As intrigantes castanholas

                             
No meu Blog existem faixas de música açoriana, uma vez que sou natural do arquipélago, concretamente da ilha Terceira. Não restam dúvidas de que foi uma colocação a preceito, bem imaginada pelo autor. Autor? Quem? Uma coisa é certa: não é um “amigo da onça”.

Várias pessoas minhas amigas, quiçá intrigadas porque conhecem a música açoriana, colocaram-me a seguinte questão: “na faixa Açores Ilhas de Sonho, está um acompanhamento de castanholas. De quem se trata?”. Ora, na verdade, o acompanhamento está bem introduzido e não se nota nenhuma falha na sequência da música. Tive que explicar que o autor das castanholas é um cidadão que vive no Porto (é do carago!) e que as castanholas surgem da influência que o mesmo teve com os espanhóis antes de sair da sua terrinha para o Porto. É que a aldeia onde o dito cujo foi nado e criado fica muito perto da fronteira de “nuestros hermanos”, de tal modo que o “castanholeiro”, amiudadamente, dava um salto até Sevilha porque adorava “caçar sevilhanas”. E porque não perdeu o “hábito de caçador”, agora se virou para borboletas, só não se sabe muito bem as origens, mas, no diz-se, diz-se, agulhas apontam para brasileiras multicolores, idem africanas e o mais que vier à “rede do caçador de borboletas”.

No final da conversa, informei os meus amigos quem era o homem das castanholas e um deles, que bem o conhece, até alvitrou: “sendo ele um enorme fã do Roberto Carlos, podia acompanhar o rei numa das suas canções mais recentes, por exemplo, Sereia”. Uma sugestão que poderá ser colocada ao rei. De resto, é para manter as castanholas na faixa da música “Açores Ilhas de Sonho”. Dali não vai sair, a não ser que utilize a sua forte arma, ou seja, o ilusionismo.

Açores - Nove Ilhas Maravilhosas
(castanholas de fundo e vídeo da autoria do gajo do carago)

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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1 comentários :

  1. Não há dúvida nenhuma que para cortar na casaca não há como o nossos amigos CA e Zé da Pipa. Apenas uma achega: a influência não foi de Sevilha mas sim da Terrinha, mais exatamente do norte de Portugal (Minho) e da Galiza, cujos agrupamentos típicos, em especial os Ranchos Folclóricos, usam muito as castanholas. Grande abraço. :)

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