Globo e CBF de candeias às avessas





Por: Carlos Alberto Alves
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O Brasil vai realizar, nos dias 9 e 13 de junho, dois jogos amistosos, respectivamente, com a grande rival Argentina e a Austrália, jogos inseridos na preparação da “canarinha” com vista aos jogos que faltam e relativos ao apuramento para o Mundial da Rússia, se bem que, em função da sua última vitória sobre o Uruguai, o Brasil já garantiu a sua presença no Mundial da Rússia no próximo ano.

Contudo, em relação às transmissões pela televisão, CBF e GLOBO de candeias às avessas, uma vez que a entidade que superintende no futebol brasileiro decidiu por uma nova experiência.

Vejamos o que publicou o jornal Lance:

“Os amistosos da Seleção Brasileira contra Argentina e Austrália não serão transmitidos pela Globo. A CBF resolveu embarcar em uma nova experiência de exibição das partidas do Brasil, fornecendo ela mesma o sinal. Assim, os próximos dois jogos da equipe comandada por Tite serão transmitidos em vias diferentes. Na nova política, um espaço na grade da TV Brasil foi comprado, como revelou a "Folha de S. Paulo", mas também haverá transmissão via CBF TV, na web, e pelo aplicativo da Vivo Mobile. 


Na transmissão da CBF, feita da sede da entidade, no Rio, os comentários serão de Pelé e Denílson, com narração de Nivaldo Prieto, segundo o LANCE! apurou. As partidas serão nos dias 9 e 13 de junho, às 7h (de Brasília).

Houve negociações, como revelou a De Prima, com a emissora da família Roberto Marinho, mas o acordo não veio. Como a escalação dos profissionais para a transmissão já indica, há conversas também com a Band. 

Nesta semana, alguns acordos ainda serão sacramentados para viabilizar a transmissão, entre eles com a própria TV Brasil. Mas o valor "simbólico" pelo horário na emissora estatal já está fechado.

Na versão que vem da CBF, houve uma tentativa de conseguir uma valorização com os jogos da Seleção, mas a proposta não foi proporcional às expectativas. 

A emissora, por outro lado, acrescenta que houve uma mudança de planejamento em relação à negociação dos jogos do Brasil, já que a CBF decidiu negociar as partidas de forma individual e não mais em bloco. "A CBF tinha planos de negociar os direitos dos Amistosos e das Eliminatórias da Copa 2022 na forma de bid (leilão fechado). Recentemente decidiu vender os dois jogos amistosos de junho de forma avulsa e, embora não acreditemos que esta seja a melhor solução para todas as partes, tentamos negociar mas não chegamos num acordo", pontuou a Globo em nota enviada ao LANCE!.

Ao assumir a responsabilidade da transmissão dos amistosos, como já tinha feito no jogo contra a Colômbia, em janeiro, a CBF também tenta assumir um protagonismo que pode proporcioná-la mais autonomia na venda de patrocínios para os jogos. E isso também abre um caminho para facilitar a venda dos direitos internacionais dos amistosos. É público o interesse de internacionalização não só da Seleção, mas também do Brasileirão”..

CONFIRA A NOTA DA GLOBO

“O futebol sempre foi um conteúdo importante para o brasileiro e, por isso, é estratégico para a Globo e o SporTV.

Acreditamos que com compromissos de longo prazo conseguimos oferecer a melhor e mais completa experiência para o torcedor brasileiro, para as equipes, para os anunciantes e suas marcas. Foi pensando assim que adquirimos os direitos da Copa do Mundo até 2022 e que temos vários eventos e parcerias de longo prazo.

A CBF tinha planos de negociar os direitos dos Amistosos e das Eliminatórias da Copa 2022 na forma de bid (leilão fechado). Recentemente decidiu vender os dois jogos amistosos de junho de forma avulsa e, embora não acreditemos que esta seja a melhor solução para todas as partes, tentamos negociar mas não chegamos num acordo.

O Grupo Globo defende um mercado de concorrência e acredita que tem a melhor solução de visibilidade e envolvimento para os eventos da nossa seleção, tanto pela audiência quanto pela qualidade de transmissão e modelo econômico, mas respeitamos se a CBF pensa diferente.

Nós mantemos o nosso compromisso com o futebol e o nosso interesse em continuar trabalhando com a CBF na construção de acordos que sejam bons para todos – para a própria CBF, para o Grupo Globo, para os anunciantes e suas marcas, mas sobretudo para o público torcedor apaixonado pelo futebol e pela seleção brasileira”.

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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