O Café Luso vai ter a partir desta semana quarenta artistas em residência


Quarenta fadistas e músicos em residência artística n'O Luso

Quarenta artistas, entre fadistas e músicos, vão "residir artisticamente", a partir desta semana, no Café Luso, uma das mais antigas casas de fado de Lisboa, disse à agência Lusa a organização.

O espaço fadista no Bairro Alto abriu, em janeiro último, candidaturas para "residências artísticas" orientadas pela fadista Elsa Laboreiro e pelo violista António Neto, com o propósito de "atrair novos talentos e dar experiência", como disse à agência Lusa Elsa Laboreiro.

A ideia "é recuperar, de certa forma, a prática do que eram as casas de fado antigamente, que funcionavam como uma escola, espaço de transmissão de conhecimentos", disse a fadista, referindo que o fado "é essencialmente uma tradição oral".

Os 40 escolhidos irão atuar até ao final do ano naquele espaço, onde, entre outros, gravaram as fadistas Amália Rodrigues e Cidália Moreira.

Cada residência artística tem a duração de cerca de um mês, em que cada artista atua pelo menos uma vez por semana, explicou Elsa Laboreiro.

"Eles e elas ganham estaleca e têm-se saído bem, pois não é qualquer um que canta n'O Luso", disse, sublinhando que "esta é uma casa de referência no universo fadista", disse à Lusa Elsa Laboreiro.

A fadista realçou à Lusa que destas residências "têm saído valores e algumas pessoas já se profissionalizaram".

Os finalistas são os fadistas Tiago M. Guerreiro, Célia do Carmo, Armindo Reis, Cláudia Estrela, Sofia Ferreira, Marlene Vilanova, Isilda Andrade, Miguel Fernandes Soares, Vitória Leuca, Joel Moriano, Armando Rosa, Sérgio das Neves, Cristina Piedade, Catarina Metello, Susana Cardoso, Alexandre Correia, Fernando Alves, Jonas Lopes, João Pombinho, Fátima Garcia, Sandra Rodrigues, Ana Pacheco, Carlos Manuel Pinto Barroso, Mariana Andrade, Pedro Martins e Mário Coutinho.

Do grupo de finalistas fazem ainda parte Luís Manuel (guitarra e voz) e os violistas José Carlos Carreiro e Hugo Dinarte Rodrigues Silva.

Todos os escolhidos vão trabalhar com o elenco artístico d'O Luso que é constituído pelos fadistas Elsa Laboreiro, Yola Diniz, Catarina Rosa, Filipe Manuel Acácio e Cristiano de Sousa, e os músicos António Dias, na guitarra portuguesa, António Neto, na viola, e Jorge Carreiro, no contrabaixo.

As residências artísticas realizam-se há quatro anos no Café Luso, que tem sido, ao longo dos anos, palco de apresentação de novos talentos, onde se realizaram, entre outros, os concursos Primavera do Fado que, em 1938, foi ganho por Márcia Condessa, e, em 1957, por Natalino Duarte, ou o concurso "Rainha das Cantadeiras e Ases do Fado", também na década de 1950.

O Café Luso abriu portas em 1927, na avenida da Liberdade, em Lisboa, e, em 1939, passou a ocupar as cocheiras e celeiro de um antigo palácio do século XVII, na travessa da Queimada, no Bairro Alto.

in-http://www.noticiasaominuto.com

Licenciada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora militante do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal.

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