Lava a loiça, lava!


Tenho o maior apreço por Silvio Santos, pelo seu humanismo, pela sua cátedra como apresentador do Canal SBT, do qual é dono. O Sílvio que já abriu a porta a muita gente, naturalmente aqueles que, para o efeito, reuniam o mínimo de condições para dar cara na “caixinha mágica”. E sabe-se que, ao domingo, o seu programa (Sílvio Santos) tem uma enorme audiência e o estúdio repleto de mulherada.  Ali, pelos vistos, e também pelo que se conhece, não há lugar para homens. Homens só ele, os seus assistentes e os respectivos convidados de cada programa. É por isso que se diz, com um ar de certa graça, que o bom samaritano Sílvio Santos está sempre rodeado de mulherada, inclusive algum travesti que por lá aparece, mas manda a verdade dizer que o Sílvio tem por essa classe o máximo de respeito. Cada um é dono das suas opções sexuais. Por tudo isto, não é exagero afirmar-se que Sílvio Santos, com mais de oitenta anos de idade, mantém-se no patamar superior dos apresentadores de televisão brasileira (não interessa quantas plásticas já fez. Não leva o dinheiro para a cova). Pelo seu carisma, pelo seu aquilatável humanismo (uma escola a que adiciono o Luciano Huck, outro grande amigo do rei Roberto Carlos. E aqui está o rei,  outra figura que regista uma imensidão de fãs, também pelo carisma e bondade), vai distribuindo dinheiro às mulheres presentes (os tais aviãozinho e não só...), fazendo a felicidade de muitas quando agarram uma nota de 100 ou de 50 reais, por exemplo. E também o outro lado da felicidade, quando as mulheres escolhidas pelo Sílvio acertam numa questão por ele apresentada. Isto é Sílvio Santos que, em casa, coloca a loiça na “Maria” (vide foto) para ela fazer o resto, ou seja, lavar, lavar! E com esta foto sugestiva, é caso para se meter uma farpa no excelente apresentador: Sílvio, lava a loiça, lava, para dar um descanso à “Maria”.

Para terminar, esta questão: será que um dia ainda vamos ter um programa do Sílvio Santos só com homens? Se isso acontecer (temos fortes dúvidas. Ele não dispensa o cheiro feminino), os que tiverem essa sorte cantarão no estúdio “é só pra homens, olé! (olé sem ser tourada)”.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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