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sábado, 31 de Julho de 2010

Erasmo Carlos - 50 anos de Rock


Erasmo Carlos
Sem fazer muito alarde, o nosso eterno Tremendão, Erasmo Carlos, está completando 50anos de carreira. Começou um pouco depois do seu parceiro, o Rei Roberto Carlos, é bem verdade. Mas sua trajetória singular dentro da música serviu para mostrar o quanto é inquieta a sua personalidade, sempre ligada ao autêntico rock´n roll.

Nascido em 1941 na Cidade Maravilhosa, Erasmo Esteves (seu nome verdadeiro) atuou como um coadjuvante de luxo no movimento musical que marcaria a década de 60: a Jovem Guarda. Formou um trio com Roberto Carlos e Wanderléa que se tornaria símbolo do programa semanal que embalaria as jovens tardes de domingo. Impossível deixar de lembrar de suas performances ao vivo, dedilhando a corrente como se estivesse tocando uma guitarra, com as mãos cheias de anéis.Sua gravação de Sentado a Beira do Caminho (composta em parceria com Roberto Carlos)acaba sendo marcada como o canto do cisne da Jovem Guarda. Foi tão marcante que até hoje ele é obrigado a cantar essa composição em seus shows.

No início dos anos 70, acontece uma guinada corajosa em sua carreira musical. Em 1971 grava o antológico álbum Carlos, Erasmo, que traz uma sonoridade diferente daquela que ele desenvolvia na Jovem Guarda. Inclui canções de Caetano Veloso, Taiguara e faz uma bela releitura de Teletema, canção de Antonio Adolfo (autor de Sá Marina).A partir daí ele lançou discos cada vez mais densos (A Banda dos Contentes foi um exemplo). Mas jamais perdeu o bom humor e a descontração que tanto marcaram a sua carreira. O Tremendão explorava sons da MPB, inspirado por nomes como Chico Buarque. E ganhava cada vez mais o respeito da crítica ao compor canções que defendiam temas sérior, como a preservação do meio ambiente. Isso em uma época que o termo ecologia ainda era algo abstrato para o público em geral.



Sua apresentação equivocada na primeira edição do Rock´n Rio, em 1985, não conseguiu manchar a sua carreira. O próprio produtor do evento, o empresário Roberto Medina, admitiu que foi um erro coloca-lo junto com grupos como AC/DC e Iron Maiden. O público jamais ia aceitá-lo ali.Hoje em dia o Tremendão tem lançado álbuns bem cuidados, que têm no rock a sua principal fonte de inspiração. Se o Rei Roberto se atirou de cabeça na música romântica, Erasmo serviu como o fiel da balança, mantendo o pé firme no rock e experimentando novas sonoridades.Não foi por acaso que o nome do seu disco mais recente, gravado em 2009, acabou sendo batizado apenas como Rock´n Roll. E é imperdível.



O Tremendão continua cantando como nunca. Brinca de Raul Seixas na canção Cover (Sou um cover de mim mesmo...), retoma a questão ambiental (Chuva Ácida) e associa a figura da guitarra com a da mulher (A guitarra é uma mulher).Erasmo Carlos podia ter se acomodado ao lado da parceria com Roberto Carlos. Mas não fez isso. Continuou desenvolvendo sua carreira solo com integridade e, acima de tudo, autenticidade. Ele é sempre lembrado como o verdadeiro Pai do Rock Nacional. Aquele que nunca abandonou o estilo, mesmo tendo explorado outras sonoridades.

Quem quiser ouvir uma prévia do seu último disco pode acessar o site oficial do Tremendão (www.erasmocarlos.com.br), que fornece ainda outras informações sobre o seu trabalho mais recente. Ou então ler a sua divertida autobiografia, intitulada Minha Fama de Mau (nome de um de seus hits dos anos 60).Escolhi postar o vídeo da faixa de abertura de seu último disco. E que por sinal é um dos grandes momentos do CD. Vida longa ao nosso Tremendão.

Luiz Gomes Otero

Erasmo Carlos - "Jogo Sujo" - Clipe Oficial



Roberto Carlos - Detalles (1989)



PARA MUCHOS, ESTA ES LA MEJOR CANCION DEL GRAN ROBERTO CARLOS

Roberto Carlos fará dois shows no Recife em setembro

Apresentações do Rei serão dias 10 e 11, no Chevrolet Hall



O Rei já tem data certa para voltar ao Recife. Dias 10 e 11 de setembro, Roberto Carlos aporta no Chevrolet Hall com o show Roberto Carlos Orquestra e Coral, até então apresentado apenas no exterior. O show marca seu retorno aos palcos pernambucanos após a morte de Lady Laura, mãe de do cantor imortalizada em música, que faleceu aos 96 anos em abril passado.

Para as duas noites de apresentações estão à venda ingressos apenas para mesa e camarote. Não haverá pista. Os valores de mesa para quatro pessoas variam de R$ 800 a R$ 1.400. Os camarotes para dez pessoas custam R$ 2.500 (1º piso), R$ 2.300 (2º piso) e R$ 2 mil (3º piso).


JC Online
29-07-2010

sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Portugueses no Brasil hoje




Por: Carlos Alberto Alves
Email: jornalistaalves@hotmail.com


Portugueses virados para a indústria da panificação

Curiosamente, encontro no Brasil aspectos semelhantes aos de Angola, inclusive o paisagismo. Quantas vezes já disse isso quando passo em sítios que me fazem recordar a nossa ex-Província Ultramarina. É de todo inquestionável que os portugueses são trabalhadores quando saem do seu país, servindo de paradigma aqueles que rumaram para os Estados Unidos, Canadá e Brasil. De Angola, também marcaram presença relevante no comércio, por exemplo. Era assim o destino da maioria dos civis, como eram conhecidos junto das Forças Armadas. Lembro-me, nomeadamente, de um civil que tinha uma mercearia-bar em General Machado (Camacupa) e que era da Calheta, São Jorge. Sempre que podia, lá ia bater um “papo” com este nosso conterrâneo, de nome Francisco. Muitas vezes ia comer uma “galinha de fricassé”, especialidade da casa. Mas, como o mundo é pequeno, no primeiro Festival de Julho, realizado na Calheta, e que lá estive ao serviço de A União, encontrei esse mesmo cidadão que, após regressar de Angola, logo a seguir ao processo de Independência, rumou para a sua terra, concretamente para a Calheta. Óbvio que festejamos esse nosso reencontro com uma “fresquinha” da ordem.
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Ao invés do que se passa nos Estados Unidos e no Canadá, para apenas citar estes dois países de acolhimento à emigração portuguesa, no Brasil a esmagadora maioria dos portugueses viraram-se para a indústria da panificação e, também, açougueiros – em Portugal diz-se talhantes -. Mas é nas padarias que se encontram mais portugueses emigrados para o Brasil há muitos anos. Sempre ouço dizer: aquela padaria é de português. Vou para outra localidade, o mesmo blá-blá, ou seja, padarias de portugueses. E, na verdade, é nas padarias onde, ultimamente, tenho feito algumas amizades com portugueses, a última das quais com o senhor Manuel (mais um Manel para a minha já extensa lista de amigos com esse nome), natural de Aveiro e que sempre nos fala da sua terra com um enorme entusiasmo. E eu, guloso como sou, vou replicando: quando aqui chegam os saborosos ovos moles? Há a promessa de que, brevemente, na sua (e nossa como cliente) padaria vamos ter esse doce divino. Mais um dado curioso: o amigo Manuel de Aveiro, tal como eu, é simpatizante do Sporting Clube de Portugal e do Clube de Regatas Vasco da Gama. Neste último domingo (dia 25), no meio da lufa-lufa na padaria (é dia de vender muitos frangos de churrasco. Ainda não chegou aqui o “frango Roberto”), falamos da vitória do Vasco na noite do dia anterior, ante o Atlético Goiano que, na ronda anterior, tinha batido o líder Corinthians, sem apelo nem agravo. E como ele não tem muito tempo para entrar na internet, sempre lhe passo algumas informações sobre o Sporting, a mais recente de que o Sporting tinha vencido o Manchester City e que o Liedson, aqueceu, aqueceu, e não entrou no jogo. Ele que gosta muito do Liedson. Eu prefiro o saboroso pão da sua padaria. E que venha agora os ovos moles de Aveiro. A propósito destes, lembro-me que, em 1991, quando o Nacional da Madeira e o Beira-Mar se defrontaram no Estádio de São Miguel (por interdição do estádio do Nacional, então treinado por Manuel de Oliveira), o presidente do Beira Mar, Vieira da Silva, no almoço com os jornalistas no Hotel São Pedro, ofereceu algumas caixas de ovos moles aos presentes. Eu trouxe duas caixas, uma na qualidade de chefe de redacção do Jornal do Desporto e a outra como correspondente de “A Bola” nos Açores, uma vez que também fui trabalhar para “A Bola”, fazendo a reportagem de cabinas. Sempre ganhei alguma vantagem em relação aos restantes colegas.

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Matéria gentilmente enviada pelo autor, amigo do Splish Splash


Fafá de Belém - Amor Cigano



Em 1989, Fafá atinge novamente o sucesso ao lançar o álbum entitulado "Fafá". Esse é o vidio-clip de "Amor Cigano", tema integrante desse álbum.

Os portugueses adimiram muito a cantora Fafá de Belém e eu sei o quanto o nosso querido Mindo e administrador do blog também gosta.

Este poster é dedicado com todo carinho ao meu patrãozinho Mindo.



Ternura - Roberto Carlos


Música romântica de Roberto Carlos - na época da Jovem Guarda

Sara Tavares - Chamar a música (Portugal ESC 1994)

Sara Tavares



Sara Tavares (Lisboa, 1 de Fevereiro de 1978) é uma cantora e compositora portuguesa com ascendência cabo-verdiana. A música que ela interpreta é definida como world music.

Sara ganhou a final da 1ª edição (1993/1994) do concurso Chuva de Estrelas da SIC onde interpretou um tema de Whitney Houston.

Foi convidada por Rosa Lobato de Faria para participar no Festival RTP da Canção de 1994 com a canção "Chamar a Música". A canção recebeu o máximo de pontuação de todos os jurados, ganhando assim um lugar no Festival Eurovisão da Canção de 1994, onde alcançou a 8ª posição.

Em 1996 editou o seu primeiro disco que contou com a colaboração do coro Shout, além de gravar a música "Longe do Mundo" (uma adaptação de "God Help The Outcasts, de Heidi Mollenhauer), para o filme da Disney, O Corcunda de Notre-Dame, que viria a merecer uma menção honrosa da Disney como a melhor versão, sem contar com a inglesa, da canção.

Na Expo'98, Sara Tavares participou no espectáculo de tributo a Gershwin, ao lado da Rias Big Band Berlin.

Colaborou entretanto no grande sucesso da banda Ala dos Namorados, "Solta-se o Beijo" .

Em 1999 editou o álbum "Mi Ma Bô", um disco mais maduro e com mais ligação às suas raízes.

O álbum "Balancê", editado pela World Connection, em Novembro de 2005, foi considerado um dos melhores álbuns do ano por parte da critica, tendo alcançado o disco de ouro.

Com a canção "Bom Feeling", do álbum "Balancê", Sara Tavares dá a cara pelo Millenium BCP. Através da campanha, num investimento de 3 milhões de euros, 40 mil CDs da cantora foram distribuídos aos clientes do banco.[1]

Em 2008 é lançado o DVD "Alive in Lisboa". No ano de 2009 regressa aos originais com o álbum "Xinti".


A noite em que alguns rapazes mudaram a música

Caetano Veloso

Uma Noite em 67 usa o III Festival da Canção para mostrar o surgimento da Tropicália e traz boas entrevistas com os principais personagens daquele acontecimento



DOCUMENTÁRIO


UMA NOITE, UM GRUPO de pessoas se organizou para vaiar Roberto Carlos. Uma noite, Gilberto Gil teve medo de se apresentar. Uma noite, inventou-se um movimento. Uma noite, isso tudo aconteceu no III Festival da Record, agora tema do documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil.

O filme mostra a apresentação de seis canções – as cinco primeiras colocadas e “Beto Bom de Bola” (de Sergio Ricardo, que nessa noite atirou o violão na plateia). Nas entrevistas feitas à época, o clima é de informalidade e amadorismo. Em uma dessas, Roberto Carlos aparece para contar uma piada; em outra, Randall Juliano apresenta Chico Buarque com “um dos rapazes que deram uma grande contribuição para a música”.

O período político está presente apenas em menções dos entrevistados e nas músicas (no caso, “Ponteio”, a ganhadora, interpretada por Edu Lobo e Marília Medalha, e “Roda Viva”, por Chico e MPB-4). E isso faz bem ao filme: ao deixar claro que se estava sob ditadura militar, mas sem fazer do assunto o centro das atenções, o documentário se exime do didatismo de uma informação de conhecimento obrigatório e coloca o foco nas mudanças comportamentais e culturais.


As entrevistas atuais entram costurando cenas de arquivo. Roberto Carlos conta que nunca soube que havia uma vaia organizada. Caetano Veloso fala do surgimento da Tropicália. Chico conta que ia às reuniões, mas nem se lembra do que se passava nelas (e faz gesto de quem bebia muito) e que se sentiu só quando, aos 23 anos, passou a ser chamado de velho, enquanto os tropicalistas representavam a cultura jovem. Gil diz que “o Tropicalismo foi uma fase agônica da minha vida musical”. Edu conta do sentimento de ser como um cavalo de corrida em que pessoas faziam apostas. E se o saudosismo pode mover o público, não é esse o sentimento dos músicos. Caetano diz que só sente falta da juventude física. Chico diz que se vê em fotos antigas e apenas pensa: “que bonitinho”.

O filme é excessivamente tradicional em seu formato, mas tem o mérito de não se posicionar na polarização do passado, de trazer boas entrevistas, de incluir pequenas coisas – como a piadinha de Roberto ou um comentário sobre cílios postiços – que revelam muito do período e das pessoas.

(Livre)

quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Roberto Carlos atrai recorde de sambas para o carnaval de R$ 8 milhões da Beija-Flor


Cantor será enredo da escola em 2011 e a disputa pelo samba-enredo deve passar de 120 músicas inscritas até esta segunda-feira, 2 de agosto

Roberto Carlos sempre foi a trilha sonora preferida de casais apaixonados. E agora está dando samba. Desde que a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis comunicou, no dia 5 de maio, que o cantor seria o enredo do próximo carnaval, viu-se um fenômeno único na ala de compositores da agremiação. Até o momento são exatos 91 sambas-enredos inscritos para o concurso que escolherá a letra oficial do ano que vem. Número que deverá chegar a pelo menos 120, segundo o vice-presidente da ala dos compositores da escola, Jorge Veloso. Todo mundo quer cantar a vida e obra de Roberto no enredo “A simplicidade de um Rei”, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Victor Santos e Ubiratan Silva, sob a batuta do diretor de carnaval Laíla.

Para efeito de comparação, em 2010, quando a escola levou para a Marquês de Sapucaí enredo sobre os 50 anos de Brasília, 49 letras competiram no período de agosto a outubro, quando acontecem as eliminatórias do samba na quadra da agremiação. Em outra escola, a tradicional estação Primeira de Mangueira, a ala de compositores só recebeu, até o momento, 35 inscrições para o desfile de 2011. O enredo por lá, também com temática musical, é uma homenagem ao poeta Nelson Cavaquinho.


Segundo cálculos da escola de Nilópolis, cada samba tem uma média de cinco compositores. Não se pode inscrever mais de uma letra por ano. Isso dá quase 500 pessoas compondo em torno de um só tema: o Rei. Intérprete oficial da azul e branca há 33 anos, Neguinho da Beija-Flor chegou a pensar na possibilidade de voltar a compor para a escola e se inscrever na disputa, que promete ser a mais acirrada na história da agremiação. Mas voltou atrás. Uma das mais marcantes vozes da Sapucaí, caberá a Neguinho cantar a homenagem ao Rei. “Tenho um acordo com a diretoria de não disputar, e isso já dura 15 anos. Deixo para os mais jovens”, diz o intérprete, que conta sobre o clima da comunidade.


“A expectativa é grande, todo mundo está vibrando. Roberto Carlos é unanimidade. Vai ser muita emoção. A comunidade está feliz com isso, temos excelentes sambas na disputa. Já andei ouvindo algumas letras e posso garantir que pelo menos quatro são excelentes. Vai ser uma das mais difíceis disputas dos últimos tempos”, avisa Neguinho.
O desfile, mesmo sem patrocínios confirmados, está orçado em valores apoteóticos. “Vamos gastar pelo menos uns R$ 8 milhões, ninguém gasta isso. Vamos fazer um carnaval com todo o luxo que o Rei merece”, afirma o diretor de carnaval Laíla. A Beija-Flor terá 17 alas comerciais, de um total de 49. O preço médio das fantasias será de R$ 800, o mesmo desse ano. “As roupas estarão mais leves. Mas não haverá mulheres nuas no enredo”, garante o dirigente.

“Quero que vá tudo para o inferno” vetado

Apesar de nenhum dirigente da escola confirmar a informação, especula-se que Roberto tenha pedido que a homenagem seja restrita à sua carreira musical, sem citar qualquer apelo pessoal. Na sinopse entregue aos compositores, escrita em primeira pessoa pelos carnavalescos, há várias menções a canções famosas do cantor. “Me leva meu sonho em viagem, por uma estrada colorida, onde o tempo

Logotipo do enredo da Beija-Flor
pede passagem e carrega, em sua bagagem, as lembranças que eu trago da vida. E lá vou eu, bem longe, além do horizonte, vivendo esse momento lindo, a reconstruir meu castelo de sonhos entre emoções, como quem chora sorrindo”. Não estão incluídos na sinopse versos como “quero que vá tudo para o inferno”, ou “o bem e o mal existem”, que Roberto excluiu de seu repertório
Jorge Veloso analisa esta fase da escola como uma mudança radical do que se esperava da azul e branca.


“A direção pediu um samba mais alegre, mais leve, diferente do que vínhamos apresentando. Queremos uma maior comunicação com as arquibancadas. É uma mudança significativa no jeito Beija-Flor de fazer carnaval”, diz Veloso. Um dos autores do samba do carnaval 2010 e famoso compositor da escola, Picolé está animado com a repercussão em torno dos preparativos do desfile. “A Beija-Flor está dando uma grande guinada em relação aos anos anteriores. Vínhamos fazendo sambas como antigamente, mas agora vamos tentar conquistar a todos, como tão bem faz o nosso homenageado”, conta o sambista.

Capricho em respeito ao Rei

Um dos compositores sempre favoritos na escola de Nilópolis, Claudio Russo venceu nos anos de 2004, 2007 e 2008, exatamente quando a Beija-Flor faturou campeonatos. Para este ano, ele afirma que a dedicação à letra está tirando o seu sono. “Está difícil fazer a letra. Roberto Carlos é a figura mais popular da nossa cultura, não podemos fazer qualquer coisa para ele. Tem que ter dedicação e capricho. Por isso mesmo adiamos a entrega da letra para o último dia, até lá vamos dar os retoques finais”, diz Claudio, que prevê uma disputa acirrada em torno do enredo. “O assunto acaba atraindo muita gente. Não só porque a escola permite que qualquer brasileiro participe da seleção, mas também porque um samba sobre Roberto vai ser bastante executado na mídia”, prevê o compositor que assina a letra com outros cinco parceiros.


Para a “candidatura” de um samba, se gasta em média R$ 20 mil. Neste valor estão incluídos o aluguel de estúdio, compra de bandeirinhas e gorjeta para torcida, confecção de camisas e contratação de um intérprete para defender o samba nas eliminatórias da quadra. Caso vençam, os compositores dividem entre si os lucros pela comercialização da letra. “Tira o prejuízo e coloca algum no bolso. Não é investimento, não é algo rentável. Com o enredo sobre Roberto Carlos, é provável que seja mais lucrativo. Mas depois que inventaram a pirataria, não dá para se esperar muita grana”, diz Claudio Russo.
Caberá a uma comissão formada por integrantes da escola decidir o vencedor. Representantes da ala das baianas, da velha guarda, da bateria, da presidência e os próprios carnavalescos irão opinar sobre cada uma das letras.

“Homenagem justa e necessária”

O interesse criado em torno do enredo só comprova que o rico acervo musical rende tema para o carnaval. É o que defende o historiador e produtor musical Ricardo Cravo Albim. “As escolas cantam, às vezes, assuntos que não têm nada a ver com nossa vivência. Quando personagens populares, como é o caso do Roberto, são bem-vindos, o interesse é realçado pelo público e pela ala de compositores”, explica.

Ainda segundo Ricardo, mesmo que Roberto Carlos não tenha um repertório voltado ao samba, sua trajetória musical lhe confere a homenagem. “Eu não diria que Roberto tenha ligação com o samba, mas com os produtos paralelos gerados por ele. A Jovem Guarda não tem conexão com este universo, é claro. Mas a canção romântica brasileira sim, como, por exemplo, o samba canção. Além disso, Roberto abrigou pessoas de samba nos seus programas de TV. Ele é um elo da música popular. A homenagem é justa e necessária. Roberto é, acima de tudo, um cantor brasileiro fundamental. Seria até ótimo se ele fosse mais do samba”, diz o historiador.

Cantor vai à quadra da escola

A paixão do cantor pela escola já é de longa data. No último especial de final de ano da TV Globo, Roberto convidou a bateria, passistas, mestre-sala e porta-bandeira e o intérprete para se apresentarem junto a ele. No carnaval de 2009, aceitou o convite de Neguinho para ir à Sapucaí presenciar seu casamento em pleno desfile. Ovacionado pelas arquibancadas, Roberto Carlos assistiu a tudo com um sorriso no rosto. Mas esta não será a primeira vez que ele pisará na Sapucaí como o personagem principal da festa. Em 1987, o cantor foi enredo da Unidos do Cabuçu, escola do grupo de acesso.


A primeira fase das eliminatórias do samba de 2011 começa no dia 2 de agosto, a partir das 21h, na quadra. Até o dia 9 todos os sambas inscritos irão se apresentar, já havendo cortes diários. Ainda não foi definida a data da final. “Tem gente que gosta de manter o fator surpresa e só vai entregar a letra no último dia. Ou seja, este número de inscritos tende a aumentar ainda mais. Vai passar dos 120 sambas, com certeza”, prevê o vice-presidente da ala de compositores.

Ainda na fase de negociações, após o carnaval deste ano, ficou acertado que haveria um show de Roberto na quadra da escola, para que ele possa ter contato com a comunidade. Procurada pela reportagem, a assessoria do cantor informa que não sabe ainda a data que ele deve comparecer à Baixada Fluminense. Como forma de comprometimento com o desfile, o cantor prometeu visitar a quadra no dia de uma das eliminatórias do concurso de samba-enredo. Mais um motivo para que os fãs de Roberto vistam a fantasia de compositores da Beija-Flor.

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura

Veja a transformação física do rei Roberto Carlos





















Lusofonia e cultura indígena são alguns dos destaques da FTD



A Editora FTD participa, em grande estilo, do maior evento literário do país. Com a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo às portas, a FTD que destaca como principais temas do evento as culturas africana e indígena surpreende os visitantes com seus lançamentos e atividades.

Em sintonia com a lusofonia, um dos principais assuntos da Bienal, a FTD apresenta a obra infantil Em Angola tem? No Brasil também! do folclorista Rogério Andrade Barbosa, e ilustrações de Jô Oliveira. Esse é o segundo livro produzido em parceria pela dupla, que viajou à cidade de Luanda em 2008 participando de oficinas e palestras com crianças e educadores da região.


O indígena Elias Yaguakãg autografará o livro Aventuras do Menino Kawã, seu primeiro trabalho como autor e ilustrador. Também estarão no estande os indígenas Daniel Munduruku e Yaguarê Yamã, contando histórias e fazendo oficinas de ilustrações da cultura indígena.

Serão mais de trinta atividades para o público infantil no estande da editora, entre autógrafos, oficinas de máscara africana e colares indígenas, danças africanas e indígenas, pinturas, exposições e ainda a participação do coral formado por 25 crianças do povo Guarani.

Para um bate-papo com os leitores estarão as escritoras Inês Daflon e Maria Lúcia Daflon, apresentando a obra Órfãos de Haximu. O jovem escritor de 15 anos Jonas Worcman de Matos também marca presença. Ele lança o livro Show de Bola com poemas sobre futebol, em parceria com seu pai José Santos.

A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece entre os dias 12 a 22 de Agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

(Redação - Agência IN)
29-07-2010

Fox Lança caixa com 20 títulos de Wood Allen

Wood Allen



Dois dos três filmes de Woody Allen que o diretor norte-americano mais gosta estão na caixa que a Fox Home Entertainment lança esta semana com duas dezenas de suas melhores obras, do ultrajante "Bananas" (1971), crítica mordaz ao radicalismo de guerrilheiros latinos, ao intelectual "Melinda e Melinda" (2004), passando por "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (1977), "Zelig" (1983), "Setembro" (1987) e "Neblina e Sombras" (1991). Os dois filmes anteriormente citados como os favoritos de Allen são "Memórias" (1980) e "A Rosa Púrpura do Cairo" (1985). O terceiro da lista não está na caixa: é o recente "Match Point" (2005).

A seleção da Fox contempla grandes momentos da carreira do diretor e os títulos podem ser adquiridos separadamente. Todos tiveram seus preços reduzidos para venda individual, de R$ 24,90 para R$ 19,90. O box completo com os 20 títulos custa R$ 249,90. Embora não tragam extras adicionais às cópias que circulavam anteriormente (Allen jamais grava extras ou revê seus filmes), os títulos justificam o investimento. De alguma forma, eles sintetizam uma carreira de mais de 40 anos no cinema, marcada sobretudo pela experimentação - há tanto a screwball comedy, em que vale tudo ("O Dorminhoco", 1973), como o intimista exercício bergmaniano de "Interiores" (1978), incluindo incursões nostálgicas na biografia do realizador e no passado histórico americano - "A Rosa Púrpura do Cairo" (1985) e "A Era de Rádio" (1986).

Em todos esses filmes, as mudanças de registro são exercícios de um intelectual que fez do cinema uma espécie de laboratório de gêneros - da comédia escrachada ("Bananas") ao melodrama ("Simplesmente Alice", 1990), esbarrando no horror moderno (o do serial killers em "Neblina e Sombras"). Esse fio tênue que separa os gêneros, aliás, é discutido em "Melinda e Melinda", em que Allen conta uma mesma história em duas diferentes versões, uma cômica e outra séria. Essa mudança de perspectiva é orientada pelas duas maiores fixações de Allen, o soturno Ingmar Bergman e o festivo Federico Fellini.

Já "Memórias" inaugura outra fase de Woody Allen nos anos 1980, a dos filmes com reminiscências da infância e da adolescência. Esse filão rendeu filmes engraçadíssimos como "A Era do Rádio" (1987) e "Broadway Danny Rose" (1984). Muitos defendem que foi a época de ouro de Allen, mas, a considerar seu último filme, "Tudo Pode Dar Certo", ele ainda está em plena forma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://Yahoo.com/noticias





"Acabou de conhecer um novo homem maravilhoso, ele é fictício, mas você não pode ter tudo"

Clássica comédia Woody Allen (1985).

quarta-feira, 28 de Julho de 2010

A MPB na memória

Tarcísio Faustini ao lado de seu filho Vinícius Faustini, jornalista e escritor,
em sessão de autógrafos no âmbito do lançamento do livro "Diário de um salafrário" - Vitória, Outubro/2009




A Gazeta

Tiago Zanoli
tzanoli@redegazeta.com.br



Ao entrar no apartamento onde vivem Tarcísio Faustini e sua família, a primeira coisa que se vê é um painel com fotos de grandes artistas da música brasileira e de nomes expressivos da cultura local. De cara, o anfitrião desafia o visitante a reconhecer as pessoas ali retratadas, entre as quais estão Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Maysa, Afonso Abreu e Luiz Paixão. A três passos, está a sala de estar, decorada para se parecer com um barzinho. No canto, chamam a atenção um violão Ibanez, um gramofone antigo e outro painel, com o poema “Canto Brasileiro”, de Paulo César Pinheiro.

Nesse ambiente charmoso, Faustini, que completa hoje 60 anos, recebeu o Caderno 2 para um bate-papo no qual relembrou momentos marcantes de sua trajetória – mais da metade dela dedicada a pesquisar e divulgar a música brasileira. São 17 anos à frente do programa “Domingo Brasil”, na rádio Universitária FM, mas sua paixão pela música nasceu bem lá atrás, em meados da década de 50.

A memória leva Tarcísio ao distrito de Guaraná, em Aracruz, por volta de 1956, quando a televisão engatinhava no país, e o rádio era o principal veículo de comunicação. “A Rádio Nacional era a Rede Globo da época. O mundo era atualizado via rádio”, conta ele, que se recorda com saudade dos programas de auditório, nos quais cantores e músicos apresentavam-se ao vivo, com arranjos orquestrados.

Vozes
Aos ouvidos de Faustini, as primeiras canções chegaram nas vozes de Marlene, Emilinha Borba, Angela Maria, Ivon Curi e Cauby Peixoto, grandes ídolos daqueles tempos. “Era encantador ouvir isso naquele aparelhinho. Era um evento social, as pessoas se reuniam para ouvir. As amigas da minha mãe iam lá para casa ouvir rádio-novela.”

Ele se mudou para Vitória em 1963 e morou no Centro, onde havia bons cinemas e bares como o Britz – pontos de encontro da juventude. Naquela década, a televisão já ganhava força. Por aqui, a TV Vitória (então vinculada aos Diários Associados de Assis Chateaubriand) veiculava extensa programação musical, na qual se apresentavam artistas locais como Virginia Klinger, Rose Valentim e Antonio João.

“Havia um programa chamado ‘Clube dos Brotos’, comandado por Fernando Beresford, no qual as pessoas se apresentavam fazendo mímicas, dublando canções de sucesso. Havia um sujeito que imitava Ray Charles, usando óculos escuros. Muita gente achava que eram eles mesmos quem cantavam (risos).”

Foi com a era dos festivais, a partir de 1965, que Faustini começou a pesquisar sobre música e a colecionar discos. Até então, ele se recorda, o público só conhecia as canções por meio dos cantores, ninguém pensava nos autores. “Na época, os compositores também começaram a cantar e ficaram mais conhecidos, com uma música mais elaborada, como Chico Buarque, Edu Lobo e Caetano Veloso.”

Ao mesmo tempo, tentou aprender a tocar violão... o que não deu muito certo. “Fui aluno de Maurício de Oliveira, Tião Oliveira e Elias Borges. Gostava tanto de ver Maurício tocar que não aprendi nada (risos). As aulas eram um pretexto para apreciá-lo ao violão.” Apesar de não ter dominado o instrumento, aprendeu, por outro lado, a ouvir música de outra maneira.

De lá para cá, seu repertório começou a crescer, não apenas em quantidade de canções, mas em conhecimento. Ele mergulhou na história da música brasileira e nas histórias por trás das canções. Queria se aprofundar nas questões políticas, nas críticas ao regime militar, entender as metáforas e as mensagens “escondidas” nas letras.

Reuniões
A música era moeda de troca entre os amigos, que promoviam encontros dominicais na casa de Tarcísio, no Parque Moscoso, onde trocavam descobertas e discutiam sobre música. “Eu morava em frente ao Corpo de Bombeiros. Na época da ditadura, muitas pessoas eram levadas para serem interrogadas lá, e a gente ficava ouvindo aquelas músicas chamadas subversivas na maior altura, para desespero da minha mãe (risos).”

Em 1968, Faustini ingressou no curso de Engenharia Civil, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde participou do movimento estudantil. “Todo estudante tinha que participar das passeatas ou era tachado de alienado”, conta ele, que também foi professor de cursinho. “Éramos estudantes e jovens professores. Os alunos tinham quase nossa idade. Formamos ali uma espécie de clube, que reunia todos os que se interessavam por música.”

No início da década de 90, ele foi convidado para comandar o programa “Domingo Brasil”, na Universitária FM, criado pela jornalista Conceição Soares. Amilton Garcia, então diretor da Fundação Ceciliano Abel de Almeida (FCAA) e velho amigo daqueles encontros regados a música, indicou Tarcísio.

O primeiro “Domingo Brasil” foi ao ar em maio de 1993. No início, Tarcísio não era locutor, apenas escrevia os textos e cedia os discos. “Eu sentia que a rádio estava se tornando um grande vitrolão. Não gostava quando tocavam uma música sem dar informações sobre ela. Ocorreu-me, então, a ideia de trabalhar com temas”, diz ele, mostrando o estúdio, em seu apartamento, onde grava o programa.

Garimpo de raridades na web
Nascer há seis décadas permitiu a Faustini viver momentos bastante distintos da história. Ele pôde testemunhar as transformações na música e a evolução dos meios de comunicação. Se, nos anos 50, o rádio era o único veículo que tinha ao alcance, a internet hoje oferece um volume torrencial de informações. “O melhor da web é ter acesso a gravações raras”, diz. Contudo, filho de outra geração, ele não crê que o MP3 possa substituir o disco. “Não gosto de ter músicas misturadas no iPod. É importante ter acesso ao álbum na íntegra, com encarte e ficha técnica.” Para ele, é importante saber a forma como o artista pensou a sequência das músicas e os nomes dos artistas que participaram das gravações. “Se o cara tocou caixa de fósforo em uma única música, o nome dele tem que estar lá. Acho uma falta de respeito com o artista não colocar o nome dele no disco”, completa.

Cinco discos memoráveis
1. “Edu e Bethânia” (1967). “Primeiro disco que comprei, o marco zero do meu acervo. Já conhecia o trabalho de Edu Lobo pela interpretação de Elis Regina para ‘Upa, Neguinho’, e o de Maria Bethânia como substituta de Nara Leão na peça ‘Opinião’, com uma interpretação vigorosa de ‘Carcará’. Esse disco apresentou a sofrida ‘Pra Dizer Adeus’, na qual Torquato Neto antecipava sua despedida intencional da vida, e trouxe uma Bethânia perfeitamente entrosada com os temas regionais de Edu.”

2. “Sidney Miller” (1967). “Outro dos meus primeiros discos, adquirido quando eu tinha uns 17 anos. Os festivais revelaram grandes compositores, e Sidney Miller era um dos melhores, disputando minha preferência com Chico Buarque. Pena que ele encerrou muito cedo sua carreira aqui na Terra, em 1980, mas deixou trabalhos belíssimos, principalmente nesse disco. Foi um dos precursores na citação de cantigas de roda em suas músicas, muitas gravadas por Nara Leão e pelo Quarteto em Cy.”

3. “O Importante É que a Nossa Emoção Sobreviva” (1975). “Gravado ao vivo, reuniu um grande autor de melodias (Eduardo Gudin), um poeta fértil (Paulo César Pinheiro) e uma cantora competente (Márcia), mas era mais que isso, porque representava uma postura de contestação ao regime político vigente e se tornou trilha sonora obrigatória nas rodas de violão politizadas dos anos 70 – como aquelas que aconteciam às sextas no lendário Bar Santos, na Vila Rubim.”

4. “Canções de Chico Buarque na Interpretação de Zé Luiz Mazziotti” (2002). Além do repertório menos óbvio de Chico, esse disco conta com uma das mais belas vozes que já ouvi. Traz pérolas menos conhecidas de Chico, como ‘Mulher, Vou Dizer Quanto Eu Te Amo’, e a participação do autor em ‘Cadê Você’, parceria com João Donato. A cereja do bolo é a versão em francês do próprio Chico para ‘Eu Te Amo’, feita com Tom, que virou ‘Dis-Moi Comment’.”

5. “Bruno Mangueira” (2009). “Esse disco representa tantos músicos capixabas que nos dão orgulho. Acompanho o trabalho do Bruno, guitarrista e violonista de altíssimo nível, desde quando ele fazia mestrado em violão em Campinas e participava vitoriosamente de festivais. Depois de um ótimo disco com seu Trio Azeviche, ele produziu e arranjou um disco belíssimo com suas composições – exceto por ‘Devaneio’, de Cariê Lindenberg, conhecido tema da TV Gazeta que já faz parte da memória afetiva capixaba.”

Gazeta Online

27-07-2010

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Foto publicada pelo Splish Splash

Ivete Sangalo no RJ




Por: Carlos Alberto Alves*
Email: jornalistaalves@hotmail.com


De Petrópolis, viajando pela primeira vez sob a orientação da guia turística Ester Mendonça (mostrou-se à altura da sua cotação. Não a conhecia, mas as informações que me forneceram corroboraram a sua capacidade de organização), desloquei-me para o Citybank Hall, na Barra da Tijuca, para assistir ao “show” de Ivete Sangalo, de quem sou incondicional fã. Aliás, numa entrevista concedida ao jornal Luso-Fluminense, que se publica em Petrópolis, revelei isso mesmo (também o mesmo em relação ao “king” Roberto Carlos). Inclusive, e por brincadeira, até disse que gostaria que ela se chamasse Ivete Zagalo, em homenagem ao Mário, essa velha glória do futebol brasileiro.

Perante uma plateia que vibrou entusiasticamente com o seu repertório, Ivete, constituindo um paralelismo, actuou “à-Zagalo”, apenas com uma diferença, esta: Zagalo não entrava em campo atrasado, ao invés da Ivete que iniciou o seu “show” 35 minutos depois da hora indicada, facto que motivou alguma inpaciência. Mas (há sempre um mas... para tudo), pelo seu talento e empenho no palco, ficou desde logo perdoada e, consequentemente, de mangas (e pernas também) arregaçadas, partiu para o público em delírio. Mais uma passagem memorável pelo Rio de Janeiro. É assim Ivete Sangalo. Que venha mais vezes, porque, pelo que se constatou no City Hall, os cariocas estão de braços abertos para a receber.

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* Amigo do Splish Splash.

terça-feira, 27 de Julho de 2010

Música e dança de Portugal: Póvoa de Varzim




Por Juliana Queiroz Flôres
*
Universidade Federal Do Rio de Janeiro



Introdução às Músicas do Mundo


Música e dança de Portugal: Póvoa de Varzim


Existem diversas maneiras de se reconhecer determinado lugar ou região ou país. Seja pela sua bandeira, idioma, moeda, pontos turísticos, entre outros. Mas talvez o que marque de fato a característica de cada lugar no mundo são suas manifestações populares.

Veremos a seguir no presente trabalho as manifestações culturais de Povoa de Varzim, uma cidade que se situa na região do Porto em Portugal. Analisaremos suas características por meio de sua dança folclórica e música.




Póvoa de Varzim é uma cidade portuguesa localizada no extremo noroeste da província do Douro Litoral no Distrito do Porto. Possui diversas fontes de renda tendo como destaque a pesca e a agricultura que permitiram o desenvolvimento da cidade e a inspiração para suas músicas e danças.

A Música de Póvoa de Varzim


O gênero mais conhecido no Douro Litoral é a Chula, é uma dança popular geralmente cantada em festas ou trabalhos coletivos. Os instrumentos mais conhecidos são a viola amarantina (de Amarante), o violão, o tambor, os ferrinhos e rabeca ou bandolim.

Algumas das músicas mais populares são:

- Torradinhas
- Vila Poveiro
- Poveirinha
- O mar enrola na areia

Uma das músicas mais tradicionais demonstrada nesta transcrição abaixo é O mar enrola na areia, na gravação apresentada possui uma guitarra portuguesa solando na introdução, tendo também a presença de uma sanfona e tambor fazendo a marcação rítmica que é ternária.

Os instrumentos acompanham uma voz feminina que canta a seguinte letra seguindo de sua transcrição:

O Mar Enrola Na Areia

O mar enrola na areia

Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.

Até o mar é casado, ai
Até o mar tem mulher
É casado com a areia, ai
Pode vê-la quando quer.

Até o mar é casado, ai
Até o mar tem filhinhos
É casado com a areia, ai
E os filhos são os peixinhos.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.

Ó mar tu és um leão, ai
A todos tu queres comer
Não sei como os homens podem, ai
As tuas ondas vencer.

Ó mar que te não derretes, ai
Navio que te não partes
Ó mar que não cumpristes, ai
O que comigo tratastes.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.

Ouvi cantar a sereia, ai
No meio daquele mar
Tantos navios se perdem, ai
Ao som daquele cantar.

Até o peixe do mar, ai
Depenica na baleia
Nunca vi homem solteiro, ai
Procurar a mulher feia.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente infeliz.


A Dança: Grupos folclóricos

Os tipos de dança suas características e como são executadas diferem de cada região.

A dança do Minho, por exemplo, é o Vira e apresenta várias modalidades como: Gota (Penso), Vira Minhoto, Chula Minhota (Vira do Norte), Fandango.

Já no Douro Litoral são Viras e malhões de várias modalidades: Chula Rabela (Barqueiros), o Regadinho, a Cana-Verde, o Vira da Régua (que é uma chula), o Serra (nas terras da Maia), a Rolinha (Póvoa de Varzim).

Os aspectos da vida cotidiana são representados na forma de dançar e de se vestir, os povos da beira mar exibem danças mais vivas e seus trajes são típicos de um pescador poveiro com tecidos de lá que são mais resistentes à corrosão do sal na água e sempre de cor branca que indica a proximidade do mar e das areias, pois o trabalho da terra não permite o uso de tonalidades claras e o sal mancha as cores escuras.

Diversos grupos apresentam a dança tradicional portuguesa, a de Póvoa de Varzim é representado pelo Rancho da Casa dos Poveiros.

A advogada Kátia Regina Flores participou de dois grupos folclóricos, a da Casa dos Poveiros e do Ranho Folclórico Luiz de Camões esse já representando outra região do Minho e conta de sua experiência nesta entrevista:

Como surgiu a iniciativa de participar dos grupos de danças folclóricas portuguesas?

R - Surgiu quando eu tinha por volta dos meus 14 anos, durante apresentação de um grupo folclórico em Niterói, do qual eu gostei e pedi aos meus pais que me levassem aos ensaios. O meu primeiro contato foi com o Grupo Folclórico da Casa dos Poveiros, que fica na Tijuca – RJ. Lá aprendi não só dança, mas muito da cultura portuguesa, principalmente da região da Póvoa de Varzim. Fiz grandes amizades e comecei a conhecer a cultura de meus pais e avós.

Como eram os grupos? Conte sobre a formação?

R - Cada grupo folclórico tem suas próprias características, ou seja, sua formação varia muito em função da região que está representando. Nosso grupo, como representava a Póvoa de Varzim, que é uma cidade portuguesa do distrito do Porto, Região Norte e sub-região do Grande Porto, situada numa planície costeira arenosa, a sul do Cabo de Santo André, a meio caminho entre os rios Minho e Douro. Trata-se de uma localidade simples, que tem como fonte de renda a pesca e o pastoreio. Quem nasce em Póvoa de Varzim é chamado de Poveiro. Nossas festas eram as festas típicas da região, como por exemplo, a festa do milho rei, entre tantas outras que fazem parte da cultura portuguesa. O grupo é sempre formado por casais, geralmente com 10 ou mais pessoas, além de músicos e seus instrumentos (sanfona, acordeom, triângulo, guitarra portuguesa, bumbo) e a cantora.

Como a participação do grupo influenciou sua vida?

R - A participação influenciou muito minha vida pessoal. Passei a conhecer melhor a cultura de meus antepassados, que eu sempre gostei muito, e a vivenciar o dia-a-dia da cultura por meio das festas, dos ensaios do rancho folclórico e da troca de conhecimentos com outros ranchos, que me foram de grande valia. Eles me ensinaram que a raiz é tudo, mesmo distante de suas terras, os portugueses procuram manter seus hábitos, costumes e sua cultura, e, assim manter suas tradições, o que nós brasileiros raramente, ou em nenhum momento, fazemos.

Como estes grupos se mantêm?

R - Os grupos são patrocinados pelas Casas Portuguesas, que dão as roupas, comida e transporte para as apresentações.

Nas fotos abaixo se pode ver a diferença das regiões:

1. Kátia Regina Flôres, minha tia, com traje da região do Minho
2. Traje de poveirinha (roupa mais clara)
3. Grupo folclórico com Roberto Leal
4. Guitarra Portuguesa
5. Juliana Flôres com a guitarra portuguesa do seu bisavô Flôres








Rancho Poveiro – Póvoa de Varzim, cantando e dançando "O mar enrola na areia".





Grupo Raízes de Portugal da Casa dos Poveiros de São Paulo, cantando e dançando
"Cana verde" de Correlhã - Ponte de Lima.



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*Amiga do Splish Splash.

Em show de Roberto Carlos, maestro Eduardo Lages cai nos braços das fãs






Por: Armindo Guimarães
Diplomado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins
Facebook


É sabido que nos shows de Roberto Carlos, quando ele distribui as rosas pelos fãs, a mulherada é tanta que todas se acotovelam e pensam como seria o delírio se o Rei, naquele instante, caísse nos braços delas.

Também é sabido que naquele momento o Rei tem a seu lado o percussionista Dedé Marquez que lhe vai chegando as rosas.

Pensava-se que Roberto Carlos nunca tivesse tido ninguém que o substituísse caindo nos braços das fãs.

Pois bem, aconteceu que num desses momentos, durante um show no exterior, o maestro Eduardo Lages substituiu-se a Roberto Carlos caindo literalmente nos braços da mulherada.

Não se trata de invenção nenhuma, é a verdade dita há poucos dias pelo próprio maestro do Rei em entrevista dada à TV Vitória Digital. Eis o link:

http://www.folhavitoria.com.br/tvvitoria/index.php?secao=videos&categ=4&play=1242&paginax=2

Mais uma prova que a equipe do Rei é completa, todos são estrelas que tudo fazem para que o astro-rei continue brilhando.
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Parafraseando Jô Soares, é caso para perguntarmos: que mais irá acontecer?!

Não sabia que tinha um sósia

Carlos Alberto Alves e Mauro Mendonça




Por: Carlos Alberto Alves*
Email: jornalistaalves@hotmail.com



Em qualquer latitude existem, seguramente, pessoas parecidas. Já li e ouvi muitos casos sobre "sósias", alguns, até, criando confusão junto das próprias pessoas abordadas, isto é, o "sósia" que não era a pessoa procurada por outrem. Passei por uma situação destas há anos em Lisboa.


Comigo aconteceu, poucos meses depois de estar aqui no Brasil quando, numa bela noite, no Galeão, esperava minha filha que vinha de Portugal. Estava com três pessoas amigas que me acompanharam desde a cidade de Carmo onde, na altura, residia (só mais tarde é que rumei para Niterói). Nessa noite, um grupo de jovens estudantes, brasileiros, que passavam pelo Galeão, dirigiram-se à minha pessoa pedindo um autógrafo. Fiquei quase afónico, sem saber o que responder, mas sempre fui adiantando que era, apenas e só, um jornalista português e que nunca passei pelo "estrelato". Aquela rapaziada (de ambos os sexos) confundiu-me com um ator de novela, e lá disseram o nome. Nem me apercebi de quem se tratava, ao cabo. Pediram mil desculpas pelo lapso. Eu e os acompanhantes acabamos, depois, por fazer uma festa com risada. Eu, actor de novela? Quem diria. Eu que nunca tive jeito para ser artista. Longe disso e, também, muito longe do meu pensamento. Sempre caminhei ao lado de duas possíveis opções, acabando por seguir por uma delas, o jornalismo, maior incidência para o desportivo.


O tempo foi passando e, como agora vejo mais televisão, as novelas (algumas) fazem parte do meu passatempo. Tenho, realmente, grande admiração por muitos actores brasileiros. Direi mesmo que sou fã de alguns (Tony Ramos, Lima Duarte, etc) pelo seu talento e "savoir faire". De repente, na novela da Globo, que passava após o (tele) jornal, comecei a perceber que ali havia alguém muito parecido comigo fisiologicamente, sobretudo o rosto. Ena, aquela rapaziada que me abordou no Galeão tinha a sua razão, muito embora eu não fosse o tal actor pretendido para um autógrafo da ordem. Falei com os meus próprios botões, afinal, quem-é-quem? Nos dias subsequentes, voltei a minha atenção para o dito cujo. Caramba se tivesse um irmão da minha idade (o que tenho é mais novo do que eu 11 anos), dir-se-ia que ele (o dito actor) era meu irmão gémeo. Só depois é que a ficha caiu (como dizem os brasileiros). Pois, pois (os brasileiros gozam com isso), eu com um "sósia" brasileiro. Mas aqui existirá, certamente, uma diferença: o "sósia" é capaz de saber fazer uma reportagem e eu, ao invés, chumbava logo que fizesse uma prova para ser artista de novela. Quem diria que, volvidos sensivelmente três anos e meio, a estória do "sósia" viria de novo à tona. Inclusive, uma amiga minha, em Petrópolis, me falou da mesma situação. É tão parecido com ele, dixit essa amiga. Ele, o grande actor de novelas. Tony Ramos e Lima Duarte, em nada são parecidos comigo. Que enorme diferença. Pois é... se analisarmos bem as fisionomias, Mauro Mendonça (o actor em questão) tem semelhanças de fisionomia com a minha pessoa. E, neste caso, não se poderá afirmar que "qualquer semelhança é pura coincidência". Ele, de fato, era meu "sósia". Tanto tempo que levei a descobrir e até precisei de ajuda de algumas pessoas amigas. Pois então, meu caro "sósia", não deixarei de ver as novelas em que participarás. Só espero que não haja mais confusão, caso contrário usarei este letreiro: "eu não sou o Mauro Mendonça". Puxa, só me faltava ser actor de novela. Se tivesse jeito para o efeito, não iria descurar essa oportunidade.


NOTA FINAL – Por via de mais confusões, mudei o meu visual. Cortei o cabelo "à-militar" e, também, rapei o bigode, dois dos aspectos que tínhamos em visível semelhança, isto para além da idêntica altura e... sermos ambos anafados. Digamos, rechonchudos de cara.


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*Amigo do Splish Splash.

domingo, 25 de Julho de 2010

Patty Ascher em "Deu Jazz no Samba" no Auditório Ibirapuera



Dias 30 e 31 de julho, Patty Ascher recebe seis grandes maestros no Auditório Ibirapuera para apoiar as obras do HOSPITAL SANTA MARCELINA.


O Auditório Ibirapuera é uma das grandes salas de concerto da cidade: condições impecáveis para artistas e público ouvirem o melhor da música contemporânea. Já acostuma a reuniões de peso, desta vez abrigará algo jamais realizado: Jota Moraes, Amilson Godoy, Aluisio Pontes, Eduardo Lages, Claudio Goldman e Marco Pontes estarão participando dos shows que acontecerão dias 30 e 31 de julho no Auditório Ibirapuera em apoio às obras do Hospital Santa Marcelina.

O feito é da paulistana Patty Ascher que reuniu a nata dos maestros brasileiros em seu segundo cd e decidiu mobilizar esta turma em torno de uma grande causa: "Fico feliz de reunir um time de primeira para apoiar uma das obras assistenciais mais importantes do país. Visitar o Hospital Santa Marcelina é uma lição de vida." - destaca a cantora.


Patty Ascher foi descoberta em 2007 por Roberto Menescal - que produziu e fez os arranjos de seu primeiro cd, o Bacharach Bossa Club - e desde então ela vem aparecendo como um talento singular de sua geração: sua voz tem um acento 'soul', suingue brasileiríssimo e poder de improvisação que lembra as grandes divas do jazz.

Deu Jazz no Samba - seu segundo álbum - teve lançamento em Nova Iorque e vem percorrendo várias cidades do país desde então. Acostumada a parceiros e platéias exigentes - ela já fez duas turnês com Maestro Michel Legrand - retornará aos EUA em outubro próximo para turnê em cinco cidades.

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PATTY ASCHER


Dias: 30, 31 de Julho de 2010

Horários: Sexta, 21h Sábado, 21h
Duração: 90 minutos (aproximadamente)
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)

Gênero: Jazz
Classificação
Indicativa: Livre para todos os públicos.


Programação:


Participações especiais: Ubaldo Versolato. Sexta, os maestros: Amilson Godoy, Claudio Goldman e Marco Pontes. Sábado, os maestros: Aluísio Pontes, Jota Moraes e Eduardo Lages.

ibira.org
25-07-2010

Wanderléa lança DVD tentando escapar da "Ternurinha"

A cantora Wanderléa, que lança seu primeiro DVD, baseado no show "Nova Estação"


Ternurinha precisa morrer. Esse foi um desejo frequente da cantora Wanderléa ao longo de seus quase 50 anos de carreira.

Cunhado em meados dos anos 60 e amplificado nacionalmente pelo programa "Jovem Guarda" (TV Record), o apelido meigo sobreviveu à transformação da menina mineira de 16 anos na primeira popstar brasileira.

Ao mesmo tempo, o rótulo a aprisionou à imagem da Ternurinha, mesmo depois de o programa sair do ar, em 1969. Maior do que a própria cantora, a personagem a impedia de caminhar adiante.

A "musa da jovem guarda" não conseguia abandonar os fãs --e o sucesso comercial garantido-- e seguir o caminho que bem entendesse.

Hoje, o plano de matar a Ternurinha está sendo posto em prática. Ainda que muitos continuem pedindo pelos "twists" e iê-iê-iês, eles já não têm vez nos planos dela.

Aos 64, Wanderléa lança seu primeiro DVD no mês que vem, baseado no álbum "Nova Estação" (2008), sem canções do passado pop.

Também tem feito shows interpretando Dolores Duran, Maysa e outras figuras pré-jovem guarda. Para 2011, planeja um álbum de canções inéditas.

É fato que gravou, em 2008, um DVD retrospectivo, em que canta "Pare o Casamento" e "Foi Assim". Mas trancou-o na gaveta. Afinal, Ternurinha precisa morrer.



Ana Moura - Ouvi dizer que me esqueceste


Ana Moura, uma grande Fadista portuguesa, interpreta mais um belo Fado da composição de
Jorge Fernando. Belíssima a voz da Ana Moura!!!




Fafá de Belém e Roberto Carlos - Se Você Quer

Se Você Quer


Roberto Carlos - O amor é mais



O amor é mais


Composição: Roberto Carlos


Pra saber o que é o amor
É preciso amar assim
E o amor que eu sinto por você
É igual ao seu por mim
O amor é energia, é luz
Que ilumina a alma
É a força de dois corações
Que traz a paz e acalma

Diferente da paixão
O amor é um sentimento
Está acima da razão
E do passar do tempo

O nosso amor resiste a tudo
À tempestade e ao vento
É forte em nosso pensamento
Imenso em nosso coração
Pro nosso amor não tem distância
Juntos sempre estamos
É assim que nos amamos
Não soltamos nossas mãos

O amor é mais do que eu pensei
É mais do que eu sonhava
E esse amor que eu tanto esperava
Só conheci quando encontrei você

E a emoção do nosso amor
Não dá pra ser contida
A força desse amor
Não dá pra ser medida
Amar como eu te amo
Só uma vez na vida

O amor é energia, é luz
Que ilumina a alma
É a força de dois corações
Que traz a paz e acalma
Diferente da paixão
O amor é um sentimento
Está acima da razão
E do passar do tempo

O nosso amor resiste a tudo
À tempestade e ao vento
É forte em nosso pensamento
Imenso em nosso coração

Pro nosso amor não tem distância
Juntos sempre estamos
É assim que nos amamos
Não soltamos nossas mãos

O amor é mais do que eu pensei
É mais do que eu sonhava
E esse amor que eu tanto esperava
Só conheci quando encontrei você

E a emoção do nosso amor
Não dá pra ser contida
A força desse amor
Não dá pra ser medida
Amar como eu te amo
Só uma vez na vida