Em Porto Alegre, a Empresa Pública de Trânsito e Circulação inicia ações com base em dados de aplicativo de educação no trânsito


 
Alba Bittencourt
Portal Splish Splash


O mapa que mostra o número e os tipos de infrações de trânsito registradas pelos cidadãos de Porto Alegre por meio do aplicativo Capester agora também serve de base para a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) realizar ações de fiscalização. Nesta terça-feira, 6, os agentes percorreram a região que concentra o maior volume de reclamações e comprovaram os motivos das queixas. Só na rua Hilário Ribeiro, no Moinhos de Vento, e em suas transversais, foram feitas 6 autuações e 3 carros foram removidos num período de menos de 3 horas.

Dos 858 vídeos já enviados para a EPTC via Capester, 46 foram feitos nessa região, e outros 46 na avenida José Bonifácio, no bairro Farroupilha. São as duas áreas mais críticas, segundo os dados coletados pelo aplicativo. O gerente de fiscalização, Zigomar Galvão, explica que a empresa agora começou a usar essas informações para planejar as ações de rotina dos agentes e atender a demanda da comunidade. “É uma forma de detectar locais onde precisamos ter uma atuação mais intensa de acordo com as necessidades dos cidadãos”, afirma.

O aplicativo tem 16 mil usuários na capital gaúcha. São 16 mil “novos agentes” enviando informações de todos os pontos da cidade. Para o presidente da EPTC, Marcelo Soletti, é um recurso que precisa ser aproveitado. “A comunidade está nos mostrando que quer participar e ajudar a construir uma cidade melhor. Temos que incentivar essa participação e dar uma resposta aos cidadãos”, ressalta. Ele ainda destaca que, a partir dos vídeos enviados ao aplicativo é feita uma abordagem educativa, enviando a carta e alertando sobre o respeito às leis de trânsito. “Só que, se chegamos ao local e verificamos que as infrações continuam acontecendo, é preciso atuar de forma mais incisiva, aplicando as penalidades”, conclui.

Segundo o vice-presidente executivo da Capester, Ariel Galinsky, Porto Alegre é a primeira cidade no mundo a utilizar dados coletados a partir da participação dos cidadãos para planejar melhor as ações no trânsito e a usar um aplicativo para promover a educação no trânsito. O exemplo de Porto Alegre vem sendo discutido em reuniões entre a Capester e autoridades na área da mobilidade de cidades da França, Polônia e Canadá.

Capester Porto Alegre em números: Desde que começou a operar na capital gaúcha, em 22 de março, 16 mil pessoas baixaram o aplicativo. 3.716 vídeos foram enviados e 858 validados. A EPTC enviou 811 cartas educativas aos motoristas infratores. A maioria das infrações registradas, mais de 90%, foram por estacionamento irregular, principalmente em local proibido e em calçadas. A zona leste da capital gaúcha registra o maior número das infrações. Mas as ruas do Moinhos de Vento são as mais críticas.

Veja como funciona o Capester: Os usuários podem fazer o registro de vídeos, de forma anônima, de infrações de trânsito, sem a necessidade de cadastro. A partir daí, o app envia as denúncias à EPTC. Depois da avaliação e da validação do vídeo, uma correspondência é enviada ao condutor do veículo alertando sobre a infração, auxiliando na conscientização e promoção de uma cultura do uso correto das vias públicas. O documento não tem poder de multa e não gera cobrança posterior. O Capester está disponível nas plataformas Android e IOS, e pode ser baixado da loja de aplicativos de qualquer celular ou no site https://capester.com.br. 

Licenciada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora militante do Portal Splish Splash e Administradora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal.

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