Mundial de 2018 na Rússia - Brasil carimba passaporte em Montevidéu




Por: Carlos Alberto Alves
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Um jogo que se apresentou com esta curiosidade:
Que Martín Silva fosse titular do Uruguai justamente contra o Brasil. Reserva do suspenso Muslera, o goleiro do Vasco é convocado constantemente desde 2009. Mas disputou apenas oito jogos pela seleção desde então.
Martin Silva numa antevisão prévia:
- Pela importância do rival, todos vão dizer que é uma das partidas mais importantes e difíceis, mas precisamos lembrar que o jogo é em casa e temos que ser protagonistas. Precisamos entrar com a disposição de sempre e a mesma vontade de vencer. Estou tranquilo porque estou jogando com regularidade no Brasil e tenho várias partidas no ano. Estou muito bem - frisou.
Mais:
- Para o Brasil o empate é melhor do que para nós. Vai jogar fora de casa, contra um time que é forte como mandante. Além disso, está na liderança. Por isso vamos usar o fator casa para tentar conquistar os três pontos.
Na verdade, um empate seria positivo para o Brasil, mas, por outro lado, o time de Tite pretendia, acima de tudo, neste esgrimir com o Uruguai, vencer e consequentemente carimbar o passaporte para a Rússia, país organizador do Mundial de 2018.

E, de resto, há que dizer que em confronto as duas seleções que, ao nível da América do Sul, praticam o melhor futebol. Das duas ausências, Gabriel Jesus (Brasil) e Suarez (Uruguai) opinamos que Suarez faz mais falta ao Uruguai. Não têm Suarez, mas há outro perigo chamado Cavani.

Agora sim vamos falar do que se passou dentro do gramado do Estádio Centenário em Montevidéu:

O Brasil, inicialmente, a trocar a bola entre os seus jogadores com passes curtos. Porquê esta disposição? Exatamente para tentar refrear a pressão do Uruguai que, nos últimos cinco jogos disputados em casa, construiu as vitórias nas primeiras-partes.

E foi o Brasil que, aos 3 minutos, perdeu uma soberana oportunidade, com Firmino a falhar à boca da baliza de Martins Silva. Um erro de Coates que poderia ter saído caro para a "celeste". Firmino nem acreditou que tinha falhado o golo. Mas, como se previa, o Uruguai lançou-se na ofensiva e, num dos lances que parecia inofensivo, Marcelo atrasou mal (de peito) para Allison que acabou por cometer uma indiscutível grande penalidade sobre Cavani que ele próprio converteu. Eram decorridos 9 minutos de jogo. Um erro que o Brasil não aproveitou (Firmino) e um erro que o Uruguai concretizou após derrube de Allison sobre Cavani. Um golo que manchou o bom início do Brasil.

Mas, com este Brasil, espera-se sempre o melhor e Paulinho, decidido, recebeu um passe de Neymar e disparou como se tratasse de um "míssil". O goleiro Martin Silva não teve qualquer hipótese para evitar este golaço do meia do Brasil, quando eram decorridos 19 minutos de jogo. Que bomba de Paulinho (94 quilómetros/hora). Em função da igualdade, o jogo ganhou mais vivacidade e o entusiasmo redobrou, para mais que o Brasil registava maior posse de bola, faceta importante para não dar as iniciativas do jogo ao adversário. E também há que dizer que o Brasil se revelou mais perigoso, sem, contudo, o Uruguai deixar de contra-atacar. Longe disso. Mas, analisando bem, o Brasil melhor no jogo.

O SEGUNDO - TEMPO - O jogo começou com as mesmas características, se bem que o Uruguai denotava intenção de surgir amiúde junto da área do Brasil que, porém, se mostrava sereno. Sereno e mortífero, porque, numa mudança de velocidade feita com toda a celeridade, um remate de Firmino, rechaço de Martins Silva e, de novo, Paulinho a faturar. Brasil na frente e cada vez mais perto de carimbar o passaporte para a Rússia, mas era preciso muita atenção no sector recuado porque o Uruguai iria mesmo reagir, colocando pressão no jogo, mas o Brasil impunha a sua condição de melhor time em termos de jogo-jogado.

Como se disse, o Uruguai não estava pelos ajustes e foi porfiando, obrigando o goleiro Allison a efetuar boas defesas para evitar a igualdade. Uma fase em que o Brasil estava mais recuado e menos reagrupado, à semelhança do que se constatou na primeira-parte e também no início da segunda, altura em que a canarinha apontou o segundo golo. A verdade nua e crua é que o Uruguai apertava, o que, aliás, era previsível para um time que jogava em casa e estava em desvantagem no marcador. Mas, repetindo, Brasil é Brasil, voltou a reassumir o comando do jogo, retornando com a velocidade e Neymar, categoricamente, com um chapéu de aba grande, bateu Martin Silva. Um 3-1 que espelhava a maior capacidade técnico-tática da canarinha. De resto, e como é seu timbre, o Uruguai não cruzou os braços, tudo fazendo para diminuir a diferença. Mas como a noite era de Paulinho, o meia voltou a marcar, dando sequência a um cruzamento de Daniel Alves, fixando o resultado final em 4-1.

No cômputo geral, uma vitória esclarecedora do Brasil, perante um adversário nada fácil no seu reduto. E o técnico Tite continua cem por cento vitorioso. O homem que deu uma volta de 360 graus ao futebol brasileiro que, até à sua chegada, estava no descrédito. O triste tempo de Dunga no comando da canarinha.

Na próxima terça - feira. em São Paulo, o Brasil defronta o Paraguai. Poderá ser o jogo para a grande festa.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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