Rapidinha com Dina Barile: Aventureira Brasileira é a Primeira Mulher do Brasil a viajar para a Estratosfera

 
 A brasileira Dina Barile rumo à estratosfera



Por: Tâmara Oliveira Santana
tamaraoliveirasantana08@gmail.com
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Crédito Fotos: Divulgação

Ela visitou mais de 127 países, nos cinco continentes. Em 2015, em suas andanças, atendeu ao Producers Guild of  America Awards, em Los Angeles/EUA onde proseou e posou para as câmeras ao lado do ator Brad Pitt, em 2016 foi uma das condutoras da Tocha Olímpica em São Paulo, após participar de um acirrado concurso para tal honra, em um de seus aniversários foi brindada pela natureza pelas Auroras Boreais no Polo Ártico, degustou carne de cavalo no Cazaquistão, com sua jucundidade  divertiu- se com os 20 jovens russos colegas de aventura a bordo do voo em gravidade zero realizado na terra do Balé Bolshoi (Rússia). Essas e outras histórias a aventureira, aposentada do setor atuarial do banco Banespa, Dina Barile (60) - filha de pais italianos que vislumbraram no Brasil uma chance de fugirem do futuro incerto de um País pós – guerra detalha no fruitivo bate papo para o Portal Splish Splash.

 A aventureira paulista Dina Barile voo em gravidade zero

PSS: É preciso muita bagagem para uma viagem à Estratosfera?

DB: Bagagem quase zero, mas muita preparação. Tive que me preparar seis meses com uma médica especializada em esportes radicais, tomei vitaminas, fiz diferentes exames e comecei a freqüentar academia regularmente.

PSS: Os vôos saem de onde?

DB: Quando se fecha um pacote com a agência de turismo espacial no Brasil, você tem duas opções de saídas de voos nos EUA e Rússia. No meu caso negociamos em um pacote a viagem à Estratosfera e o voo de gravidade zero, ambos saíram da Rússia. Fiz a aventura da estratosfera em um caça MIG 29 o qual pude pilotar e participei de manobras radicais em um dia. No outro dia fiz o voo em gravidade zero onde dividi com um grupo de jovens russos divertidíssimos.

 Os "turistas espaciais": Dina única brasileira e representante feminina no voo

PSS: E o vôo em gravidade zero tem alguma exigência ou preparação antes?

DB: Em ambas viagens há-se o briefing com informações sobre a experiência. A roupa é feita sob medida e com muita minuciosidade.  No caso do passeio em gravidade zero o instrutor falou que poderia sentir um pouco de mal estar inicialmente, o que realmente aconteceu, mas logo passou,  tudo é supervisionado com olhares cuidadosos dos instrutores.

PSS: Provavelmente há de se haver muita “preparação financeira” para uma viagem como essa...

DB: No passado era realmente algo com valores exorbitantes com pagamento à vista, atualmente o quadro mudou significativamente. No Brasil, com a chegada da agência do astronauta paulista Marcos Pontes no mercado brasileiro, os valores ficaram assustadoramente mais acessíveis, porém é bom lembrar que essas experiências não são voos espaciais realizados pelos astronautas: são viagens de preparação. O bom é que não se precisa gastar milhões, ficar em fila de espera para se beneficiar por algumas horas das experiências vividas por um astronauta. 

                                              Livre para voar como pássaro 
                                        
PSS: Você visitou mais de 127 países, com tantas viagens acumuladas você está “ensaiando” em entrar para o livro dos recordes? Planos de dividir o título com a norte-americana Cassandra de Pecol que acaba de entrar no Guinness Book por ser a primeira mulher no mundo a viajar para os 196 países sozinha e em tempo recorde? 

DB: Atualmente, por razões do coração, dei uma pausa nas viagens. Sou fascinada por novas experiências e por conhecer mais e mais. Quero estar à frente do meu tempo, porém o recorde que pretendo ter é o de conhecer diferentes culturas, pessoas, etnias, sem pressão e nenhum tipo de exigência.

PSS: Então você parou temporariamente com suas aventuras por causa do coração, o que acontece exatamente?                                            
                                                                                                                         
DB: Acontece que estou apaixonada. [Risos] Reencontrei meu primeiro namorado da época de adolescente e agora estou curtindo essa fase. Viajar é excepcional, mas reviver uma experiência afetiva que muito marcou minha vida é melhor ainda. [Risos]

PSS: Seus pais há anos imigraram da Itália para o Brasil. Você acredita que indiretamente ou diretamente esse deslocamento influenciou nesse seu desejo em ver o mundo?

DB: Sou filha única de um casal que teve 63 anos de união. Éramos uma família muito pobre, meu pai era sapateiro, sempre fui muito esforçada, tinha uma pressão em ser boa, em me sobressair em tudo o que fizesse, mesmo conseguindo boas notas na escola, ser voltada para esportes, meus pais nunca dispensavam nenhum tipo de elogio para mim. Caso alguém me chamasse de inteligente para minha mãe ela retrucava dizendo que eu não era inteligente, mas sim esforçada. Nunca parei para pensar quanto a essa relação de meu gosto em viajar ser por ser filha de imigrantes, pode ser... 

Pose no MIIG29 antes da aventura à estratosfera
                                                                                                                                        
PSS: Qual foi o primeiro País que você visitou em sua extensa lista?

DB: Índia. 

PSS: Algo mais estranho que já comeu?

DB: Cavalo, no Cazaquistão.

PSS: Momento ímpar em alguma das viagens?

DB: Ah! Esses são inúmeros, há-se muitos momentos únicos quando se está a conhecer novos lugares basta viajar com a “alma aberta”. Mas confesso que ser presenteada por belíssimas Auroras Boreais no dia do meu aniversário no Polo Ártico. Foi fabuloso.

 Últimos ajustes

PSS: Você tem algum site ou blog narrando suas viagens?

DB: Após me aposentar, montei um site para divulgar e ajudar ONGs e entidades assistenciais que não tinham verba para se promover. O site cresceu e agora é um portal de variedades, onde falo de gastronomia, turismo, moda, comportamento, beleza, celebridades, entretenimento , esportes e lifestyle. 
                                                                                               
PSS: Como foi seu encontro com Brad Pitt na Producers Guild of  America Awards em Los Angeles?

DB: Uma experiência interessante, bem bacana.

 Prosa e pose com o ator e produtor Brad Pitt em Los Angeles

PSS: Você ganhou o concurso para ser condutora da Tocha Olímpica em São Paulo. Tinham muitos candidatos? Quem era responsável pela competição?

DB: O concurso, realizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, foi apenas entre os 50 mil voluntários escolhidos para os jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio, como era voluntária de ambos os jogos pude participar. Cada voluntário enviou um vídeo falando de suas motivações e pedindo votos. Foi escolhido apenas um voluntário em cada Estado, felizmente ganhei pelo Estado de São Paulo.

PSS: País que mais te encanta? 
                                                                                      
DB: Tenho paixão pelos países que conheci, mas digo que o Brasil é o país mais belo do mundo e o melhor lugar para se viver. Temos todos os atributos para ser o país mais visitado do planeta e transformar o turismo na nossa fonte de renda.

PSS: Alguma dica da veterana de viagem para aqueles que querem muito viajar, explorar o mundo?

DB: Pesquisar e então se misturar com os locais para qualquer lugar do mundo onde for, procure indicações, informações e interaja com as pessoas que moram e são oriundas do país.

PSS: Felicidade para Dina é...?

DB: Beijar na boca quando não se está viajando. [Risos]

Site editado por Dina Barile: www.spotlife.com.br
Agência Marcos Pontes: www.agenciamarcospontes.com.br
DINA BARILE - dihna@uol.com.br
INSTAGRAM: @dinabarile e @portalspotlife
TWITTER: @portalspotlife
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