Sugestões da TV Brasil para terça (15) - Dorival Caymmi é lembrado no Recordar é TV


 
Alba Bittencourt
Portal Splish Splash


Recordar é TV celebra a vida e a obra de Dorival Caymmi nesta terça (15)

Programa homenageia o saudoso baiano que fez história na música e morreu há 9 anos

A TV Brasil resgata o legado de Dorival Caymmi no programa Recordar é TV desta terça (15), às 21h30, nove anos após a morte do artista. Referência na cultura baiana, o homenageado fez história na cena da música brasileira como cantor, compositor e violonista. Caymmi, que também pintava e atuava, faleceu aos 94 anos, em 16 de agosto de 2008, de insuficiência renal, no Rio de Janeiro.


Além de uma vasta obra identificada com a Bahia, Dorival deixou uma descendência também ligada ao universo musical. Todos os seus três filhos também são cantores: Nana Caymmi, Dori Caymmi e Danilo Caymmi, assim como as netas Juliana Caymmi e Alice Caymmi.

Para reverenciar a vida e a produção artística do músico, a TV Brasil utiliza de seu acervo uma descontraída conversa de Dorival Caymmi com o poeta, compositor e produtor cultural Hermínio Bello de Carvalho, em 1985, no programa "Contra-Luz" da TVE do Rio de Janeiro.

No conteúdo recuperado pela emissora pública em seu arquivo, Caymmi canta sucessos como "Você já foi à Bahia?", "Saudade de Itapoã", "Oração de mãe menininha", "Vatapá", "Marina" e "Saudade da Bahia" acompanhado do grupo instrumental Camerata Carioca. Na entrevista, ele ainda fala sobre Tom Jobim, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e o candomblé.


Dorival Caymmi foi uma das principais figuras da música popular brasileira. Presenteou o samba com os hábitos, as tradições e os costumes do povo e da paisagem baiana. Nascido à beira-mar, em Salvador, aprendeu a tocar violão sozinho.

Bebendo na riquíssima fonte da música negra, Caymmi desenvolveu um estilo pessoal de cantar e compor, marcado pela espontaneidade nos versos, pela riqueza melódica e pelo tom dengoso e sensual.

Durante o programa, Dorival Caymmi conta para Hermínio Bello de Carvalho divertidas histórias de sua trajetória como a curiosa malinha que carregava consigo, um dos grandes folclores que cercam o mito do baiano. Na atração, o poeta até mostra o conteúdo que leva sempre em sua maleta.


Caymmi lembra também da relação que criou com Carmen Miranda quando gravaram o samba "O que é que a Baiana Tem?", em 1939, um ano após o baiano chegar ao Rio. Apresentado à cantora por Almirante, Caymmi ganhou o mundo a partir desse sucesso.

Lançada em 1941, a música "Você já foi à Bahia?" ficou conhecida intenacionalmente por sua utilização no filme homônimo de Walt Disney estrelado pelo personagem Zé Carioca quatro anos depois.


Amante do jazz e da música clássica, Caymmi também era apaixonado pela pintura. Aprendeu a manejar tintas e pinceis ouvindo conselhos de amigos como Candido Portinari e Di Cavalcanti. Na entrevista gravada em 1985, ele conta essa sua experiência com outras artes.


"Isso ainda mexe comigo. Depende do tempo que disponho para praticar assim como esse toque de lazer. Como sou pintor amador, pego uma hora que esteja folgado e um lugar que não seja baralhento. De vez em quando eu faço. Esse ano pintei pouca coisa. Nem fui ao óleo. Foi mais água-tinta, nanquim", explica.

Programas temáticos e homenagens
Com apresentação da jornalista Alessandra Lago e direção de Henrique Lima, o programa Recordar é TV leva ao telespectador conteúdos que representam momentos importantes da memória da televisão brasileira a partir de material preservado no acervo da emissora pública com os registros feitos na época da TVE do Rio de Janeiro.

Shows, programas de auditório, grandes entrevistas, matérias jornalísticas marcantes, musicais e peças de teledramaturgia serão revisitados em nova roupagem pela atração. O objetivo é tornar esses vídeos de acervo atraentes ao grande público e alvo da curiosidade daqueles que se interessam pela história das mídias como um dos expoentes da cultura nacional.

Para as próximas semanas estão previstas edições temáticas com grandes ícones da música, além de homenagens a artistas consagrados como Elza Soares, Elis Regina, João Nogueira e Mário Lago entre outros.

SERVIÇO:
Recordar é TV – terça-feira (15), às 21h30, na TV Brasil.
Recordar é TV – sábado (19) para domingo (20), à 1h30, na TV Brasil.


Diogo Nogueira relembra criação do axé com os baianos Luiz Caldas e Gerônimo Santana no Samba na Gamboa
 
Programa recorda grandes sucessos dos artistas como “Fricote” e “É D’Oxum”


O programa Samba na Gamboa da TV Brasil recebe os cantores baianos Luiz Caldas e Gerônimo Santana para um papo com o bamba Diogo Nogueira nesta terça (15), às 22h. O trio conversa e canta ao embalo de hits da música como “De Amor é Bom”, “Pode Sambar”, “Maracangalha”, “O Que Essa Nega Quer”, “Fricote” e “Mal Acostumado”.

Considerado o pai do axé, Luiz conta ao apresentadorcomo surgiu essa música tão tocada na Bahia. “Nasceu de uma necessidade que eu sentia. Dos 7 aos 16 anos eu tocava em baile, quando subi no trio elétrico pela primeira vez decidi que era aquele o lugar que queria. Mas tinha um porém: o trio era uma invenção baiana que utilizava a música pernambucana, não tocava outro estilo de música. Eu queria tocar rock, queria tocar um samba, um jazz, queria misturar. E foi dessa mistura que surgiu o axé music, que não um estilo de música e sim uma forma de fazer música”, explica.

Gerônimo Santana conta como optou pela carreira na música. “Eu sou um apaixonado pelo mar, se não fosse músico, seria marinheiro. A música é um sentimento, você nasce com isso. O mar me ajuda a compor, eu nasci no meio do mar, numa ilha, numa época em que não tinha maldade. Minha vida musical foi ouvindo Frevos e Dobrados, Nelson Gonçalves e Dolores Duran. Até que um dia apareceu um turista com um ‘compacto’ e aí uma música e que mudou a cabeça de milhares de pessoas do mundo inteiro, eu também enlouqueci e estou doido até hoje. A música era ‘Help’, dos Beatles”, contou.

Além de muita música, o trio fala sobre a paixão pela música, a mistura de ritmos, o axé, o processo de composição. “Música é a arte de combinar sons, a música une pessoas, une exército, une povos, a música dá identidade cultural a um povo, ninguém vive sem música”, filosofa Gerônimo.

SERVIÇO:
Samba na Gamboa – terça-feira (15), às 22h, na TV Brasil
Samba na Gamboa – terça (15) para quarta-feira (16), às 3h15, na TV Brasil.
Samba na Gamboa – sábado (19), às 18h45, na TV Brasil.
Samba na Gamboa – sábado (19) para domingo (20), às 3h, na TV Brasil.


Curta em Cena traça panorama sobre os 25 anos do Anima Mundi
 
Marcos Magalhães, um dos idealizadores do festival, conta a trajetória e importância do evento


O programa Curta em Cena desta terça (15), às 23h30, na TV Brasil, aborda o Festival Anima Mundi, uma das principais janelas para o curta-metragem de animação no país. O evento acontece há 25 anos no Rio de Janeiro e em 2017 celebra o centenário da animação brasileira.

A apresentadora Tâmara Freire recebe o cineasta Marcos Magalhães, um dos idealizadores do evento, para falar sobre o festival, a sua história, os filmes participantes e também o mercado para os curtas de animação do país. "A produção aumentou bastante. Aconteceu um desenvolvimento do audiovisual como um todo e na animação isso ficou muito visível", afirma.


O convidado destaca que uma das conquistas foi o Brasil ter um longa de animação competindo nessa categoria no Oscar ao se referir ao filme "O Menino e o Mundo", de Alê Abreu.

Para Marcos, o diálogo entre os animadores, com as autoridades e com a imprensa se ampliou.
"Mudou muita coisa de lá pra cá. Já tinhamos ótimos animadores, com trabalhos premiados internacionalmente. A partir do festival e de todas as estruturas que foram começando a surgir, a situação foi melhorando muito" pontua o animador.


No bate-papo, Tâmara Freire e Marcos Magalhães discutem ainda alguns dos filmes que participaram do Anima Mundi este ano como Big Bag, L'Ogre, Manivald, Negative Space, Revolting Rhymes, Scrambled e SOG.

Sobre o programa

Curta em Cena é um programa da TV Brasil voltado para o conteúdo nacional de curta duração. A cada semana, a atração exibe uma produção brasileira desse formato para debater o cinema realizado no país. O programa agrega informação sobre o contexto da criação e da produção da obra.

Apresentado pela jornalista Tâmara Freire, o Curta em Cena traz entrevista com cineasta, produtores e especialistas. A ideia é abordar o melhor dos conteúdos audiovisuais da atualidade, aliando informação e entretenimento na tela da televisão pública.

SERVIÇO:
Curta em Cena – terça-feira (15), às 23h30, na TV Brasil.

Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

Compartilhar Google Plus
    Deixe o seu comentário

0 comentários :

Enviar um comentário