ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

1/16/2011

Serve para reflectir...


Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
Portal Splish Splash














O exercício de reflexão, quando bem conduzido, parece potenciar as nossas capacidades, tornando-nos mais conscientes e, por isso, mais responsáveis, mais eficazes e, ao mesmo tempo, mais pacientes, mais tolerantes e mais solidários. Mesmo quando profundamente envolvidos nas nossas tarefas profissionais, com a agenda sobrecarregada, parece apropriado retirarmos alguns momentos para auto-reflexão.


Assim podemos, com prazer, descontrair-nos, recuperando energia. Assim podemos relembrar os nossos ideais, procurando a inspiração para nos mantermos no caminho mais apropriado. Assim podemos analisar com alguma frieza o que temos feito, como seria melhor fazer e como o conseguir. Assim podemos alterar o nosso pensamento realizando-nos ao que é superior. A quietude, o silêncio e a solidão desses momentos não significam inação ou inércia. Pelo contrário, o estado de calma, de paz consigo mesmo e com o Universo pode ser profundamente dinâmico e poderoso. Pessoalmente tão mais poderoso quanto for a paz interior, a simplicidade, o desinteresse, o prazer de ser útil, o amor. No mundo agitado em que vivemos, por vezes sentimos necessidade de um certo recolhimento. Não ouvir noticiários, não ler jornais. Desligar um pouco da realidade ambiente e procurarmos relaxadamente encontrar-nos com nós próprios. Na auto-reflexão não faz falta a critica ao próprio, muito menos, ao outro, a análise serena permite-nos a lucidez necessária ao auto-aperfeiçoamento e a convicção de que não nos cabe julgar os outros, antes procurar oferecer-lhes um bom exemplo e o nosso apoio.

Não é, ou não deve ser, um caminho de desunião, mas de harmoniosa integração de verdadeira unidade no Todo. Depois pode tornar-se um hábito. Cada um pode escolher uma hora do dia para – durante cinco, dez ou quinze minutos – se recolher numa higienização mental.

NOTA FINAL – Durante a minha recente permanência em Portugal (Açores), procurei entrar nessa higienização mental. Poucos noticiários, leitura só o essencial e quanto a escrever apenas o meu diário no facebook que incluiu notas e fotos sobre o “show” de Roberto Carlos em Copacabana. Agora é “fogo à peça” e continuar com o mesmo entusiasmo para atingir o objectivo proposto, ou seja, celebrar em 10 de Março de 2014 os 50 anos de carreira, sabendo que nesse sentido já há alguém disposto a encabeçar uma comissão organizadora para o efeito. Fico feliz e simultaneamente grato a todos aqueles que, ao longo de todo este percurso, têm valorizado o meu trabalho.

2 comentários:

  1. Prezado Carlos Alberto,

    Tendo aos poucos analizado suas matérias acerca do nosso king, coforme seu próprio chavão, e percebendo que vsa. nada mais é que uma Grande Pessoa, haja visto suas carinhosas palavras sobre ele, não poderia, deveras verdadeiro, deixar jamais, de expressar aqui o quão fiquei feliz de ler esta brilhante matéria.

    Realmente este é o exercício de que todos nós, seres humanos, deveríamos fazer, para que possamos evoluir em conhecimento e moral, buscando sempre analizar os nossos comportamentos, que por sinal cheios de méritos e deméritos. E, nesta análise, que vc colocou muito bem lá no primeiro parágrafo, a auto-reflexão nos servirá de molde para que potencializemos, (e eu digo mais ainda), as nossas capacidades de sermos mais conscienciosos no tocante à relação com os nossos semelhantes.

    Penso que em sendo assim, ou seja, fazendo esta reflexão, não necessitaria passarmos por situações às vezes trágicas, para que o outro se acerte em sua consciência de pessoa solidária, tolerante, etc e tal.

    Entendo, meu caro jornalista, Carlos Alberto, que o mundo, este de transição, porque passamos, é um mundo de prosperidade; de mudanças de comportamentos, ainda que para isto estejamos vendo muito sofrimento em nosso universo de vida.

    Minhas congratulações pela sua excelente matéria, pá.

    Ah! Vc mora é no Rio, né? Então não é pá, é pô!

    Um grandioso abraço,

    Bottary

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  2. Prezado Bottary:
    Este seu comentário completa muito bem este meu artigo. Diria mesmo, sem pontinha de exagero, a parte 2, também bem escrita, como, aliás, é seu timbre pelo que tenho constatado.
    Aliás, pela análise que tenho feito, meramente pessoal, como é óbvio, o Splish Splash, em termos de redactores permanentes, está ao nível dos melhores. Não sou demagogo. Sempre escrevo o que sinto, o que me vai na alma. Talvez por isso mesmo, me orgulho de estar aqui convosco.
    Um grande abraço
    Carlos Alberto Alves

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