Lançada bibliografia geral dos Açores com 19500 verbetes


Uma bibliografia geral dos Açores, com 19500 verbetes, vai ser lançada em dois volumes, com cerca de 800 páginas cada, pela Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, numa edição da Publiçor, em 30 de novembro, em Ponta Delgada.

Lusa

"São cerca de 19500 entradas em dois volumes com cerca de 800 páginas cada, tentando abranger todas as obras de que tivemos conhecimento [sobre os Açores], entre 1500 e os dias de hoje ", declarou à agência Lusa Chrys Chrystello, autor da publicação, que considerou esta como uma "obra infindável".

O projeto, que se denomina "Bibliografia geral da açorianidade", contou com o apoio na definição da metodologia de João Paulo Constância, do Insituto Cultural de Ponta Delgada, e Rolf Kemmler, colaborador da Academia de Ciências de Lisboa.

O termo açorianidade, de acordo com a Enciclopédia Açoriana, "exprime a condição histórica, geográfica, social e humana do ser açoriano", tendo sido criado pelo escritor Vitorino Nemésio, inspirado no vocábulo de 'hispanidad', de Miguel de Unamuno.

O também responsável pela Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia referiu que a publicação "abrange todas as áreas do conhecimento como a biologia, vulcanologia e literatura, entre outras, abarcando-se tudo o que foi possível alcançar, completando-se também trabalhos anteriores".

Chrys Chrystello declarou que a obra possui uma dinâmica que se traduzirá na sua atualização ao longo dos anos e considerou que o leitor que for confrontado com os dois volumes irá encontrar vários autores locais, outros que optaram por viver no arquipélago e, ainda, elementos de outras nacionalidades que escreveram sobre os Açores, os açorianos e temáticas relacionadas com o arquipélago.

O responsável pela Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia considerou que os especialistas afirmaram que esta obra é "absolutamente essencial para qualquer pessoa que queira saber algo sobre a açorianidade", possuindo uma coleção "bastante exaustiva de mapas dos Açores desde 1300".

De acordo com Chrys Chrystello, os escritos mais remotos datam do século XVI, havendo entradas anteriores ao historiador açoriano Gaspar Frutuoso, com discrições de viagens ao arquipélago e dos mapas que são incluídos na obra, a par dos portulanos, cartas náuticas, atlas e gravuras.

O trabalho de recolha começou em 2009, com a edição dos "Cadernos açorianos", disponíveis 'online', tendo arrancado com a cedência, por parte do professor universitário Urbano Bettencourt, do material que detinha na Universidade dos Açores, que resultou em cerca de 700 entradas, vindo estas a aumentar, posteriormente.

"Nunca se pensou em fazer um livro, mas como tinha necessidade de mencionar, para alguns trabalhos, alguns dados, o projeto começou a aumentar, ficando com esta dimensão", concluiu.

Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

Compartilhar Google Plus
    Deixe o seu comentário

0 comentários :

Enviar um comentário