Retrospecto – Roberto Carlos (24)




Por: Carlos Alberto Alves
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Reflexos de uma gripe  (São Paulo)

Como observou um jornalista naquele texto, citando um problema semelhante ocorrido na época com a maior lenda da canção dos Estados Unidos, Frank Sinatra gripado é Picasso sem tinta, uma Ferrari sem combustível. Talese fez um retrato antológico do cantor mesmo sem ter conseguido falar com o artista, a despeito de inúmeras tentativas (VEJA SÃO PAULO também procurou entrevistar RC para esta reportagem, mas ele negou todos os pedidos).
A gripe pegou de surpresa o nosso Rei o que desencadeou um terremoto (e acabou afetando também as apresentações neste fim de semana, que foram canceladas e remarcadas para 18, 19 e 21 de agosto).
O epicentro dele foi a Barra Funda, onde está o Espaço das Américas, casa reservada para a nova turnê paulistana do cantor. Com doze espetáculos ao longo de sete semanas, é uma das maiores dele por aqui na história. Cada apresentação rende cerca de 980 000 reais na bilheteria (o astro fica com 80% do montante).
A crise começou pouco antes das 17 horas, quando Marco António Tobal Júnior, um dos sócios do endereço na Zona Oeste, recebeu um telefonema de Dody Sirena, empresário de Roberto Carlos. Naquela noite não haveria show: o Rei estava gripado, rouco e com uma febre de 38 graus.
Tobal Junior respirou fundo. “Eu sabia que, na porta, desde o fim daquela manhã, estavam vários ônibus de excursão estacionados, dezenas de carros, filas de táxis”, lembra. Os 2 800 ingressos para a noite estavam esgotados havia seis meses. Era preciso comunicar o imprevisto a todos os fãs a postos na calçada e aos milhares de outros a caminho.
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