As caravelas estão de volta?


Tecnologia que movia o navio da Princesa Leopoldina será testada em grandes navios
 
 
Alba Bittencourt
Portal Splish Splash


O navio construído para a novela “Mundo Novo” impressiona pela riqueza de detalhes que mostram como os navegadores do passado usavam o vento para mover grandes embarcações.  Por isso, talvez surpreenda saber que o vento é  hoje a tecnologia mais revolucionária na indústria naval. Enquanto no Brasil as pessoas se deslumbram com a nau que está trazendo a princesa Leopoldina para o Rio de Janeiro, na Europa a novíssima tecnologia de navios movidos a energia eólica está prestes a ser testada nos próximos dois anos.

Diferente das caravelas, que usavam velas, os navios do século XXI terão rotores de 30m de altura por 5m de diâmetro.  Com condições de vento favoráveis, os motores principais poderão ser desligados, gerando economia de combustível e redução nas emissões de gases poluentes sem afetar a programação dos navios. Mais detalhes técnicos podem ser consultados aqui e aqui.

Os cilindros altos e giratórios já foram usados ​​em embarcações menores no passado, mas o teste que será feito na Europa nos próximos dois anos é a primeira vez que alguém tenta colocá-los em um navio tão grande quanto um petroleiro de 245 metros.

A indústria naval está olhando de novo para os ventos como fonte de energia para economizar combustível: novas regras de controle da poluição marítima devem entrar em vigor em 2020, exigindo o uso de combustível com um teor de enxofre muito menor, que deve ser mais caro do que óleos combustíveis atuais.

A iniciativa é da Norsepower Oy Ltd., em parceria com a Maersk Tankers, o Energy Technologies Institute (ETI) e a Shell Shipping & Maritime.   

Licenciada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora militante do Portal Splish Splash e Administradora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal.

Compartilhar Google Plus
    Deixe o seu comentário

0 comentários :

Enviar um comentário