Festas juninas marcam uma das épocas mais esperadas e doces do ano


Está liberado participar das brincadeiras, como as quadrilhas e danças, e degustar as comidas típicas, desde que seja com bom senso e equilíbrio.

Alba Bittencourt
Portal Splish Splash

São Paulo, junho de 2017 – O mês de junho é aguardado com ansiedade por muitas pessoas, já que caracteriza uma das épocas mais gostosas do ano, na qual acontecem as tradicionais festas juninas. Realizadas, normalmente, em ruas, casas, clubes e igrejas são identificadas por elementos marcantes como a fogueira, quadrilha, bandeirinhas e as comidas típicas. Entenda como surgiu a comemoração e como saborear suas delícias com moderação e equilíbrio!

Contexto histórico

Com o tempo, as festas juninas passaram a ser consideradas típicas do Brasil. Porém, poucos sabem que sua origem é, na verdade, Europeia. O antropólogo Raul Lody explica que “a tradição veio da Antiga Europa, com os povos celtas, que comemoravam a boa colheita durante o solstício de verão e, por isso, a fartura de comidas e bebidas. Com o crescimento do cristianismo na Europa e a coincidência da celebração de três santos católicos – Santo Antônio, São João e São Pedro – no mesmo período, a comemoração passou a ser uma festividade religiosa. França, Itália, Portugal e Espanha foram os primeiros países a realizá-la."

"Com o período de colonização do Brasil, os portugueses trouxeram a tradição para o país. Os costumes se misturaram com rituais indígenas, que introduziram alimentos a base de mandioca e milho à mesa. A festa foi se adaptando à cultura brasileira e cada região tem sua forma de comemorá-la. Pode-se notar que, ao longo do tempo, deixou de ser apenas um evento local e se transformou em um verdadeiro atrativo turístico, movimentando o fluxo financeiro de várias regiões do país e influenciando, inclusive, a ‘imagem festeira’ do Brasil no exterior”, afirma o antropólogo.

Nordeste brasileiro: região em que acontecem algumas das festas mais festas mais famosas Atualmente, as maiores festas juninas se concentram no Nordeste, com destaque para as cidades de Caruaru (Pernambuco) e Campina Grande (Paraíba). As duas regiões criaram, inclusive, cidades cenográficas, com a reprodução de seus elementos históricos para a celebração das festas que contam com apresentações de quadrilhas, shows de forró e sertanejo e diversas barracas e quiosques oferecendo pratos típicos.

Curiosidade: Caruaru produz nessa época “o maior cuscuz do mundo”, de acordo com o Guinness Book, com cerca de 3 metros de altura e 1,5 metros de diâmetro.

Comidas típicas

As comidas que sempre estão presentes nas festas juninas são de deixar qualquer um com água na boca: desde a pamonha, curau, canjica, cuscuz, bombocado, batata doce assada e cocada, até o churrasquinho, cachorro quente, lanche de pernil e espiga de milho. Não há quem resista às tentações, mas vale relembrar: não é porque elas estão mais frequentes nesse período do ano, que devam ser devoradas “como se não houvesse o amanhã”.

Segundo a nutricionista Marcia Daskal, “é possível aproveitar os pratos saborosos sem culpa, mas o segredo está no tamanho das porções, que devem ser pequenas”. É importante também fazer escolhas conscientes e ter bom senso, optando por determinados docinhos que mais agradam e não costumam estar presentes no dia a dia, ao invés de comer tudo o que estiver pela frente.

“Quando for comer o milho, pense bem antes de adicionar muita manteiga. Será que não é mais bacana provar mais um tipo de alimento, ao invés de fazer essa adição sem medida? Com isso, é possível também provar o sabor natural da comida, o que enriquece, inclusive, o nosso paladar”, recomenda a nutricionista. Assim, o equilíbrio alimentar se torna aliado do prazer e da saúde.

Marcia ainda dá uma dica: “Durante as festas, acontecem também danças e diversas atividades. Então, se sentir que exagerou na alimentação, procure se movimentar mais e gastar as calorias. Assim, tudo fica equilibrado e a saúde agradece!”.

Entre os diversos doces que caracterizam a data, a canjica é um dos pratos mais tradicionais e não pode faltar à mesa. Por isso, Raul Lody separou uma receita simples e prática, para aguçar os dotes culinários das pessoas e fazer com que elas saboreiam esse doce único:

Ingredientes para 12 porções:
250g de milho branco;
500 ml de leite de coco;
5 colheres de sopa de açúcar demerara;
2 colheres de café de flor de sal;
1 pau de canela.

Modo de fazer:
No dia anterior, coloque o milho de molho na água filtrada com a quantidade suficiente para cobri-lo. Deixe-o por pelo menos 12 horas. No dia seguinte, numa panela grande o bastante para conter 3 ½ litros de água, leve o milho para cozinhar com o sal e o pau de canela até que fique bem macio. Mexa a panela de vez em quando para que não grude no fundo. Em paralelo, deixe uma chaleira com 1 ½ litro de água bem quente para acrescentar na panela, caso a água seque e o milho ainda não esteja macio.

Depois de bem cozido e ainda com a água, acrescente o açúcar, mexa e deixe ferver por 5 minutos. Então, acrescente o leite de coco e depois que começar a ferver novamente, deixe por mais 5 minutos. O doce estará pronto.
O prato pode ser servido morno ou gelado e com canela em pó polvilhada em cima.

Curiosidade: Enquanto esse nome é usado nas regiões Sudeste e Sul, o mesmo prato no Nordeste e no Norte é conhecido como “mungunzá”.

Sobre a Campanha Doce Equilíbrio: ​
A Campanha Doce Equilíbrio, é uma iniciativa do setor sucroenergético e tem como objetivo promover a informação sobre o equilíbrio na alimentação e estilo de vida. Equalizando o debate sobre o açúcar como componente que pode e deve fazer parte de uma vida saudável, a campanha visa o bem-estar da sociedade. Nas plataformas de blog (http://www.campanhadoceequilibrio.com.br/), Facebook (www.facebook.com/campanhadoceequilibrio) e Instagram (http://instagram.com/campanhadoceequilibrio), o público pode acompanhar e participar interativamente dos conteúdos relacionados ao universo do açúcar. O projeto, promovido pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), conta ainda com o apoio da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG), do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (SIFAEG), e do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba (SINDALCOOL).
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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