Vovó britânica devolve relíquia arqueológica de 4500 anos

Thelma Bishop e Adam Patridge, que a ajudou a identificar o tesouro
Crédito: AA Photos

Por cinco décadas, Thelma Bishop adornou sua casa uma peça tão antiga quanto as pirâmides

Nos anos 60, a então jovem e aventureira Thelma Bishop passeava pelas ruínas de Éfeso (atual Selçuk, Turquia) quando topou com uma barraquinha de suvenires. Ela se encantou com um aparentemente banal jarro de cerâmica de 26,5 cm de altura e levou para casa. 

Por cinco décadas, a peça servindo de decoração na casa de Thelma, sem que ninguém tivesse sequer notado qualquer coisa diferente a respeito dela. Até que ela resolveu se desfazer do jarro, levando-o à casa de leilões de Adam Patridge. 

Qual não deve ter sido sua surpresa quando Jason Wood, o funcionário responsável pela avaliação, afirmou que ela estava diante de uma relíquia legítima. De 4500 anos, mais ou menos a mesma idade da Pirâmide de Quéops.

O jarro pertence à cultura Yortan, do começo da Idade do Bronze, um povo ainda misterioso que precedeu em muitos séculos a presença de gregos e turcos na região.

Wood recomendou à Thelma que devolvesse a relíquia para a Turquia, e foi exatamente o que ela fez, sem pedir nenhum dinheiro, através da embaixada do país. Que, para além do "muito obrigado", assim se manifestou: "o retorno do jarro Yortan é significativo em termos de conscientizar as pessoas sobre sobre a luta internacional da Turquia e outros países contra a exportação ilegal de propriedade cultural por meio de empresas de leilões e outros países". 

Segundo autoridades da Turquia, a peça irá para o Museu das Civilizações da Anatólia, em Ankara.

 In:http://aventurasnahistoria.uol.com.br

Carmen Augusta

Sobre a autora

Carmen Augusta - Administradora e Redatora do Portal Splish Splash. Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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1 comentários :

  1. "Wood recomendou à Thelma que devolvesse a relíquia para a Turquia". Em vez de "devolvesse", talvez a expressão "doasse" seja a mais adequada, porquanto a peça não foi roubada mas sim comprada. Acho esta história muito estranha. Um avaliador de uma Leiloeira dar o conselho que deu, imagino que deve fazer isso todos os dias com tantas peças de proveniência duvidosa que lhe devem aparecer. E, a ser assim, admira-me como a Leiloeira para a qual trabalha ainda não foi à falência. Em relação à Turquia que viu a peça devolvida ou doada, nem quero acreditar que se tenha ficado apenas por um "muito obrigado". Mas enfim...

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