Leandro Karnal fala sobre o motivo da servidão de um povo



                                                                                                                              
Alda jesus
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Leandro Karnal escreveu prefácio sobre a dor da liberdade e o amor da servidão, para a nova versão da obra O Discurso Sobre a Servidão Voluntária (Edipro). Em tempos atuais, não se imagina uma servidão a partir de uma força coercitiva, porém ainda existe em diversos lugares, seja física ou psicológica.

Na análise do professor, “porque alguém se submete? A pergunta é uma grande transversal na filosofia e na política. É lógico que a coerção é fundamental para explicar a obediência. Pode ser física: quando o carrasco manda Luís xvi colocar a cabeça sob a lâmina da guilhotina, em 1793, o monarca infeliz deve ter entendido que não havia opção”.

Ainda no prefácio, “a submissão também pode ser econômica: muitos se submetem a um chefe autoritário no trabalho. O dinheiro compra silêncio e submissão”.

Finalmente, Karnal entre no campo mais inacreditável, como “um homem-bomba faz o percurso pela outra ponta: a partir de uma crença abstrata, decide realizar um ato concreto e opta por tirar a vida de outras pessoas ou entregar a sua para obter algo intangível, a ida ao paraíso. Entramos no vasto e complexo campo humano da servidão voluntária”.

Explicações sobre cada forma de servidão e mais detalhadamente sobre a servidão voluntária é possível encontrar na nova edição do O Discurso Sobre a Servidão Voluntária, publicado pela Edipro. A obra possui o prefácio do Leandro Karnal e introdução de Paul Bonnefon.
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