ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

10/04/2010

Eleições - pensando no king




por Carlos Alberto Alves
Email: jornalistaalves@hotmail.com



Domingo, 3 de Outubro, Dia de Eleições Presidenciais no Brasil. Manhã chuvosa, convidativa a ficar em casa. Pela janela do meu gabinete de trabalho (agora na Barra da Tijuca), vislumbro um enorme terreno, meio baldio, meio habitacional, onde, ao que dizem, irá ser construída parte da Aldeia Olímpica dos Jogos de 2016 que, como se sabe, terão como sede o Rio de Janeiro. Simultaneamente, sintonizo a Rádio Globo que passava várias canções do Roberto Carlos. Desde logo, fiquei preso à Globo, com Calhambeque, A Namoradinha de um Amigo Meu e mais e mais. E este espaço terminou com Emoções. Óbvio que fico emocionado quando ouço o king. E não é por mero acaso que, nas minhas caminhadas, o meu MP4 está carregadinho de músicas de Roberto Carlos. Nunca me canso de ouvir sempre as mesmas, aquelas que escolhi para este ritual diário, logo pelas sete da matina, quer chova, quer faça sol.

Vou, ao mesmo tempo, passando os olhos pelo Portal Clube do Rei Roberto Carlos e, com alguma surpresa, quiçá por não estar mais atento nas anteriores vezes que por lá andei, sou confrontado com uma revelação de JSLucio. Esta: Roberto Carlos tem um irmão com o nome de Carlos Alberto. De facto, desconhecia totalmente. Mas é mais uma das aproximações ao king. Uma das outras (afinal, são várias) tem a ver com o nome da minha companheira, baptizada em Penafiel com o nome de Laura, tendo vindo para o Brasil com quatro anos de idade. Chamar-lhe Lady Laura é uma homenagem à mãe do king, recentemente falecida.

E essa aproximação ao king, também tem a ver com o Vasco da Gama. O “nosso” Clube de Regatas Vasco da Gama. Só ainda não consegui descobrir se, realmente, o king tem algum clube de sua preferência em Portugal. Com as cores do Vasco, aproximadamente a Associação Académica de Coimbra. Ó Coimbra do Choupal, para nós és a capital. Para mim, já foi. Não esquecerei os bons momentos passados na Cidade do Mondego.

De soslaio, vou vendo a televisão que, de quando em vez, passa informações sobre o acto eleitoral. Óbvio que não voto por continuar a ser português e ter apenas o estatuto de residente permanente. Até ao momento, não me passou pela mente trilhar pela dupla nacionalidade, aliás, à semelhança da minha companheira. Mas, de eleições, e nesta ligação do fio à meada, tenho muitas dúvidas se o king votou nessa tal Dilma. Pelo andar da carruagem na pré-campanha, acredito mais que tenha optado por José Serra. Será que errei? Uma coisa eu tenho a certeza que não chego a roçar tampouco o erro: a política de Roberto Carlos é cantar. Esta sim, a sua verdadeira musical-política. A música dos políticos, essa deixa pra lá. E quando o king canta, tudo são emoções. E quando os políticos “cantam”, é uma tristeza franciscana. A letra é sempre a mesma: venha só a nós, nosso reino! O povinho que se lixe.

2 comentários:

  1. Olà Mindo! realemente é sempre muito lindo o que escreve o nosso amigo Carlos Alberto.E é verdade que pouco nos importa por quem votou o NMQT.So desejamos que seja quem for que passe ao comando do Brasil traga aos nossos irmaos Brasileiros muita esperança de poder viver dias mais felizes. na paz, na dignidade, na tolerancia; para que o amor permaneça nesse pais marivilhoso onde hà gente boa.Abraços

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  2. Olá Carlos Alberto!

    Muito bonita sua crônica.
    Tem razão, a gente não se cansa de ouvir o King.

    Tenho certeza meu amigo, que Roberto não votou na Dilma.Ele é um homem exclarecido e jamais faria isso.
    Temos filhos e netos, e o futuro deles é a nossa preocupação.

    Um abraço,
    Carmen Augusta

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