08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Dorina Nowill, uma mulher cega que transformou (e transforma) a vida de milhares de pessoas com deficiência visual

 
Alba Bittencourt
Portal Splish Splash


Em 08 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher e após conquistas diversas, a mulher tem lutado para garantir seu espaço em diferentes cenários sociais e muitas são exemplos de luta e superação. Em tempos em que o feminismo e a luta das mulheres ganham as ruas, as redes sociais e a imprensa, vale fazer notável uma mulher que há 71 anos faz a diferença na vida de brasileiros com deficiência visual e que dedicou a maior parte da sua vida à inclusão de pessoas cegas e com baixa visão. 


Ela é Dorina de Gouvêa Nowill, que aos 17 anos ficou cega e logo começou uma jornada pela independência e autonomia de pessoas com deficiência visual no Brasil. Ao decidir que a perda da visão não a deixaria à margem da vida e dar continuidade aos estudos, Dorina se dedicou à temática da deficiência visual e deu início aos trabalhos da Fundação do Livro para o Cego no Brasil, em 1946.
Com a ajuda de colegas que liam para ela, aprendeu o braille, tornou-se a primeira aluna cega a seguir um curso regular para formação de professores no Brasil, graduou-se e, tendo como ideal a garantia de direitos da pessoa cega e com baixa visão na sociedade. Em 1991, a instituição criada por ela e amigas voluntárias tornou-se a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que em 11 de março completa 71 anos.

Dorina faleceu em 2010 e deixou um legado. A instituição mantém sua atuação e tem aperfeiçoado seu atendimento, buscado atender a mais pessoas cegas ou com baixa visão e garantir que este público, sua família e a sociedade como um todo perceba a pessoa com deficiência visual como um integrante independente, autônomo e com poder de escolha. 

Para conhecer mais de Dorina Nowill, há duas publicações:

“...E eu venci assim mesmo” (R$30)
Autor: Dorina de Gouveia Nowill

Autobiográfico, o livro relata a história desta brasileira que criou a primeira Fundação para o Livro do Cego no Brasil. Hoje, às vésperas de 71 anos de atuação, a Fundação Dorina Nowill para Cegos atende a mais de 1100 pessoas com deficiência visual por ano, visando facilitar a inclusão delas na sociedade.

Dorina Nowill, Um relato da luta pela inclusão social dos cegos
Autor: Luiz Roberto de Sousa Queiroz
 

Versão impressa (R$50)
Audiolivro (R$40), com a voz de Nilcéia Parize
Impresso + audiolivro (R$ 100)

O jornalista Luiz Roberto de Sousa Queiroz não conta apenas as lutas de uma pessoa com deficiência visual, registradas por Dorina em sua autobiografia “...E eu venci assim mesmo”, mas relata a história de uma decisão corajosa. É o depoimento inédito de como Dorina sentiu que sua criatura, a Fundação Dorina Nowill para Cegos ficou maior que a criadora, tão importante para as pessoas cegas e com baixa visão e para o Brasil. A obra relata como, ao contrário dos que se aferram a seus cargos, Dorina convocou as amigas para deixarem a Diretoria, ela mesma abandonando o comando da entidade que criou, para convencer empresários de sucesso e administradores profissionais a assumirem sua causa. Dessa maneira, contribuiu decisivamente para a inclusão de milhões de pessoas cegas. Essa obra comprova que, como sempre, Dorina tinha razão.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos 



A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha há 70 anos pela a inclusão de pessoas cegas e com baixa visão em todo o Brasil. A instituição promove a autonomia e independência das pessoas com deficiência visual e busca garantir acesso à cultura e informação por meio de serviços especializados e gratuitos. www.fundacaodorina.org.br | www.facebook.com/fundacaodorina
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