Final do Mundial 2018 – França campeã mundial num jogo de fortes emoções


Este foi, inquestionavelmente, o Campeonato do Mundo, ou Copa se preferirem, que trouxe muitas surpresas, como, por exemplo, as seleções que já foram campeãs terem ficado pelo caminho. Restaram a Inglaterra (que ontem disputou a classificação do terceiro e quarto lugares) e a França que discutirá o título com a sensação da prova, a Croácia de Luka Módric, jogador muito influente na manobra do time. Uma Croácia que sempre lutou estoicamente e que chegou à final com três prorrogações nas pernas, daí a dúvida para esta final no que concerne ao aspecto físico, ante uma França mais repousada e que, também, forma um conjunto homogéneo com jogadores que, no aspecto individual, também podem desequilibrar. França e Croácia com dois meios-campos que muito contribuíram para os êxitos das respectivas seleções na caminhada para a final deste domingo 15 de julho de 2018. Qual deles levará a melhor?

A França em busca do seu segundo título e a Croácia, pela primeira vez numa final, a pretender inscrever o seu nome na lista dos vencedores.

Acresce que, para o apuramento do terceiro e quarto lugares, a Bélgica derrotou a Inglaterra por 2-0.

O JOGO CROÁCIA – FRANÇA - Durante a semana muito se falou das três prorrogações que envolveu a seleção croata. De facto, somando em minutos, a Croácia com mais um jogo em relação à França. Mas, por outro lado, a Croácia, nesses três tempos extras, sempre se revelou fiel aos seus princípios, isto é, nunca faltando determinação e a forma estoica como sempre luta.

E foi a Croácia que, efetivamente, começou melhor o jogo, com o seu meio-campo operacional sob a batuta de Luka Modric. Os croatas estavam mesmo a gostar do jogo, com passes de pé-em-pé como é timbre desta seleção que, taticamente, sempre se revelou bem articulada, ou seja, sem conceder grandes espaços de manobra ao adversário.

A França foi-se mantendo expectante na mira de surpreender o último reduto dos croatas com a aplicação de passes longos, mas sem conseguir os seus intentos em termos práticos. E os primeiros quinze minutos da partida com sinal mais da Croácia, perante uma França toda metida no seu meio-campo. Uma fase em que Mbappé ainda não tinha aparecido no jogo. Isso só aconteceu por volta dos 17 minutos, quando o versátil jogador francês entrou em dribles pelo flanco direito. E quando a França se saltou mais, na sequência de livre, aflorou o golo. Golo contra ou golo de Griezmann? Pelo que vimos, golo contra, mas que também deixou algumas dúvidas, uma vez que Pogba, que participou no lance, estava em posição de impedimento. Mas a imagem depois foi clara, não houve impedimento de Pogba só o braço estava adiantado, mas o braço não conta para o efeito. A verdade é que antes não existiu a falta que originou o golo. Outra verdade: foi um dos tais golos contra a chamada corrente do jogo. Claro que o golo constituiu um bom tónico para a França, mas é justo que se diga que a Croácia não ficou abalada e, aos 28 minutos, corolário da sua insistência no ataque, chegou à igualdade. Um golo que já era esperado. A Croácia estava melhor do jogo, mau grado a infelicidade no golo sofrido que, repetimos, deixou muitas dúvidas no que concerne à posição de Pogba que participou na jogada.

Aos 33 minutos, os franceses reclamaram de uma grande penalidade por mão de um jogador Croata na sequência do pontapé de canto. O árbitro argentino consultou o VAR e, depois de verificar no vídeo, assinalou a grande penalidade que Griezmann converteu superiormente, para desespero do treinador da Croácia. Pensamos que  ao jogador croata infrator faltou prudência na forma em como movimentou o braço.

Mas estava a ser, sem dúvida alguma, um grande jogo de futebol, digno de uma final em que a modalidade saia prestigiada. Duas seleções que se respeitavam mutuamente.

A SEGUNDA - PARTE - Em função do que se passou nos primeiros 45 minutos, esta etapa complementar muito prometia, com a Croácia atrás do prejuízo.

E a Croácia entrou com a mesma firme disposição de virar o rumo dos acontecimentos, concretamente o "placard" que lhe era favorável e cujos dois golos da França nasceram de uma falta inexistente cavada por Griezmenn e a imprudência do seu jogador no lance da grande penalidade. Mas aqui os franceses não têm culpa alguma.


E França de mansinho acabaria por fazer o 3-1 por Pogba na sequência da primeira grande jogada Mbappé. De resto, há que dizer que foi um golaço de Pogba com um remate certeiro desferido com o pé esquerdo. Um golo que acicatou a França, despertou-a em função da insistência da Croácia que já começava a dar indícios de cansaço, efeitos das três prorrogações que no início falamos. E, de resto, a Croácia, aos 65 minutos, sofreu o quarto golo, o que aconteceu no melhor período dos franceses e onde, finalmente, Mbappé aparecia forte no jogo. Mas futebol é isto: determinação, não baixar os braços, e assim a Croácia reduziu para 2-4. O jogo voltava a registar emoções fortes A Croácia foi lá ao fundo buscar o último fôlego para se manter no ataque. Se tivesse marcado um terceiro golo, o jogo tinha pegado mais fogo.

Uma vitória da França que se aceita, mormente pelo que fez no segundo-tempo, decidindo o jogo no espaço de 15 minutos (de 2-1 para 4-1). Mas a Croácia foi um digno vencido, saindo desta final de cabeça erguida. Ao cabo, uma grande final com golos para todos os gostos e paladares e uma Croácia que sempre lutou até ao fim. Uma Croácia aguerrida e que, na ponta final, fez das tripas coração.

A França conseguiu o seu segundo título mundial.

                                                   

                                                            
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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