Sugestões da TV Brasil para quarta (13) - Estreia da série documental "Trabalhar pra Quem"


Série documental "Trabalhar pra Quem" estreia na TV Brasil nesta quarta (13)

Produção independente revela o cotidiano de jovens que vivem o dilema entre o sonho e o trabalho

A série Trabalhar pra Quem é uma das novidades na programação da TV Brasil esta semana. A produção estreia nesta quarta-feira (13), às 6h30, na nova faixa da emissora pública dedicada a séries documentais brasileiras independentes. A obra foi selecionada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual (Prodav/TVs Públicas) 2013/2014.


Segundo o Informe de Acompanhamento do Mercado de TV Aberta, recente estudo divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), a TV Brasil é a emissora que mais exibe conteúdo independente nacional. Em 2016, foram mais de 1.162 horas destinadas ao segmento.


Em cinco episódios de 26 minutos, Trabalhar pra Quem apresenta a rotina de jovens que são a primeira geração de universitários em suas famílias. Eles enfrentam um dilema recorrente: a necessidade de trabalhar e o sonho de ter uma profissão.

Apesar do conflito entre o êxito pessoal e o desejo de transformar o mundo, esse grupo de jovens escolheu não colocar o dinheiro acima de tudo. Eles moram na favela de Heliópolis, em São Paulo, e decidiram permanecer no bairro e trabalhar na comunidade onde vivem.



Para realizar a série documental, a equipe de produção passou vários meses convivendo com os moradores comunidade. O período serviu de aprendizado, estimulou debates e workshops até chegar ao formato ideal de Trabalhar pra Quem. Com direção de Mariana Oliva e Paula Szutan, a série foi realizada pela produtora Umana.

Episódio de estreia



O primeiro episódio da série Trabalhar pra Quem mostra a trajetória de Ninive e de Raul. Ela atualmente trabalha em várias frentes e faz graduação em publicidade. Já o rapaz teve algumas experiências no mercado de trabalho formal, mas abandonou essa rotina para realizar o sonho de atuar na prevenção à AIDS.

Depois de alguns anos trabalhando pelo bairro onde nasceu e cresceu, Nínive é diretora da maior associação de Heliópolis, uma das responsáveis por representar os jovens do bairro. Também auxilia pequenos empreendedores locais a melhorar seus negócios. Enquanto trabalha e cursa faculdade de Publicidade, ela faz reuniões com o advogado à espera do fechamento do processo contra o hospital particular, que foi responsável pela maior cicatriz da sua vida.

Raul começou a vida profissional trabalhando como motoboy. Depois foi para uma gráfica até parar no telemarketing de um plano de saúde. De tanto repetir as mesmas frases, negando assistência médica, quase enlouqueceu. Mas um dia brigou e rompeu com o mercado formal. Seu filho tinha acabado de nascer, e ele foi atrás de seu sonho: trabalhar com prevenção à AIDS.

SERVIÇO:

Série documental Trabalhar pra Quem – quarta-feira (13), às 6h30, na TV Brasil.


Sambista Arlindinho homenageia o pai Arlindo Cruz com sucessos no Sem Censura



Programa também recebe escritor Nei Lopes e discute a violência contra religiões de matriz afro-brasileira
 
O cantor Arlindinho embala o bate-papo com Vera Barroso no programa Sem Censura com os sucessos do pai, o sambista Arlindo Cruz, nesta quarta (13), ao vivo, às 17h, na TV Brasil. O músico da nova geração faz da atração da emissora pública uma verdadeira roda de samba.



A apresentação homenageia o lendário artista que está internado há seis meses na Unidade Semi Intensiva de um hospital na Zona Sul do Rio de Janeiro após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Para celebrar o trabalho do pai, Arlindinho entoa hits de Arlindo Cruz em turnê que dá o tom de grandes obras das mais de 700 composições do sambista.


O show “Arlindinho canta Arlindo” é um dos espetáculos e acontece nesta quinta-feira, 14 de setembro, no Teatro Rival, no Centro do Rio, em edição especial comemorativa ao aniversário do pai exatamente na data que ele completa 59 anos.

Ainda nesta edição do Sem Censura, a apresentadora Vera Barroso recebe o também sambista Nei Lopes e a socióloga Carolina Rocha Silva. Escritor, compositor e intérprete, Nei Lopes fala sobre o lançamento do seu livro de contos “Nas águas desta baía há muito tempo”. Já a historiadora e socióloga Carolina Rocha Silva traça um panorama sobre a violência contra religiões de matriz afro-brasileira. Ela aborda os diversos ataques a terreiros e episódios de intolerância religiosa.

SERVIÇO:
Sem Censura – quarta-feira (13), ao vivo, às 17h, na TV Brasil.
Sem Censura – quarta (13) para quinta-feira (14), à 1h45, na TV Brasil.

Docudrama “Esse amor que nos consome” é atração do Cine Nacional da TV Brasil



Filme de 2012, que mistura documentário e ficção, conquistou prêmios em vários festivais

A sessão Cine Nacional desta quarta (13), às 23h, na TV Brasil, apresenta o premiado longa “Esse amor que nos consome”. A produção híbrida combina as linguagens de ficção e documentário.

Dirigido por Allan Ribeiro, o docudrama conquistou reconhecimento em diversos eventos da sétima arte. O filme ganhou os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Direção de Arte no Festival de Brasília, Melhor Filme (júri jovem) no Panorama Internacional Coisa de Cinema de Salvador e Melhor Longa Metragem no Festival Vitória Cine Vídeo.

Formado por integrantes da Companhia Rubens Barbot, o mais antigo grupo afro-brasileiro de dança contemporânea, o elenco é protagonizado pelo diretor argentino Gatto Larsen e pelo coreógrafo brasileiro Rubens Barbot que interpretam os papéis de suas próprias vidas, atuando em suas locações reais.




“Esse amor que nos consome” mostra que Gatto Larsen e Rubens Barbot são companheiros de vida há mais de 40 anos e acabam de se instalar em um casarão abandonado no Centro do Rio de Janeiro. Ali, eles passam a viver e ensaiar com sua companhia de dança. A luta do cotidiano se mistura à criação artística e à crença em seus orixás. Através da dança, eles se espalham pela cidade, marcando seus territórios.

O filme destaca o momento crucial em que eles se mudam para um casarão abandonado na Praça da Cruz Vermelha. Lá, eles ensaiam e acreditam que com a fé nos seus Orixás vão permanecer no espaço que está à venda. Graças à persistência criativa, que dribla a constante falta de recursos, eles conseguem levar adiante a sua arte. A luta do dia a dia, a dança, a religiosidade, o companheirismo, as questões raciais e urbanas são temas abordados na produção.

Ficha Técnica
Ano: 2012. Gênero: ficção/documentário. Direção: Allan Ribeiro, com Gatto Larsen e Rubens Barbot. Reprise. 80 min. Classificação Indicativa: 12 anos

SERVIÇO:
Cine Nacional – Esse amor que nos consome – quarta-feira (13), às 23h, na TV Brasil.


Escravidão moderna

 
TV Brasil exibe série de ficção que aborda o drama do trabalho análogo à escravidão no país



Emissora apresenta episódio inédito de Cidade Invisível de quarta (13) para quinta (14), à 1h da manhã

Discutir as condições, as causas e as relações que envolvem o trabalho análogo à escravidão no Brasil. Este é o mote da série de ficção Cidade Invisível, produção organizada em cinco episódios de 26 minutos que a TV Brasil apresenta a partir desta semana à 1h da manhã. Baseada em histórias reais de pessoas submetidos a essa violação de direitos, a minissérie relata os muitos dramas silenciados por homens e mulheres na Amazônia brasileira.




O cenário da trama é Nova Esperança, uma cidade fictícia no interior do Pará, famosa por suas praias de água doce. Por trás desse lindo espaço de aparente tranquilidade, entretanto, esconde-se uma “cidade invisível”, que convive com o drama profundo do trabalho forçado e degradante.


Cada episódio da série pode ser visto individualmente, pois narra a história de um protagonista, mas todas as histórias se cruzam de maneira surpreendente no final. As cinco partes da história colocam em pauta a exploração dos trabalhadores sob diferentes perspectivas: extração de madeira, trabalho infantil, prostituição e escravidão urbana e moderna.


No capítulo inédito desta quarta (13) para quinta (14), à 1h da manhã, a produção revela o caso de Ivonete; jovem que fica desempregada e sofre humilhação em um bordel sob o comando de uma cafetina gananciosa. Ela explora o trabalho das jovens e mantém todas aprisionadas por dívidas e retenção de documentos.


Com direção de Thiago Foresti e Renan Montenegro, a série do Centro-Oeste foi realizada pela produtora Forest Comunicação no Mato Grosso. Cidade Invisível tem participação especial dos atores André de Biase e Patricya Travassos. A obra foi selecionada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual (Prodav/TVs Públicas) 2013/2014.


De acordo com o Informe de Acompanhamento do Mercado de TV Aberta, estudo divulgado em agosto pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), a TV Brasil é o canal que mais exibe conteúdo independente nacional. No ano passado, a emissora pública levou ao ar mais de 1.162 horas de programação destinadas ao segmento.

SERVIÇO:
Série ficcional Cidade Invisível – quarta (13) para quinta-feira (14), à 1h, na TV Brasil.



Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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