs pela sua vocação e, também, pela sua forte persistência, com uma voz educada. Jorge Ferreira é o “cara” de que aqui falamos. Nascido na Bretanha, Concelho de Ponta Delgada, é o mais novo de seis irmãos. Desde muito cedo se interessou pela música e daí se ter inscrito na Filarmónica da sua localidade. Tocava alegremente trompete e harmónica. Mais tarde, na companhia dos pais, Jorge Ferreira rumou para a América e só mais tarde é que se juntaram os restantes cinco irmãos.

Hoje o nome de Jorge Ferreira é conhecido em todo o mundo de expressão portuguesa e é reconhecido como um dos mais queridos artistas portugueses da actualidade e aquele que mais saudades deixa por onde quer que passa.

Nas minhas deslocações aos Estados Unidos, por compromissos de ambos os lados, nunca tive oportunidade de estar com o Jorge Ferreira. Contudo, quando me encontrava com os meus amigos Afonso Costa e Nelson Paiva, muito se falava deste conceituado artista que é amado pelos açorianos da Diáspora. E aqui, curiosamente, não há rivalidades entre terceirenses e micaelenses. Jorge Ferreira é como um “todo” para as laboriosas gentes das ilhas açorianas que, tal como ele, demandaram a Diáspora em busca de melhores condições de vida.

PS – Neste domingo, dia 13, falava com um colega que não se lembrava do Jorge Ferreira. Na troca de mensagens, interveio outro colega, também jornalista, que acrescentou: o “Viva Fall River”. Esta é uma das canções mais populares de Jorge Ferreira, dedicada à cidade de Fall River (que bem conheço) onde ele reside.


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