Um iglu de luxo para assistir a um dos maiores espetáculos da natureza


Com curiosidades da cultura e turismo dos países escandinavos, obra Anjo Russo mostra que é possível conhecer a natureza e costumes da região com uma boa leitura

Será que é fácil para um brasileiro se adaptar ao clima dos países escandinavos? A autora brasileira Zia Stuhaug vive na Noruega há mais de 10 anos e no romance policial Anjo Russo mostra as dificuldades da protagonista carioca ao se adaptar aos costumes e principalmente ao clima da região.

Confira um trecho da obra:

(...) Tudo bem — resmungou Elisa, fazendo beicinho. — Mas se eu morrer congelada, a culpa será toda sua, senhor meu marido. Não estou mais sentindo as pernas e meu estômago já deve ter virado um iceberg.
Eirik ria.

Era uma tarde típica na Finlândia, em que os hospedes dos iglus feitos de vidro, em meio a uma natureza selvagem e branca, mergulhavam num buraco de águas semicongeladas, após saírem da sauna. Uma placa escrita em finlandês e inglês avisava:

Os finlandeses só precisam de duas coisas: da natureza e de uma boa sauna.

Elisa não quis arriscar uma hipotermia e voltou rapidinho para o iglu.

Ah, que delícia! — exclamou ao abrir a porta e receber o ar quente do aquecimento do quarto.

Dormir olhando o céu e, com muita sorte, assistir ao espetáculo das luzes do Norte, a cobiçada Aurora Boreal, já era por si só uma experiência extraordinária. Não precisava se congelar na famosa tradição finlandesa – banho congelante pós-sauna. (...) Zia Stuhaug, Anjo Russo, pgs 163


Sinopse do livro: Na instigante obra, Liudmila, uma russa com cidadania dinamarquesa, é acusada e presa por um atentado. Enquanto isso, a alguns bons quilômetros dali, Mattias Larsen, homem frio e calculista, capaz de sentir afeto somente por um lobo domesticado que adotou, ri e comemora a notícia iminente da morte de Elisa, esposa de seu patrão, Eirik Leiv.

Em busca de uma preciosidade denominada "O Tesouro de Iduna", Mattias percorre um caminho obscuro, passando pela Escandinávia. Ali ele rouba o "Códice de Uppsala", manuscrito medieval islandês que inclui a versão mais antiga do Edda em Prosa, doado em 1669 à Biblioteca da Universidade de Uppsala pelo chanceler Magnus Gabriel de La Gardie ‒ o suposto favorecido do tesouro.

Com a combinação dos códigos em alguma parte desse Códice e de inscrições na Caixa de Freixo, o qual teria pertencido à Rainha Cristina da Suécia, (que teria elaborado o mapa do tesouro e ofertado tal presente a seu protegido da corte, Magnus Gabriel, no Século XVII), Mattias tem a certeza de que encontraria o tesouro. Para tal, revela-se disposto a eliminar todos que ousassem atravessar seu caminho e atrapalhar seu plano para pôr as mãos naquela fortuna incalculável ‒ inclusive Elisa.
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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