Apuramento para o Mundial 2018 - Brasil em apoteose


Sob o comando de Tite o Brasil, primeira seleção a ser apurada para o Mundial de 2018 na Rússia, não sofreu qualquer derrota, registando apenas dois empates nos últimos dois jogos disputados fora. A encerrar este ciclo a recepção ao Chile e, naturalmente, com o objetivo de manter esta invencibilidade perante o seu público. Era, por outro lado, um jogo para apoteose em função da excelente campanha da “canarinha” que, nas primeiras jornadas, passou uma descrença para os seus apaniguados,  tudo isto porque, uma vez mais, Dunga revelou incapacidade para o cargo, substituído por Tite que, rapidamente, arrumou a casa e o Brasil passou a ser respeitado por todos os seus adversários. Tite que trouxe para o balneário uma lufada de ar novo.

         
O JOGO -  Para o Chile a importância de ganhar ou empatar se a Argentina fosse derrotada pelo Equador. Para o Brasil, manter a invencibilidade da "era Tite". Exceto para o Brasil, qualificado desde há muito, esta derradeira rodada estava recheada de muita emoção para se saber quem completava a lista da América do Sul para a Rússia e, também, qual a seleção que iria disputar o "play off", creio com o representante da Ásia-Oceania, a Nova Zelândia.
E foi o Brasil que desfrutou da primeira grande oportunidade de golo com Neymar a atirar à figura de Bravo. Brasil muito rápido na saída para o contra-ataque, mas havia que ter cuidado no forte jogo aéreo dos chilenos, sobretudo  nos lances de bola parada. De resto, um Chile com jogadores bons de bola. Que o diga Portugal na recente Copa das Confederações.
Atingida a primeira meia-hora, o jogo estava equilibrado, não obstante o Brasil se revelar mais perigoso quando descia até às imediações da zona de jurisdição do goleiro Bravo. Aliás, uma fase em que o Chile recuou mais as suas linhas, motivando essa disposição mais pressionante da "canarinha". Contudo, o Chile não deixava de revelar coesão, nomeadamente nas chamadas zonas nevrálgicas.

A ETAPA COMPLEMENTAR - Os primeiros movimentos do segundo tempo indicavam a mesma tónica, com  o Brasil a mostrar-se faltoso. Em função dos outros resultados registados, o empate já servia as pretensões dos chilenos, mas o Brasil não estava pelos ajustes e chegou ao golo por Paulinho, beneficiando de um rechaço do goleiro Navas. E veio logo de seguida o segundo por intermédio de Gabriel Jesus, a passe de Neymar. A defesa do Chile completamente fora da jogada, batida pela velocidade do contra-ataque brasileiro. E o Chile a perder, começaram as cenas lamentáveis, com o juiz a ser levado na onda dos chilenos. O jogo ficou complicado em termos de disciplina. Com o Chile na condição de perdedor é sempre assim. E Neymar a ser o alvo principal. Tite fez a primeira alteração, entrando Fernandinho e saindo Renato Augusto. A poucos minutos do fim, sai Neymar  e entra William. Saiu Coutinho e entrou Roberto Firmino. E mesmo no final, Gabriel Jesus com a baliza sem goleiro fez o terceiro. Navas tinha ido à grande área do Brasil na sequência de um canto e aconteceu um contra-ataque do Brasil com a baliza deserta.
O Brasil venceu com inteira justiça, foi melhor em termos globais e terminou a sua campanha em apoteose. Com Tite, apenas dois empates (os restantes jogos só vitórias). Uma viragem de 360 graus em relação ao Brasil que inicialmente foi comandando por Dunga.
Conhecidos os outros resultados, o Chile ficou fora da repescagem, perdendo para o Peru no saldo de golos.
Classificação final:
Brasil (apurado)
Uruguai (apurado)
Argentina (apurado)
Colômbia (apurado)
Peru (na repescagem defrontando a Nova Zelândia)                                         
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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