Molar é o dente que mais dá tratamento de canal, diz especialista


A partir do centro para a lateral da boca, temos o dente incisivo central, o incisivo lateral, o canino, o pré-molar, o primeiro e o segundo molares. O terceiro molar nem todo mundo tem. Ou porque não nasceu, ou porque já precisou extrair. Trata-se do dente do siso. Mas o dente que mais resulta em tratamento de canal é o segundo molar. “Dente permanente, o segundo molar surge por volta dos 12 anos atrás do último dente de leite e tem a função de triturar alimentos, facilitando o processamento do bolo alimentar no estômago. Por isso, faz parte do processo digestivo como um todo. Geralmente esses quatro dentes têm três canais – que, ao longo da vida, são os que mais necessitam de tratamento”, diz Artur Cerri, coordenador de pós-graduação lato sensu e extensão da FAOA – Faculdade de Odontologia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas). 

Cerri explica que uma das principais razões para os molares necessitarem de mais tratamento de canal do que outros dentes, especialmente os segundos molares superiores e inferiores, é o posicionamento na arcada dentária. “Primeiramente, manter a higiene nessa área é mais difícil e requer muita atenção por parte do paciente. Não é fácil conferir se o dente foi devidamente escovado, especialmente os segundos molares superiores que não oferecem um ângulo de visão muito bom quando a pessoa se olha no espelho. Sendo assim, é possível perceber com clareza que esses dentes representam um desafio a mais na prevenção de cárie e formação de placa bacteriana. Do ponto de vista do cirurgião-dentista, também representa um desafio – muitas vezes, dificultando o isolamento necessário para o tratamento de cárie e, posteriormente, do canal”. 

O especialista diz que o retratamento do canal do segundo molar também é bastante comum. “Além do posicionamento do dente, que dificulta o acesso do cirurgião-dentista, há várias razões para que uma pessoa tenha de retratar um canal feito há alguns anos. Uma delas diz respeito ao tipo de irrigação empregado, que pode ter sido insuficiente ou realizado de forma inadequada. Também o isolamento completo do dente é fundamental. A área tem de estar o mais estéril possível. Por fim, pode haver uma seleção e uso inadequado de material durante a obturação. O tratamento pode até parecer excelente na radiografia, com o material aparentemente cheio até o ápice, mas ainda assim pode haver falha na vedação. Tudo isso indica a importância da especialização em Endodontia para a saúde, a segurança e o bem-estar dos pacientes”, conclui Cerri.

O curso de pós-graduação em Endodontia da FAOA tem início em 17/10, com 1.015 horas/aula, duração de 24 meses e coordenação dos especialistas Miguel Haddad e Érico Lemos. Mais informações:

Licenciada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora militante do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal.

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