Presidente da República de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro António Costa visitam o Brasil a 10 de junho

Comemorações do 10 de junho passam pelo Porto e pelas cidades brasileiras 
de São Paulo e Rio de Janeiro - Mário Cruz/Lusa

Deslocação de Marcelo e Costa ao Brasil a 10 de junho é para “celebrar as comunidades”

O ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu que a deslocação do Presidente da República e do primeiro-ministro ao Brasil a 10 de junho "não é uma visita bilateral".

Agência Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse este domingo que a deslocação do Presidente da República e do primeiro-ministro ao Brasil a 10 de junho “não é uma visita bilateral”, destinando-se a “celebrar as comunidades com as comunidades”.

“O objetivo não é uma visita bilateral. O que está em causa não é o relacionamento de Portugal com o Brasil – que é sempre muito estreito, independentemente dos Presidentes e das circunstâncias -, mas celebrar o Dia das Comunidades com as comunidades”, afirmou Augusto Santos Silva, à margem da conferência Horasis Global Meeting, que decorre em Cascais, no distrito de Lisboa.

Depois das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Paris, em 2016, este ano as comemorações passam pelo Porto, onde decorrerá a cerimónia militar, e pelas cidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro, com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.

”O Presidente da República e o primeiro-ministro partirão, em voos separados, para o Brasil, ainda no dia 10 de junho, para se encontrarem com a comunidade portuguesa que vive em São Paulo e depois no dia seguinte com a comunidade que vive no Rio de Janeiro. Assim celebrando as comunidades portuguesas com as comunidades portuguesas”, explicou o ministro.

Santos Silva referiu que o Governo “não ignora as autoridades brasileiras”, tal como não o fez em 2016 em relação às autoridades francesas, mas destacou que “o que motiva a visita é o relacionamento de Portugal com as comunidades que vivem no estrangeiro”.

O Brasil está mergulhado há mais de dois anos numa crise política acentuada pelas contínuas suspeitas de corrupção que pendem sobre vários políticos, investigadas no quadro da operação Lava Jato.

Pagamentos ilegais por parte de empresas como a JBS, a construtora Odebrecht ou a petrolífera Petrobras levaram ao afastamento de dezenas de políticos, atingindo, entre outros, o ex-presidente do Congresso (parlamento) Eduardo Cunha e o candidato presidencial derrotado Aécio Neves (centro-direita).

O caso chegou a 18 de maio à Presidência com a abertura de um processo no Supremo Tribunal Federal ao Presidente brasileiro, Michel Temer. Desde então, o Presidente tem recusado afastar-se do cargo, queixando-se de perseguição política por parte da justiça brasileira.

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