Apuramento ao Mundial de 2018 – Brasil empata na Bolívia


Já sambando, já com passaporte carimbado para a Rússia, o Brasil atuava fora pela última vez, tendo como adversária a seleção boliviana. Ao cabo, mais um jogo para Tite proceder a experiências com outros jogadores menos utilizados, por exemplo. De resto, também compreensível que Tite queira terminar esta sua caminhada à frente da “canarinha” sem conhecer o amargo da derrota.


O JOGO - Para além do arreganho do oponente, o Brasil também enfrentava a tão badalada altitude de La Paz, situação que o técnico Tite já estava habituado, bem como a maioria dos jogadores que entraram em campo. 
Sem chances para a qualificação, a Bolívia, porém, queria manter o retrospecto de não deixar o Brasil vencer no seu reduto nos últimos anos. Este, na verdade, o grande atrativo para a partida. Em 1981 a última vitória do Brasil em La Paz.
Como se impunha, o Brasil valorizando a posse de bola em função da situação climatérica, uma vez que a bola ao minimo toque sai em velocidade. Jogar em profundidade não dava, atendendo às circunstâncias atrás descritas. A importância do chamado "tempo da bola". De resto, a Bolívia foi mais pressionante e, pelo lado do Brasil, a tentativa de, paulatinamente, acertar o seu jogo no aspecto de toma-lá-dá-cá, mas a um ritmo meio-lento, ou seja, como cozinhar um alimento sem a panela de pressão. Mas, para o Brasil, uma primeira contrariedade, a lesão de Tiago Silva, substituído por Marquinhos. E foi mesmo o Brasil que desfrutou da primeira grande oportunidade quando Neymar, cara-a-cara com  o goleiro, atirou à figura. Diga-se uma grande defesa do goleiro boliviano. E Carlos Lampe fez mais uma idêntica a remate de Gabriel Jesus. Brasil com duas excelentes oportunidades para chegar ao golo. E veio mais uma, de novo tendo como protagonista Neymar. Em suma, a terceira clara oportunidade de golo do Brasil, salva in-extremis por um defensor boliviano, depois de um rechaço do próprio goleiro. Mas em cima da hora para o intervalo, um susto para o Brasil com a bola a bater estrondosamente na barra transversal
da baliza "canarinha". Em termos de oportunidades de golo Bolívia, 1 - Brasil, 3.

A ETAPA COMPLEMENTAR - Com a Bolívia a resistir à maior dinâmica do Brasil, o 0-0 ao intervalo trouxe para os segundos 45 minutos uma maior emoção.
E logo na primeira chegada ao último sustentáculo da Bolívia, o Brasil levou a bola ao poste, depois de um toque do Carlos Lampe com a mão esquerda, o suficiente para evitar o golo brasileiro. E Neymar desfrutou de mais uma oportunidade, com remate frouxo à figura de Carlos Lampe. Falhou a tentativa de "chapelar" o goleiro boliviano. Continuava o sinal-mais do Brasil, mas, volvidos alguns minutos, a Bolívia acertou marcações e instalou-se mais no meio-campo do Brasileiro, situação que levou Tite a tirar Coutinho, fazendo entrar William. De facto, Coutinho não rendeu o seu normal. Tite, mais tarde, ainda fez entrar Fernandinho para o lugar de Paulinho.
Dir-se-á que o empate foi desfecho lisonjeiro para a Bolívia. O Brasil registou várias oportunidades de golo, mas Carlos Lampe foi o maior obstáculo.
A FIGURA DO JOGO - Carlos Lampe, goleiro da Bolívia.
                                            

Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Atualmente com site próprio (http://jornalistacarlosalbertoalves.blogspot.com) e contribuidor diário no Portal Splish Splash e no site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. jornalistaalves@bol.com.br

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