Peppino Di Capri pela primeira vez em Brasília para apresentar a turnê 'E le Canzoni D’Amore'


Peppino Di Capri interpreta clássicos da carreira em apresentação única na capital
 
Lia Sahadi

“Ninguém mais fala de amor e isso pode ser fruto de uma geração que não se importa com os sentimentos”. A frase acima é de quem entende do assunto. Galante e com uma simpatia ímpar, o astro da música italiana Peppino Di Capri, 77 anos, é dono de vários clássicos da música romântica. O cantor desembarca na capital federal pela primeira vez para apresentar a turnê E le Canzoni D’Amore neste sábado. O show, que faz parte das comemorações de seus 60 anos de carreira, acontece no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, o artista garante estar ansioso para conhecer o público brasiliense. Além das músicas mais pedidas pelos fãs, como Champagne e Roberta, o cantor e compositor promete interpretar Amica Mia, composta especialmente para o público brasileiro. “Eu tenho uma relação muito forte com os brasileiros. Eles aprendem as músicas rapidamente e fazem coro nos shows, o que é muito emocionante. Nunca vi isso nos diversos países em que pude me apresentar, talvez seja pela cultura. Os brasileiros são espontâneos e participativos, gosto muito disso”, elogia.




O artista promete um repertório diversificado, com músicas autorais e de outros compositores. “A música é um universo sem fronteiras e procuro levar isso para os meus shows, a fim de tocar todas as pessoas, independentemente dos gostos musicais”, pondera. A única queixa de Peppino, durante o bate-papo ao telefone, é sobre o romantismo, que para ele tem sido deixado cada vez mais de lado. “É difícil ver uma canção de amor atual se propagar. Apenas as antigas permanecem. Os gêneros musicais que têm se consagrado falam somente de assuntos temporais”, opina.

O artista diz ainda que um dos segredos para se manter tanto tempo nos palcos é continuar estudando e conhecendo a nova geração de cantores e compositores. “Acho importante ouvir coisas novas, pois sempre acabam agregando valor ao meu trabalho. A tendência é julgar o novo e criar uma certa resistência, mas a novidade é essencial para estabelecermos uma seleção natural do que gostamos ou não”, aconselha.

Peppino finaliza dizendo ser fã de inúmeros cantores brasileiros, entre eles Caetano Veloso, Roberto Carlos e Toquinho. “Tenho a música brasileira como ponto de referência para o meu trabalho. O Brasil tem músicos excepcionais e traduz uma cultura musical mundial”.


 
Rock’n’roll, versões e influências

Nascido na Ilha de Capri em 27 de julho de 1939, Giuseppe Faiella mostra ao mundo, de um jeito próprio e inimitável, há mais de 50 anos, o poder das canções românticas. Peppino di Capri entrou nas paradas de sucesso pela primeira vez em 1958, com a canção Malatia.

Com forte influência do roqueiro americano Buddy Holly em seus anos iniciais, o cantor deu o primeiro passo para se tornar um mito quando estourou em 1963 com a balada Roberta, feita em homenagem à sua primeira esposa. Sua versão para Let’s Twist Again, sucesso de Chubby Checker, também se tornou campeã de vendas.

Quando os Beatles foram tocar na Itália, em 1965, Peppino di Capri e os Rockers foram os escolhidos para abrir os shows do quarteto de Liverpool em Milão, Gênova e Roma. De quebra, Capri ainda fez sucesso com a versão em italiano de Girl, composta por John Lennon e Paul McCartney.



San Remo

O momento decisivo ocorreu no célebre Festival de San Remo, o mais importante da música italiana. Peppino venceu a competição em 1973, com Un Grande Amore e Niente Piu, ganhando novamente em 1976, com Non io Faccio Pio.

Em 1988, lançou o álbum In Concerto, gravado ao vivo no ano anterior, no mitológico Royal Albert Hall, em Londres, local reservado apenas para os grandes astros da música popular e erudita mundial. Em 1996, fez turnê e gravou um disco ao vivo com outra lenda da música italiana, Fred Bongusto.

A última passagem do artista pelo Brasil havia sido em novembro, quando tocou em São Paulo, no Rio e em Curitiba.

SERVIÇO:

Peppino Di Capri – E Le Canzoni D’Amore
Sábado, a partir das 21h.
No Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental).
Ingressos: Poltrona superior – R$ 150. Poltrona especial – R$ 200. Poltrona Gold – R$ 250. Poltrona Premium – R$ 350. VIP Lounge – R$ 2,5 mil. Valores referentes à meia-entrada e sujeitos a alteração. Informações: 3364-2694.
Não recomendado para menores de 14 anos.
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Peppino di Capri "Le canzoni d'amore"
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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